Pensamento da semana


Teresa Ribeiro,

Olho para os miúdos que se manifestam nas escolas, exigindo que os adultos lhes salvem o planeta, e penso em como é difícil ao ser humano mudar a sua natureza. Ser capaz de mobilizar-se pelo bem comum. Ser consequente quando está em causa a viabilidade do seu único habitat. Os donos do mundo também têm filhos e netos mas nem assim. A mesquinhez leva sempre a melhor.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

90 comentários em “Pensamento da semana”

  1. O problema é tão simples, que não tem solução, o mundo não aguenta tanta gente a consumir tanto. Sem degradação. Quando a maioria das gentes descobrir isso, nada no futuro será igual.

    1. Fale por si. Eu não “consumo” o mesmo que Jeff Bezos ou Elon Musk. E se eu andar de avião (já não ando há muito tempo) é em económica e não num jacto privado.

    2. É claro que a sobrepopulação será devastadora e, caso não se consiga controlar a tremenda explosão demográfica em vastas áreas do globo, o ponto de rutura será inevitavelmente atingido quer se abandonem os combustíveis fósseis ou não. Acho que deveria haver um foco maior neste ponto e não apenas e só nas fontes de produção de energia já que estes “defensores do planeta” raramente falam disso. Depois o abandono dos combustíveis fósseis pela salvação do planeta é realmente algo muito bonito e tentador mas como assegurar isso em poucos anos? Como exigir a uma India que agora abandone as suas centrais a carvão e retroceda o seu desenvolvimento económico por décadas arrastando milhões e milhões de indianos para a pobreza extrema (ou ainda mais extrema em que muitos ainda vivem)? Como substituir toda a maquinaria agrícola (só para citar 1 setor chave) num curto espaço de tempo por maquinaria exclusivamente elétrica já que sem essa maquinaria a fome mundial seria apocalíptica devido a uma quebra gigantesca da produtividade? Como exigir a um continente asiático que agora substitua o seu parque automóvel a gasóleo por veículos elétricos? Com que dinheiro o fariam e onde estão as fábricas para produção em massa de tantos veículos num par de anos? Tudo isto e muito muito mais seria feito num par de anos por quem e pago por quem? Curiosamente nunca ninguém me consegue responder com medidas claras e concretas. A resposta é sempre “tem de haver um acordo mundial”, “os ricos terão de ajudar os mais pobres”, “tem que ser feito a todo o custo porque não há planeta B” mas lá está, rien, niente, bola de medidas concretas e diretas.
      Não digo que não se tenha de fazer algo mas as coisas são muito mais complexas do que parece a muita gente. E honestamente, não acredito que a larga maioria destes ativistas esteja mesmo disposto a um sacrifício mundial em que os que mais têm abdicam duma boa parte para pagar as mudanças dos que não têm como o fazer. Será que estes jovens aguentariam sequer ficar privados do seu iPad, iPhone ou PlayStation de última geração ou do bilhete de festival de verão e férias à beira mar para ajudar?? Desconfio que não!

      1. Claro que tudo isto é muito complexo e que as soluções de fundo não se encontram nem aplicam de um momento para o outro, mas assistir impavidamente ao degradar da situação, também não faz sentido. Precisamos de uma revolução de costumes e de acelerar a transição para as energias alternativas. Todos os analistas concordam que tudo o que se tem feito é insuficiente e que é possível fazer melhor se houver vontade política para tal. É aqui que pode e deve entrar a pressão da opinião pública, sempre um bom combustível quando bem usado.

  2. A mim, pareceu-me mais um grupo de miúdos manipulados, que não sabem o que querem, mas gostam de dar nas vistas.

    1. Ao menos os miúdos ainda têm desculpa para se assarapantarem com as galgas que lhes espetam em cima, são ingénuos e inexperientes.

      Agora os adultos que, de cada vez que uma facção dos “donos do mundo” resolve dar a volta a outra com uma campanha de opinião pública, alinham alegre e acriticamente para a estampida da manada …

        1. Ah, tu és submisso ao Ventura, que por sua vez é submisso ao Trump, que por sua vez é submisso ao Putin… Toda um cadeia de submissão e tu lá no fundo.

  3. É o que menos me interessa, saber se são, ou não, manipulados. A sua causa não deixa de ser justa por esse motivo. Nem pertinente. Não sei que idade tem, mas certamente não tem a idade deles. Mas faça um exercício: imagine-se agora com 15, 20 anos e faça as contas. Quando a vida se tornar difícil, também na nossa parte do planeta, provavelmente nem eu, nem o Tiro ao Alvo cá estaremos. Mas eles, sim.

    1. O que verdadeiramente me preocupa, é ver gente madura pactuar com este modo de agir. E também não compreendo como é que os nossos governantes ensaiam aproximação a movimentos desta natureza. Manifestações pacíficas, desde que deixem os outros trabalharem, sim; desobediência civil e violência, não!

      1. Pois se eu tivesse entre os activistas um filho ou uma filha, ficaria muito orgulhosa. Hoje a maioria dos jovens vivem com os olhos cravados no ecrã do telemóvel, alheados de tudo. Isso é que me faz confusão. Envolvimento cívico precisa-se, e de que maneira, neste país (claro que a violência não é para aqui chamada)

        1. A Tereza a dar-lhe e a burra a fugir…
          Saiba que eu tenho descendentes com essas idades, e ficaria triste se os visse envolvidos nesses desacatos. E não me diga que ocupar instalações publicas e privadas são manifestações pacificas.

          1. Por norma existe sempre alguma margem para a transgressão neste tipo de manifestações públicas. Isso é feito, precisamente para dar nas vistas. Desde que não se ultrapassem os limites do bom-senso, é compreensível.

    1. E eu sou até a escumalha bilionária viajar em classe económica como o resto de nós em vez de o fazer nos seus jactos privados. O que nunca acontecerá.

  4. Nos anos 1980, Sting cantava: “I hope the russians love their children too”. Mas, como vemos, não é isso que está em causa. Para os donos do mundo, só contam o poder e o dinheiro. O ser humano é muito obcecado por bens materiais. Mães e pais acham que os filhos precisam, acima de tudo, de bens materiais. Tudo o resto é secundário.

    1. As pessoas vivem cada vez mais encerradas na sua bolha e não querem saber. Mas se não querem saber é porque não pensam. Sobretudo se têm descendência. Esta apatia cívica está a matar-nos aos poucos.

    2. O ser humano é muito obcecado por bens materiais. Mães e pais acham que os filhos precisam, acima de tudo, de bens materiais. Tudo o resto é secundário.

      Exactamente por isso é que os activistas —quando perceberem que acabar com as coisas com as quais querem acabar equivale a viver no Egipto no século XIII e andar a arrastar umas sandálias pelo deserto debaixo da sombra de um camelo, e que se acabaram as noitadas e os festivais de verão, os portáteis e as aulinhas à distância e os apartamentozinhos porreiros pagos pelos pais— vão desistir logo da descarbonização.

  5. A manipulação de massas é terrível. E então quando vem acompanhada com soluções para diminuir os impactos, como é o caso dos veículos eléctricos, melhor ainda.
    A covid é um exemplo das figuras ridículas que se fizeram e do abuso prepotente das autoridades sobre o indefeso cidadão.
    Estas manifestações dos putos não têm nada a ver com combustíveis fósseis nem com nada. Está na moda aparecer na televisão, as televisões ficam com reality shows de borla e todos ganham.
    Onde é que está a coerência, quando há países com fome e há miúdos a vandalizar obras de arte com comida?
    Onde é que está a coerência, quando se inunda o mercado com veículos eléctricos equipados com baterias de metais pesados?
    É só manipulação, basta ver para onde vão os desperdícios dos países mais ricos, para onde vão as escórias.
    Basta de hipocrisia, se queremos mudar alguma coisa não é com as manifestações dos putos, temos de mudar é a nossa maneira de pensar.
    Ser autónomos. Não estar à espera que o governo nos diga se estamos doentes ou não. Não estar à espera do subsídio para compensar o aumento do gasóleo.
    Desconfiar dos grandes grupos económicos; farmacêuticas, gás, electricidade.
    Não acreditar em tudo o que se diz nas redes sociais.
    Há realmente muita coisa a fazer para salvar o planeta mas se calhar é melhor começar por educar as pessoas.

          1. “Não punhemos tudo no mesmo saco.”
            É o problema da manipulação de massas. Quem é que está em condições de dizer qual é a manifestação verdadeira?

      1. E temos um exemplo do cientismo dos que fecham o cérebro sempre que aparece a palavra “ciência”… há 100 anos acreditariam piamente no “aeter” porque tinha sido dito por cientistas…
        Hoje julgam que os buracos negros são sinais de sabedoria do cientistas em vez de sinais de ignorância…

        Tem aqui um estudo sobre o desastre civilizacional que foi o combate ao Covid :
        https://link.springer.com/content/pdf/10.1007/s11024-022-09479-4.pdf

        “In the effort to silence alternative voices, widespread use was made not only of censorship, but of tactics of suppression that damaged the reputations and careers of dissenting doctors and scientists, regardless of their academic or medical status and regardless of their stature prior to expressing a contrary position. In place of open and fair discussion, censorship and suppression of scientific dissent has deleterious and far-reaching implications for medicine, science, and public health.”

        Isto é algo que deveria abrir primeiras páginas e telejornais. Mas como o jornalismo não existe para informar. Não vai.

  6. MIÚDOS???
    Este grupo tem a lição bem estudada.
    Se quiserem vejam:
    Kabra-cega.blogs.sapo.pt
    Post: a tua liberdade termina quando começa a do outro.

  7. É tudo muito lindo mas as pessoas ainda não perceberam que para alimentar sociedades de massa, o que existe neste momento, é o melhor que é possível fazer com o mínimo de custo e o mínimo de prejuízo.

    Se as criancinhas do 12º levassem a deles avante e parássemos já hoje com o “carbono”, ficavam sem roupas, sem luz, sem telemóvel, sem instagram e iam a pé ou de burra para casa como a avó deles fazia na Pampilhosa da Serra.

    A culpa é das actuais correntes do Ensino Público em Portugal: uma coisa idiota, esquerdista, anti-ocidental, que nem sequer se sustenta a si própria, e que enfia estas patacoadas jornalísticas e má ciência na cabeça dos putos.

    O planeta não é passível de “ser salvo” por humanos. Há coisas maiores do que nós. Metam isto nos cornambelhos.

    1. Ah ganda V.
      “…uma coisa idiota, esquerdista, anti-ocidental, que nem sequer se sustenta a si própria, e que enfia estas patacoadas jornalísticas e má ciência na cabeça dos putos.”
      anti-ocidental? O que é isto, localização meridiano-paralelo, cultural-religioso? Ou a treta do costume de localização económica?
      Mas, estamos a ver por vários países ocidentais (localização económica) as mesmas manifestações.

    2. Claro que há reivindicações que não são para levar à letra. Eles não são assim tão burros que não entendam que não se pode fazer a transição de um dia para o outro.

      1. Em vez de rebateres os meus argumentos (que poderiam ser fragilizados), sais-te com um chavão sem interesse só para me atacar, o que obviamente não leva a coisa nenhuma porque nós aqui somos só as nossas opiniões, não somos coisas corpóreas. Não somos atacáveis. Nem toda a gente atinge isto ok mas ao menos tenta poupar tempo e trabalho. A ti e aos outros.

  8. Texto repugnante. Habitual na burguesia que precisa de sentir emoção do pecado expiando a vergonha da prosperidade depois da morte de Deus.
    Preparem-se, vêm aí muitas fomes e pior. Serão criados por pessoas como a autora e outros extremistas “centristas”, mais os guardas da revolução que aqui defende.

      1. Como dominam a comunicação social os auto denomidados centristas escondem o seu extremismo, veja-se o seu:
        – Mudar radicalmente(logo extremismo) a produção de energia.
        – Mudar radicalmente(logo extremismo) a produção de alimentos
        – Mudar radicalmente(logo extremismo) os materiais que usamos.

        Depois temos claro o seu apoio ao ataque à liberdade dos outros usufruirem dos seus direitos. Como impedir outros alunos de assistirem ás aulas. Fossem jovens do Chega e já seriam “extremistas” em vez de “activistas”

        Depois vemos os resultados de um não tão extremismo: bastando apenas proibir o uso de fertilizantes industriais no Sr Lanka…Fome, governo em fuga…
        Claro que os jornais “centristas” tipo Publico, SIC, TVI, Expresso fizeram notas de rodapé como um jornal da Ditadura faria sobre algo incómodo a Salazar mas que não poderia ser totalmente apagado…

  9. Quando vejo estas alminhas a quererem salvar o mundo, ou melhor a mandar nos outros para supostamente salvar o mundo, lembro-me do Jordan Peterson que diz que antes de tentar salvar o mundo devemos conseguir arrumar o nosso próprio quarto.
    Se estes jovens (e não duvido que há alguns mesmo angustiados com a questão, outros estarão nisto só pela política ou pelo vandalismo) perdessem um bocadinho de tempo a olhar para os seus hábitos de consumo, percebiam claramente que não desejam o fim do fóssil. A vida sem combustíveis fosseis é uma dura labuta para sobreviver ao frio à fome. E foi assim durante milhares de anos.
    O clima sempre foi uma das maiores ameaças para os organismos vivos em geral, e para as sociedades humanas em particular. Desde o início da vida na terra estão documentadas cinco grandes extinções em massa, e todas ocorreram antes do aparecimento do homem na terra. Na mais devastadora extinção em massa, a do Pérmico-Triássico extinguiam-se 96% da espécies marinhas e 75% das espécies terrestres. Este cataclismo foi provocado por um aquecimento global sem precedentes que ocorreu como consequência de actividade vulcânica excepcional, causando uma complexa e irreversível sequência de fenómenos bioquímicos em cadeia.
    As alterações climáticas fazem parte da vida na terra. Actualmente temos mais e melhor tecnologia em comparação com os nossos antepassados, o que aumenta as nossas probabilidades de sobreviver às flutuações climáticas menos dramáticas. O que não quer dizer que não devemos tentar diminuir o nosso impacto no mundo. Devemos. Mas devemos também ter consciência que não há energia limpa, e não há almoços grátis. Esta fixação dos jovens com as energias renováveis para produzir electricidade, e que são tudo menos limpas, mostra que não sabem nada, e não querem saber nada. Talvez por faltarem demasiado às aulas…

      1. É óbvio que não há nada a fazer. O homem não pode aspirar a controlar as forças da natureza. É demasiado insignificante. O homem não consegue parar um sismo, um furacão, bem mesmo o avanço das dunas de areia no deserto. É preciso de ter um bocado de noção.
        O homem pode adaptar-se às alterações climáticas. O homem pode diminuir o impacto que a sua ação tem no planeta. Mas se a nova geração está tão preocupada ela pode começar por diminuir os seus hábitos de consumo desenfreado. Pode parar de viajar de avião. Parar de comprar o último modelo de Tm. Evitar produtos produzidos na China, o maior poluidor mundial. Mas é sempre mais fácil apontar o dedo aos outros…

        1. ” O homem não pode aspirar a controlar as forças da natureza. É demasiado insignificante. O homem não consegue parar um sismo, um furacão, bem mesmo o avanço das dunas de areia no deserto.”
          Não concordo. Se estudar Mecânica Quantica ou Relatividade muda de ideias. O homem não faz tudo o que quer mas faz muita coisa. Aprendeu a controlar o fogo e, mais recentemente, a energia nuclear e consegue enviar fotografias instantaneamente para o outro lado do mundo sem nada se ver no ar. Se Vasco da Gama pudesse imaginar quer ao chegar à Índia podia enviar um vídeo de lá ao Rei com uma simples porcariazinha que cabe numa mão…. Diria que era milagre ou …. bruxedo.

          1. Como, não concorda? Parece-lhe que o homem consegue influenciar os fenómenos naturais? Evitar um sismo? Desviar um furacão? Parar a seca?
            A mecânica quântica não tem nada a ver com este assunto. O homem consegue fazer coisas extraordinárias sem dúvida, mas os fenómenos naturais são outro campeonato.
            Além de que mundo não vai acabar por derreterem as calotes polares. Alguns lugares vão-se transformar em desertos, outros ficarão submersos. E alguns desertos tornar-se-ão habitáveis. Alguns seres vivos vão desaparecer, outros poderão emergir. É a Vida. Literalmente.

          2. “Parece-lhe que o homem consegue influenciar os fenómenos naturais? Evitar um sismo? Desviar um furacão? Parar a seca? “
            Consegue muita coisa mas evitar um sismo ainda não. Mas daqui a 500 ou 1.000 anos como será? Pergunte a Vasco da Gama se seria possível comunicar da Índia com o Rei instantaneamente.
            “Além de que mundo não vai acabar por derreterem as calotes polares.”
            Concordo, vai simplesmente modificar-se como sempre aconteceu no passado. O mundo é feito de mudança mas parece que há quem ainda não se apercebeu e grite “o clima está a mudar”. Claro, sempre mudou. Camões há séculos sabia.
            “Alguns lugares vão-se transformar em desertos, outros ficarão submersos. E alguns desertos tornar-se-ão habitáveis. Alguns seres vivos vão desaparecer, outros poderão emergir. É a Vida. Literalmente.”
            De novo estou de acordo pelo consigo. Depois há espécies que se adaptam e sobrevivem e outras que não. Os Dinossauros desapareceram (felizmente) e diminuiu a biodiversidade, suponho. A espécie humana pode adaptar-se ou não. É umcaso complicado porque o homem consegue “influenciar os fenómenos naturais” (outra discordância) em grande escala. Nada parece indicar que a espécie humana seja eterna. O Universo será eterno??? o Nada existe?

    1. Se estes jovens (e não duvido que há alguns mesmo angustiados com a questão, outros estarão nisto só pela política ou pelo vandalismo)

      Da minha experiência, acho que 99% é mais pelas miúdas. E vice-versa.

    2. Mas devemos também ter consciência que não há energia limpa

      Até há. A energia nuclear não é poluente e é a melhor solução de todas. Mas os riscos e os problemas ligados à acumulação de resíduos radioactivos também estão lá. Se houvesse uma solução prática para o “disposal” o problema estaria resolvido. Talvez daqui a uns anos isso seja possível.

      Mas isto resolvia os problemas todos. Depois como é que o países pobres extorquiam dinheiro aos países ricos?

      1. A energia nuclear é a mais limpa de todas as utilizadas actualmente e a que menos impactos tem no mundo natural. Mas os resíduos radioactivos são de facto um problema grande. Têm de se guardar com imensos cuidados, o que é uma chatice.

  10. Acrescento ainda que esta treta do “clima” não passa de uma gigantesca operação de colecta de impostos em sociedades que já não aguentam mais impostos — e a quotização da poluição, em que os países pobres sem economia (a maior parte) vai vender as suas quotas aos países ricos. No fim, fica tudo na mesma e os senhores da guerra e das drogas em África e na América do Sul ficam mais ricos.

    É claro que os comunistas pelam-se por isto, porque vai entrar dinheiro naquelas repúblicas comunistas periclitantes que têm testas-de-ferro dos barões da droga, como a Venezuela ou a Coreia do Norte. No caso da Coreia do Norte é mesmo o chefe que é o dono do cartel. Na Venezuela é um fantoche dos militares, vestido de fato de treino.

    1. “A treta do clima” é o mantra de quem tem muito a perder se se deixar de investir no carbono e o slogan dos que não têm nada a ganhar com a manutenção do statu quo, mas vêem em tudo a conspiração dos comunas.

      1. O verdadeiro problema é que os comunistas já não precisam de conspirar. O veneno deles já foi inoculado há muito tempo. No jornalismo, nos programas educacionais, nos livrinhos para criancinhas escritos por adultos a fingir que têm sentimentos honestos, no Teatro, no cinema, nos cafés. Está por todo o lado.

  11. quando se pensa que a natureza está ao nosso serviço e quando o mais alto valor é o lucro , o resultado é este. e só param quando já não houver ninguém nem nada para explorar.

    1. Pensar que a Natureza está ao nosso serviço é de uma arrogância extraordinária, Marina. A Natureza passa muito bem sem nós. E sim, a sede de lucro continua a ser o grande motor do progresso que nos vai levar, a prazo, à desgraça. Estes miúdos, a quem o futuro assusta, e com razão, decidiram manifestar-se como podem. Fizeram muito bem!

      1. nem mais pouco a pouco mudarão os hábitos de hiper consumo e desperdício que a sociedade do lucro lhes inculcou. os sites de roupa em 2ª mão fazem furor entre os miúdos , por exemplo.
        o decrescimento sustentável não agradará aos donos disto tudo , mas é inevitável se queremos um habitat saudável.

  12. As vacas são das maiores responsáveis por emissões de gases poluentes para a atmosfera, 18% das emissões. Mais do que os transportes, 13,5%.
    Não vi, ou ouvi, os míudos dizer : morte às vacas!
    Isto não é assunto para miúdos que querem aparecer nas televisões.
    Juizinho,!

  13. O problema é que talvez não seja possível fazer muito melhor nas condições actuais, com crise de exportações e energética, inflação e guerra na Ucrânia. Só se pode substituir uma fonte energética quando houver uma real alternativa. Não é de certeza a substituir Costa e Silva, que tem toda a legitimidade para estar no governo, que vão resolver algo. Engraçado que dizem que nada está a ser feito em Portugal quando recentemente se fecharam as duas centrais de carvão restantes.
    De resto, não tenho simpatia pelos “activistas”, por razões que já aqui expus: além de falarem como uma seita apocalíptica, têm intenções políticas mal disfarçadas (vide os cartazes “o capitalismo não é verde”), não pensam que os governos têm imensas questões a decidir ao mesmo tempo e que por vezes colidem entre si e sobretudo estão a repelir muita gente da defesa justa das causas ambientais (já há inquéritos a mostrar isso mesmo).

    1. ” têm intenções políticas mal disfarçadas”
      Mas por que razão deveriam as intenções políticas ser bem disfarçadas?
      E qual é o problema de se terem intenções políticas?
      “(vide os cartazes “o capitalismo não é verde”),”
      Mas acha que o capitalismo é verde? Se acha, explique porquê.

      1. Acho muita graça a quem diz “não metam a política nisto”. O lobby do petróleo faz política ao comprar políticos em todo o mundo. Os governantes negacionistas fazem política.

      2. O problema de terem outras intenções políticas é que apregoam hipocritamente causas do ambiente quando o que pretendem é apregoar outras “causas”, já que de outra forma seria mais complicado. Que eu saiba, as causas ambientais começaram a ser publicitadas nos países capitalistas e é nestes que o ambiente é mais respeitado, além de que as empresas tiveram também de começar a implementar medidas ambientais. Que me lembre, os Verdes não nasceram propriamente na RDA, que na altura era um atentado colectivo (claro está) ao ambiente. Se me disser quais os regimes mais “verdes” que os capitalistas dou-lhe os parabéns.

        1. João Pedro, nem tudo o que os miúdos reivindicam é para levar à letra. Neste tipo de manifestações “exige-se” muita coisa que não é viável, mas a gritaria serve para marcar o ponto, anunciar o descontentamento e pressionar as autoridades a tomar medidas, quanto mais não seja para serenar a opinião pública. Quando ocorrem dentro dos limites do civismo, estas iniciativas são saudáveis. Se vêm das camadas mais jovens, melhor ainda, pois se há coisa que preocupa nesta geração é a abulia, a falta de comprometimento cívico. Claro que há organizações que se tentam colar para retirar dividendos. Daí alguns slogans que botam abaixo o capitalismo. No contexto não são para valorizar.

          1. “Daí alguns slogans que botam abaixo o capitalismo. No contexto não são para valorizar.”
            Acha mesmo que com o capitalismo se resolve o problema do ambiente? Vai acabar o desperdício como, por exemplo, o lançamento de automóveis convencendo as pessoas de que os antigos já não são “bonitos”, idem com a moda, os telemóveis etc. etc.
            Eu, e muita gente, não acredito pelo que acho que o tal slogan é para valorizar e fazer com que as pessoas pensem.
            Aliás acho que não deve haver restrições nos slogans nem se pode pôr de lado a política. Até penso que este problema é político e se se puser esta de lado, nada se resolve.

          2. A Manuela tem toda a razão. Já para não falar no patronato que insiste no trabalho presencial quando este pode ser feito a partir de casa, o que diminuiria os gastos com gasolina e as emissões de dióxido de carbono. Na Holanda há uma lei que garante o direito ao teletrabalho sempre que as funções o permitam. Em Portugal nem a esquerda fala nisso.

        2. Já eu desafio o João Pedro Pimenta a dizer um único regime verde, capitalista ou não. A RDA já não existe há 30 anos.

          1. Regimes puramente “verdes” não existem, tal como os unicórnios (os animais mitológicos, não as startups milionárias), mas são os países capitalistas democráticos que mais se aproximam. Olhe, tem aqui um ranking actualizado. Portugal caiu bastante, mas basta ver os dez primeiros para se notar o quão horrível são os países capitalistas no que toca ao respeito ambiental (e não, ao contrário dos anarco-capitalistas não considero os países nórdicos “socialistas”).

            https://epi.yale.edu/epi-results/2022/component/epi

          2. João Pedro Pimenta importa-se de explicar que países no mundo é que não são capitalistas? E justifique as suas respostas.

          3. Um anónimo chega aqui a exigir respostas. Ainda por cima em duplicado, como se estivesse a ditar um teste.
            Há gente que não se enxerga.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *