Pensamento da semana


Pedro Correia,

 

É urgente desnazificar a Rússia.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

78 comentários em “Pensamento da semana”

  1. 1 – Sim, “DESNAZIFICAR” a Ucrânia do «regime Zelensky & batalhão Azov». Obviamente.
    2 – Sobre os neo-nazis ucranianos do «batalhão Azov», que suportam o “regime Zelensky”, e começaram uma guerra xenófoba contra os russos há 8 anos (2014-2021), é preciso ler os dois Relatórios da ONU, disponíveis em PDF («Report on the human rights situation in Ukraine 16 November 2015 to 15 February 2016» / «Report on the human rights situation in Ukraine 16 February to 15 May 2016». Fonte: Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights).
    3 – Nesses Relatórios da ONU lê-se, preto no branco, que o Batalhão Azov das ForçasArmadas da Ucrânia nasceu na claque “Sect 82″do FC.Metalist Kharkiv, e organizaram uma guerra civil contra os russos em Donbass, tendo cometido crimes, violações e tortura.
    4 – E lê-se também, que o actual líder desse batalhão das forças armadas do regime de Zelensky, defende (passo a citar): “O propósito da Ucrânia é liderar as raças brancas no Mundo numa cruzada contra raças inferiores lideradas pelos judeus”.
    5 – Basta clicar, e ler.

    1. É urgente desnazificar a Rússia. E remover do poder o tirano sanguinário que mata jornalistas, envenena opositores, encarcera e tortura activistas dos direitos humanos.

      Nunca esquecerei que os paus-mandados dele derrubaram em Julho de 2014 um avião comercial (o voo MH17, da Malaysian Airlines), matando 298 pessoas, tudo fizeram para boicotar a investigação internacional da tragédia e passaram a atribuir este crime abominável – como sempre fazem – aos ucranianos.
      https://en.wikipedia.org/wiki/Malaysia_Airlines_Flight_17#Final_report

      Com o genocida, em Moscovo, a dar-lhes cobertura.

    2. 1 – A equação [ _._ ] — (um ponto/premissa, capaz de se elevar acima de duas partes antagónicas em permanente conflito, que constituem o impasse binário de todas as simetrias isomorficamente inversas: mal/bem, nós/outros, verdade/mentira, 0/1, preto/branco, putin/zelensky, esquerda/direita, maus/bons, certo/errado, não/sim, etc.) — que referi em várias mensagens e textos anteriores, como sendo a única solução para «resolver o antagonismo», e que é um património codificado na memória dos cérebros humanos mais evoluídos, volta a ser a única solução que evita este impasse humano que conduz à destruição.
      2 – Não ser capaz de ver as razões de ambas as partes, escolhendo emocionalmente um dos lados do conflito, é ficar preso nesse impasse simétrico que está nos cérebros menos evoluídos. O patamar de complexidade que se designa por “Humanos”, foi aquele que conseguiu codificar uma proteína capaz de um funcionamento trifuncional na rede sináptica e neuronal. Aliás, uma trifuncionalidade que é expressa nos principais textos e rituais (gestos de benzer e rezar) das actuais principais religiões do mundo.
      3 – Esta “guerra”, pela definição de uma “fronteira” e da proporção de miscigenação das “identidades”, no território onde hoje a vemos ocorrer novamente, tem séculos de existência. É um problema que não tem nada a ver com Putin ou Zelensky&Azov.

      1. 1 – QUANTO MAIS INSISTIREM, que é a enviar armas e a dar força militar ao «regime de Zelensky & batalhão Azov» que o problema se resolverá… mais extermínio e destruição provocarão na Ucrânia. O que mostra que Zelensky é um mero comediante contratado pelos EUA, que está a representar uma peça dramatúrgica cujo verdadeiro argumento é: “Nato/EUA contra Rússia”. E a UniãoEuropeia caiu nesse logro, perdendo totalmente a autonomia que vinha aos poucos conquistando, passando a pagar milhões pelas armas e energia, agora, vendida pelos EUA (como Trump tanto queria!). O problema só se resolve por um Acordo (que inclua a China e os países asiáticos e africanos) sobre as fronteiras entre os EUA/NATO e a Rússia (o “regere fines” romano, referido por Bourdieu) para os próximos 100 anos.
        2 – ORA OUÇAM (passo a citar): “A Sérvia recebeu este fim de semana uma entrega de mísseis chineses HQ-22, numa operação considerada semi-secreta que preocupa os países ocidentais. Segundo relata a Associated Press, seis aviões Y-20 da Força Aérea chinesa aterraram ao início da manhã deste domingo (10/04/2022) no aeroporto civil Nikola Tesla, em Belgrado. A bordo seguiam alegadamente sistemas de mísseis HQ-22 (mísseis de fabrico chinês de médio/longo alcance, tipo superfície-ar). O presidente sérvio confirmou a entrega ao afirmar no sábado (09/04/2022) que iria exibir o “mais recente orgulho” militar sérvio na terça ou quarta-feira (12-13/04/2022). Anteriormente, Aleksandar Vucic já tinha lamentado a recusa dos países vizinhos (na sua maioria membros da NATO) em permitirem a entrega pelo seu espaço aéreo no contexto das tensões crescentes entre o Ocidente e a Rússia. A entrega dos mísseis, cuja versão de exportação é denominada FK-3, já estava acordada desde 2019. Para chegar à Sérvia, os aviões chineses sobrevoaram pelo menos dois países da NATO (Turquia e Bulgária). A Sérvia será o primeiro país operador deste tipo de mísseis na Europa. Entrega é vista como uma “demonstração de força” da China. A operação deste fim de semana é vista como uma demonstração do alcance cada vez maior da China no panorama geopolítico internacional. “A aparição dos Y-20 levantou sobrancelhas porque estes voaram em massa, em oposição a uma série de voos de aeronave única”, escreveu a revista online “The Warzone”. “A presença do Y-20 na Europa em qualquer número também é um desenvolvimento relativamente novo.” (Expresso, 11/04/2022)

      2. É urgente eliminar as milícias nazis que operam a partir da Rússia, com base na decisão de Putin de “externalizar” as acções mais sujas das suas ofensivas bélicas.
        Já foi assim na Síria.

        O mais tristemente célebre destes bandos de mercenários de assumida inspiração hitleriana que prestam culto à suástica é o Wagner – assim denominado por este ser o compositor favorito de Adolf Hitler.
        O seu fundador, o sinistro Dimitri Utkin, não esconde o fascínio pelo Terceiro Reich.

        1. Utkin, cão de guerra de Putin, tem tatuado no pescoço o duplo relâmpago que era símbolo das SS e ostenta uma águia nazi com a suástica tatuada no peito.
          O ditador moscovita condecorou quatro vezes este assassino – acusado de crimes de guerra no Donbass, na República Centro-Africana e no Mali – com a Ordem da Coragem.

  2. Urgente é ONU acabar com o comércio de armas pesadas internacionalmente, tal como é proibido o comércio de drogas. Já são muitos anos sempre a repetir a fórmula, já se devia ter chegado à conclusão que assim não se consegue paz entre os povos. Titulo da TIME magazine ”Bringing the Serbs to Heel. A massive bombing attack opens the door to peace”. Certo Milosevic era dos maus por atacar o Kosovo, Olexandr Turtchynov, Poroshenko e Zelensky são dos bons, apenas atacaram terroristas em Donbass e tiveram azar em provocar alguns danos colaterais.

  3. Na minha opinião, estas nomenclaturas e estes paralelos aos quais se recorre agora com frequência e às vezes com indistinção (nazi, fascista, negacionista, etc) apagam os seus verdadeiros nomes e contribuem para a fragilidade da ideia que procuramos sustentar. Chamar nazis aos russos ou negacionistas a quem não achava que a Covid era perigosa dá-me mais possiblidades de desmontar esses argumentos.

    Os polacos, por exemplo, nunca lhes chamaram nazis: chamam-lhes russos porque sabem que se calhar não é possível desrussificar a Rússia.

    Tal como não é possível moderar o comunismo ou o islamismo. São coisas que apenas adormecem, mas depois acordam.

    1. Putin vive entrincheirado num bunker atómico em Moscovo, ignora em absoluto a realidade.
      Menosprezou por completo a tenaz resistência ucraniana, imaginando o povo vizinho ajoelhado perante a força bruta russa.

      Iludiu-se quanto ao Ocidente (UE, NATO).
      Acreditou que estaria inundado de cobardes, defensores da chamada “rendição preventiva”. Alimentou a ilusão de visitar Kiev como ocupante, imitando Hitler na Paris ocupada em Junho de 1940.
      Enganou-se redondamente.

      Tem vindo a perder esta criminosa acção bélica nas mais diversas frentes.
      Incluindo a frente política e a frente comunicacional, que também são guerra.

    1. A premissa principal da «visão estratégica» de Putin é esta: onde houver russos, é Rússia.

      Igual à premissa básica do expansionismo hitleriano. Hitler considerava que havia Alemanha onde existissem comunidades de expressão germânica. Daí ter ocupado a Renânia, anexado a Áustria, engolido os Sudetas, invadido a Checoslováquia e devorado a metade ocidental da Polónia. Tudo à revelia do direito internacional, rasgando os pactos internacionais firmados por Berlim.
      Visão incompatível com a ordem mundial, a paz e a estabilidade das fronteiras.

      A diferença elementar entre Hitler e Putin é que este, ao contrário do outro, tem bomba atómica.
      E a Rússia, ao contrário da Alemanha hitleriana, mantém lugar cativo no Conselho de Segurança da ONU.
      Tinha até há poucos dias – espantosamente – assento na Comissão de Direitos Humanos da inútil organização com sede em Nova Iorque.

      1. tem razão na comparação
        mas na sucessão haverá sempre um kgb
        a onu pode perfeitamente deixar de existir porque só os funcionários darão pela sua falta

  4. Não será melhor, primeiro desputinficar a Rússia e só depois proceder à sua desnazificação?
    Se bem que cá para mim, o mais urgente era descomunizar primeiro o mundo, isso sim é que era descomunal.

    1. Dizia o grande escritor e jornalista Vassili Grossman que a Rússia, em mil anos, teve imensos governos mas nunca conheceu a liberdade.
      Putin – há 22 anos no poder – prolonga uma sinistra tradição que remonta à monarquia absoluta e se prolongou na tirania soviética.
      Tão ou mais sinistro é haver, do lado de cá, quem o encare como ídolo. Gente que não merece viver em sociedades livres.

  5. Vexa. ainda não entendeu que na Rússia os rapazes não desejam brincar com bonecas. A liberdade e a democracia russa, nazi como lhe atribui, reconhece isto. Mas quem quiser no ocidente é livre para comprar-lhes uma matrioska.

    1. Eles na Rússia preferem brincar com “bonecos”.
      Adornados com suásticas, de preferência.

      Um desses “brincalhões” é o conhecido neonazi Roman Vorobiov, recompensado por ter liquidado «40 soldados inimigos» em Mariúpol, cidade-mártir, a Guernica ucraniana.
      Este “bom samaritano” exibe no seu uniforme a caveira e as tíbias cruzadas, símbolo das SS, e o ‘valknut’, o que o identifica com extrema-direita militarizada europeia.

      Pelos “bons serviços” em Mariúpol, este neonazi recebeu a Cruz de São Jorge das mãos de Denis Puchilin, dirigente da pseudo-República Popular de Donetsk.

      Está sinalizado para vir a ser julgado por crimes de guerra pela justiça internacional.
      Não irá escapar.

  6. Caro Pedro Correia, tal como o método “Impronuncialismo” diz, chegou mais um momento de «Transformação daquilo que éramos».
    1 – Estamos a viver intensamente essa propriedade impronunciável, a que todos estamos condenados, e que está inscrita nas nossas misteriosas entranhas. De sermos, no que mais nos caracteriza e distingue: “um ser que há-de vir”. Sermos sempre um Ser que ainda cá não chegou na sua plenitude. Logo, que ainda não há palavras para o pronunciar ou definir; nem nunca será através delas que o conseguiremos descrever ou capturar.
    2 – Escrever sobre nós é, assim, uma tarefa de Sísifo condenada ao fracasso. Mas, não é por essa falta de palavras (essa circunstância de impronuncia) que não deixamos de ser o que somos e seremos. O “Impronuncialismo” traça o futuro desse Ser, que havemos de ser, como o da aquisição para propriedade biofísica «SAP2ii» (acrónimo de «Singularidade Autónoma Perpétua Insolúvel e Indecomponível»). Essa tarefa de engenharia e arquitetura perpetrada pela nossa cognição. Esse será o conteúdo do actual e futuro «Fazer Humano», que sucederá ao «actual Fazer» feito pela motricidade e biomecânica do actual corpo molecular e anatómico (o «corpo macaco», designado pela nomenclatura naturalista pós-Lineu e darwinista por: “homo sapiens sapiens”).
    3 – Ou não?

    1. Morreu na semana passada o fascista russo Vladímir Jirinovski, deputado ultra de extrema-direita, entusiasta da acção de guerra de Putin.
      Este sujeito queria bombardear a Ucrânia, «livrar» a Rússia de todos os não-russos, recuperar o Alasca e ameaçar Alemanha, Japão e EUA com ataques nucleares.
      https://www.theguardian.com/world/2022/apr/06/russian-far-right-politician-vladimir-zhirinovsky-dies-at-75

      Menos um neonazi na Rússia.

      1. Mas a essa “verdade” não corresponderá outra, igual e simétrica, do “outro lado”? Não estou a dizer que “a verdade de um lado” seja mentira. Estou a tentar chamar a atenção para que é tão “mentira” como a “verdade do outro lado”. Logo, se assim continuarmos, a teimar nesta oscilação infinita e escalar este impasse … não estaremos a contribuir para aumentar a destruição, e não seremos culpados por ela? Quando é que achamos, que devemos parar esta absurdidade? A actual destruição das infraestruturas na Ucrânia é tanto provocada por Zelensky como por Putin. São ambos culpados, na mesma proporção e quantidade. Exatamente, porque ninguém os fez parar nesse impasse oscilatório, binário isomorficamente inverso. Os europeus da UE e os da NATO ainda agora, perante o terror desta destruição, continuam a dizer “armas, armas, armas” para um dos lados. É este o meu argumento, a minha crítica, e a razão dos meus comentários sobre este assunto.

        1. Putin, que alguns imaginam como génio da geoestratégia e até do pensamento militar, cometeu erros lapidares na Ucrânia.
          O principal erro foi ter acreditado na sua própria propaganda.

          Imaginou que os ucranianos queriam ser russos e estavam destituídos de qualquer apego à soberania nacional.
          Imaginou que a força invasora seria recebida com aclamações nas ruas, grinaldas de flores e vivas a Moscovo após uma investida-relâmpago rumo a Kiev.

          Populistas, antiglobalistas e separatistas com coletes amarelos ou outras cores, na Europa Ocidental, admiram-no como uma espécie de cruzamento de Napoleão com Pedro o Grande. Alguns entram em êxtase por saberem que é detentor do facho nuclear.

          A firme e tenaz resistência ucraniana desfez estes cenários idílicos. E mostra a crua realidade: Putin perdeu a batalha de Kiev. Ao fim de quase mês e meio, viu-se forçado a dar ordem de retirada à sua tropa, com imensas baixas no terreno. Baixas humanas e materiais.

          1. Claro que não. Isso é pensamento de desembargador do Porto: tão culpado é o violador como a jovem violada que se apresentava «quase nua», com mini-saia e decote pronunciado.

      2. Leo Pedro que grande prova de ginástica, conseguiu fazer todos os saltos sem tocar no Batalhão Azov e publicar comentários sem chamar papagaio putinista ao SAP3i .
        Por aquelas bandas são todos nazis, e o que não seria se 9 milhões de russos não tivessem sido mortos pelos nazis na II Guerra Mundial.
        Tente arranjar outro produto sem ser areia pró olhos, pelo menos os quase 30% de portugueses com mais de 60 anos sabem perfeitamente o que o foi o nazismo.
        (na Cinemateca há um filme do 1º. de Maio em Viana do Castelo 1938 que só faltou aparecer o Hitler para ser igual os desfiles na Alemanha nazi)

        1. Vocês adoram é a benemérita rapaziada do grupo Wagner com a sua parafernália nazi. Que matam e torturam e chacinam ao som da Cavalgada das Valquírias. Hitler havia de adorar.

          Adoram moços de matriz hitleriana, como os da Unidade Nacional Russa, que integram as milícias russas no Donetsk. Agremiação com um belo símbolo: uma suástica dentro dum círculo branco em fundo vermelho.

          Coisa tão linda…

          1. O problema destes tipos é que encravam num tipo de justificação que não é justificação nenhuma e depois repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem repetem as mesmas merdas as mesmas desculpas esfarrapadas que nunca chegarão para tapar as evidências e os factos mais simples: a Rússia criou ninhos de dissidentes em países soberanos, invadiu a Crimeia em 2014, tem presidentes fantoches em países limítrofes para minar a democracia nesses sítios e adiar as aspirações legítimas desses povos, rasgaram os papéis da adesão da Ucrânia à UE em 2014 e tem estado sistematicamente a sabotar o povo ucraniano porque simplesmente não querem ser Russos e querem ser livres.

          2. Muitos são cartilheiros: limitam-se a papaguear a cartilha.
            Têm o quadro pré-estabelecido, em forma de ficção, e evitam que os factos contaminem essa ficção.

            Gente como o repugnante Éric Zemmour, candidato da ultradireita que ontem obteve 7% na primeira volta das presidenciais francesas. Defensor intransigente de Putin.

            «É preciso parar de fazer de Putin o agressor. Putin é o agredido, está a defender-se», ladrava ele há dois meses.
            Acontece que muitos, no campo oposto de Zemmour, ladram exactamente o mesmo.

          3. Ainda bem que temos o V. no blog para dar notícias frescas cada vez que escreve.
            É que nem uma repetição para decorar, sempre novidades ops!.

          4. Eu estou do lado da Democracia, não preciso provar coisa nenhuma. Os que estão do lado do fascismo é que andam à procura de justificar o que não tem justificação possível. Defendem Putin, acusam a NATO disto e daquilo, a América (what else — mas na verdade enfraquecida pelos Clooneys deste mundo), os próprios ucranianos, a Europa, sei lá, se calhar até o Festival da Canção. E enquanto há muita gente que se entretém a defendê-los, os russos vão buscar os generais mais sanguinários capazes de carregar nos botões todos e vão também buscar uns barbudos selvagens à Tchetchénia, carregados de ódio pelas democracias e pelas liberdades que nunca entenderão, para cometer as barbaridades por eles.

            A realidade é que quando somos oprimidos por nós próprios, tudo nos ofende. E esse é o verdadeiro problema aqui: a Rússia, um país vasto e violento, nunca foi um país livre e tudo a ofende, tudo é ameaça na cabeça psicótica de Putin, um minorca de merda com tiques de Napoleão. Os comunistas, que nunca foram livres, nunca pensaram livremente, também vêm ameaças em todo o lado.

          5. O escritor judeu Jonathan Littell, que venceu o Goncourt pelo seu aclamado romance ‘As Benevolentes’, retratou o carniceiro da Ucrânia em recente entrevista.
            «Estudei durante muito tempo a linguagem de Adolf Hitler e encontro o mesmo mecanismo em Putin: um ditador narcisista que transporta os seus medos e as suas inseguranças para a História. A sua personagem transforma-se num facto histórico.»

            A Rússia, tal como a China, nunca soube ao certo o que é viver em democracia. Mas – observa também Littell – nas décadas mais recentes a China soube «investir em tecnologia, serviços e indústrias», ao contrário da Rússia, que continua a basear cerca de metade do seu PIB na exportação de petróleo e gás, energias poluentes e não-renováveis, condenadas a prazo.
            As infra-estruturas russas são obsoletas pois grande parte do orçamento gerado pela venda de combustíveis fósseis é investido em parafernália militar, desviado para as contas bancárias da clique dominante e sugado pela corrupção.

            Ver os comunistas portugueses alinhados com a mafiosa oligarquia milionária que sustenta Putin é um espectáculo repugnante.

          6. Os chechenos também estão do lado dos ucranianos. É para quem dá mais, e até há testemunhas dos “soldados russos” de longas barbas nas pilhagens.

          7. Mas porquê chechenos, eles são chechés? Eu acho que são tchetchenos da Tchetchénia.

          8. Sim, são tchetchenos. A transliteração do ciríllico deve obedecer à fonética portuguesa.
            O mesmo com BUTCHA, que se lê assim.
            Norte-americanos e espanhóis escrevem BUCHA, palavra que em português significa gordo em gíria. Não faz sentido algum para nós, pois o grafema CH em português lê-se como equivalente a X, ao contrário do que sucede no inglês ou no castelhano.

            O mesmo na transliteração do J – som identificado como ZH na transliteração inglesa que se torna absurda para nós, portugueses.
            O nosso ZH é o simples e singelo J – que ingleses e americanos lêem DJ.

            Também não faz sentido, nas transliterações do russo ou do ucraniano, usarmos sistematicamente o Y em vez do I. Isso é para a língua inglesa, onde o I é geralmente lido com o nosso som “ai”.
            Este é um dilema inexistente em português. Ípsilon para quê se o nosso I não permite ambiguidade alguma?

            Ridículo é ouvir cada mais portugueses, incluindo jornalistas, pronunciarem o J à americana, com o som DJ, ou o T como o TH americano, quase equivalente a D.
            Enfim, «amaricanices».

          9. Já agora acrescento que o “H” ucraniano, quando usam o alfabeto, representa na maioria dos casos um “G”.

            Portanto Ihor lê-se “Igor”. E Homemiuk é “Gomeniuk”.

          10. Os americanos escrevem BUCHA mas leem BUC(H)A, talvez no nosso casso poderíamos muito bem escrever e dizer BUCA, até por em cirílico ter quatro letras.

          11. Os chechenos também estão do lado dos ucranianos.

            Também há, sim senhor. Enfim, reconheço que nada daquilo é simples e todos os países ali têm histórias complicadas de violências variadas e corrupção (o nosso também!), mas para lá disso a questão de quem é o invasor e quem é o invadido é bastante clara! Sobretudo no quadro geral das movimentações da Rússia nos últimos anos. Dizer que a Ucrânia é uma ameaça para a Rússia ou que a própria UE ou a NATO são ameaças para a Rússia… É uma conversa esgotada que não faz sentido, caramba.

            Não é nada disso que se está a passar e não há posição ideológica por mais legítima que seja que possa desprezar este facto. Tenham lá paciência, pá.

          12. O carniceiro mata, queima, viola e destrói a Ucrânia sob a alegação de que este país, que em 1994 abdicou voluntariamente de ter armas atómicas no seu território, fosse uma ameaça à Rússia, maior potência nuclear do globo.
            E ainda há imbecis a papaguear estes dislates da propaganda mais rançosa do torcionário moscovita.

          13. Pedro Correia, eu nunca vi nada sobre essa suástica dentro dum círculo branco em fundo vermelho da Unidade Nacional Russa e se assim for como diz puta que os pariu.

  7. QUE VALORES QUEREM QUE APLAUDAMOS E ACEITEMOS?
    1 – O Mundo mudou. E «os zelenskys deste mundo» ainda não se conformaram com essa mudança.
    2 – Há dois dias, foi anunciado que nos últimos 3 meses disparou a compra de casas em Lisboa. Aumentou 40% em relação às vendas de 2021. Vendidas por um valor médio de 500 mil euros, a compradores de … 80 nacionalidades diferentes! Casas, para pessoas de 80 nacionalidades diferentes da “portuguesa”, a viverem neste território a que chamamos “Lisboa e Portugal”, com um poder de compra de 500 mil euros. Este território passa a ter que Identidade? Esta mudança está a ocorrer um pouco por todo o Mundo.
    3 – Imaginem, que aparecia cá «um zelensky e o seu batalhão azov», e fazia o mesmo que o da Ucrânia. Os que não falavam “português”, nem eram nacionalistas ferozes da portugalidade, eram todos postos num distrito no Algarve ou na Beira. Deixavam de poder aprender as suas línguas nas escolas, e eram perseguidos e bombardeados para não saírem do sítio para onde tinham sido confinados.
    4 – As actuais fronteiras ucranianas foram definidas apenas em 1991, por um Tratado que se aproveitou da fragilidade da Rússia. Num sítio em que todos os negociadores conheciam o passado histórico de disputa por essa definição. Desde há 32 mil anos até à “batalha de Poltava de 1709”, passando pela 1.ª e 2.ª Guerra até aos dias de hoje… “Ucrânia”, na língua eslava, significa exatamente “fronteira”. Ou seja, nunca significou nem designou um povo ou uma cultura, mas outrossim, apenas uma zona de fronteira.
    5 – De repente, um «Zelensky e o seu «batalhão Azov», a mando dos EUA/NATO, fazem uma “revolução colorida”, depondo quem estava no poder através dum golpe-de-rua (com a presença de Senadores americanos, como todos vimos em direto nas TV’s).
    6 – Instalados no poder, a 1.ª coisa que fazem é um decreto a proibir uma língua falada há séculos no seu território, proíbem o ensino dessa língua nas escolas, perseguem e bombardeiam os falantes de russo durante 8 anos, e obrigam-nos a refugiarem-se num canto do país, desmembrando famílias nascidas nesse território, que consideravam a cultura russa como parte da sua identidade.
    7 – Pior ainda. Nos “Acordos de Minsk” (que a França e a Alemanha ficaram de mediar e implementar) esses segregados pediam — já que não eram aceites pelo novo “regime de Zelensky&batalhãoAzov», e eram perseguidos e segregados à força — um estatuto de autonomia. Pois, de outro modo, teriam de continuar a viver bombardeados e segregados o resto da vida. O que fez o «senhor Zelensky e o seu batalhão Azov»? Disse: “Não! Nem pensar. Ficam aqui sujeitos às nossas leis e à nossa vontade”.
    8 – Antes de 24 fevereiro 2022, Putin escreveu uma Carta individual, a cada um e a todos os governos da UniãoEuropeia, pedindo para implementarem esse “Acordo de Minsk”. Putin aceitava manter toda a soberania das atuais fronteiras, apenas exigia uma autonomia para esses russos segregados e bombardeados.
    9 – O que fizeram esses democratas europeus da UniãoEuropeia à Carta de Putin? Riram-se. Atiraram as Cartas para o caixote do lixo. E vieram todos fanfarrões, em uníssono com os EUA/NATO, como cowboys imaturos e adolescentes, dizer: “Não!”.

    10 – Ora, agora, para a estupefação de uns quantos de nós (apelidados de putinistas, traidores, criminosos e outros vitupérios), vemos de repente este «Zelensky e o seu batalhão Azov» a serem uns heróis da democracia e dos valores europeus! Que até passeiam pelos Parlamentos desses países, em sucessivas videoconferências, como vedetas mediática.
    11 – Será que ao nosso futuro, e ao das pessoas das 80 nacionalidades diferentes que vivem cá em Lisboa e Portugal, vai-lhes acontecer o mesmo que esse «Zelensky e o seu batalhão Azov» fez aos russos que vivem na Ucrânia?
    12 – Não nos queiram convencer que essa segregação xenófoba do «senhor Zelensky e do seu batalhão Azov» não é um acto de genocídio inqualificável. Que foi permitido durante 8 anos pela ONU, UE e NATO. A cumplicidade criminosa por este acto xenófobo, e por esta coerção que nos estão a fazer para que o aceitemos, jamais será esquecido e desculpado.
    São esses os valores que querem que aplaudamos e aceitemos?

    1. Falando em xenofobia e neonazismo. Nenhum é mais infecto do que o neonazismo russo.
      Aliás chamar-lhe neonazismo é uma força de expressão. Porque nada tem de “neo”: é nazismo puro e duro. E velho.

      Essa escumalha inclui o chamado Exército Russo Ortodoxo, que tem protagonizado inúmeros ataques anti-semitas em Donetsk.
      Um dos líderes desta repugnante quadrilha armada até aos dentes e financiada por Moscovo chama-se Vsevolódovich Girkin, um dos responsáveis pelo assassínio de 298 passageiros e tripulantes do voo comercial MH17 Malaysian Airlines, que ligava Amesterdão a Kuala Lumpur, em Julho de 2014. Avião abatido por um míssil disparado por esses homicidas adoradores de Hitler.

      1. Eu à espera, são 02.18 h, de uma daquelas ‘cala a boca papagaio putinesco para o SAP3i e sai a cassete pirata do não sei quê e nem uma palavrinha contra o batalhão Azov

        1. Caramba, estaria eu muito mal se a essa hora andasse aqui a aturar escória putinesca.

          Para combater as insónias, que tal observar vídeos do viril Movimento Imperial Russo, muito conhecido por intregrar milícias anti-Ucrânia no Donbass e haver representado a Rússia em reuniões de grupos extremistas e para-militares de quase toda a Europa? Este movimento tem relações de “sã e fraternal camaradagem” com os neonazis alemães congregados na chamada Atomwaffen Division. Rapaziada cheia de tatuagens com alusões ao Hitler e a outros célebres carniceiros nazis.

          1. Outra vez a mesma cassete, calhando pirata, e nem uma palavrinha sobre o batalhão Azov.
            E nem uma palavrinha sequer para aquilo que mais interessa ‘acabem com a merda da guerra’.
            Pois, ainda há muita espingarda para vender.

          2. O ex-tenente-coronel do KGB adora rodear-se de paramilitares neonazis. Até já condecorou alguns, como os beneméritos da Taskforce Rusich, afáveis moços que adoram exibir a bandeira negra com o símbolo do nó de Odin, a que a tropa de choque hitleriana também prestava culto.

  8. o que escreve tem interesse, mas o mesmo não acontece com a maior dos escrevinhadores
    « Um dos traços mais notáveis de nossa cultura é que se fale tanta merda. Todos sabem disso. Cada um de nós contribui com sua parte. Mas tendemos a não perceber essa situação. A maioria das pessoas confia muito em sua capacidade de reconhecer quando se está falando merda e de evitar se envolver. Assim, o fenômeno nunca despertou preocupações especiais nem induziu uma investigação sistemática. Por causa disso, não temos uma idéia clara do que é falar merda, da razão para que se fale tanta ou para que serve. E nos falta também uma avaliação conscienciosa do que isso significa para nós. Em outras palavras, não dispomos de uma teoria. Proponho iniciar o desenvolvimento de uma compreensão teórica do que significa falar merda, oferecendo algumas análises experimentais e exploratórias.
    Harry G Frankfut; sobre falar merda

    1. “Idéia”?
      “Fenômeno”?
      O acordês cavalga em força, destronando a acentuação portuguesa. Agora já querem também impor em todo o lado os acentos à moda do Brasil. Como se a língua portuguesa tivesse sido inventada por eles.

      1. Quando eu dava aulas tinha alguns alunos que copiavam páginas da Internet em brasileiro, imprimiam, punham uma capinha bonita e pumba toma lá o trabalho que o professor pediu.

        Alguns ainda vinham com o http no rodapé e tudo. Enfim… são as novas oportunidades.

      2. No Brasil falam e escrevem em crioulo, está bem que é um crioulo mais rico que o da Guiné e Cabo Verde ou até de Coraçau que tem um crioulo com muitas palavras portuguesas.
        Já não andaremos por cá, mas os nossos descendentes vão ter grande dificuldade em perceber os brasileiros de São Paulo e do todo o sul. Nós por cá também temos uma certa dificuldade em perceber os madeirenses ou açorianos, que nunca tiveram “mistura” de outras maneiras de falar português. Imagine-se os milhões de habitantes de São Paulo, na maioria oriundos de Itália, e depois de quase todos os países do mundo.

  9. “É preciso desnazificar…”
    1 – Aqui, “desnazificar” não significa: «Pôr termo a todos aqueles que querem segregar e separar à força as diferenças étnicas (e de todas outras) que existem no seio de uma dada população de pessoas que vivem num mesmo território»?
    2 – Na atual Ucrânia (no muito recente território definido pelas atuais fronteiras, impostas a um dos lados contra a sua vontade quando se encontrava fragilizado), quem quer segregar e separar? E quem quer unir e miscigenar?
    3 – Quem tem razão?

      1. Sinceramente, não acredito que o Pedro Correia seja assim tão anti-Putin e pró-Zelensky como nos quer fazer acreditar.
        Talvez seja uma estratégia para aprofundar o debate…

        1. Sou pró-David e anti-Golias.
          Zelenski é judeu, como era David.
          Ambos perseguidos pela escória anti-semita. Como o avô de Zelenski, morto num campo de exermínio nazi.
          Golias era pré-nazi: está documentado no Antigo Testamento. Putin, neonazi, é o seu maior discípulo contemporâneo.
          Urge desnazificar o Kremlin. Quanto mais cedo melhor.

  10. 1 – Fico a pensar no símbolo da Rússia, «uma águia bicéfala». A «linha Putin» já tem sucessor em Medvedev, até já se revezaram uma vez no poder, como duas cabeças a pensarem o mesmo.
    2 – Isto para dizer que a saída de Putin não afastará o caminho político e militar da Rússia. O que implica, que os atuais líderes dos países da Nato/UE saiam de cena primeiro do que essa «águia bicéfala» (ou seja, a tal vantagem desse bicefalismo simbólico, que, quiçá, serve de guia espiritual aos que ocupam o lugar do poder, como estratégia para a Rússia melhor se defender dos seus adversários e inimigos).
    3 – Hoje, no debate para as próximas eleições presidenciais na França, ouvimos dizer que a “União Europeia” está quase morta ou em vias de extinção. O pedido individual do governo austríaco, para pagar o gás/petróleo russo em euros em vez de rublos a partir de maio, e a estratégia de Putin em aceder a esse pedido, mostra que vai ser mais um factor de divisão entre os países da UE.
    4 – Então, fico a pensar se, paradoxalmente, como a Merkel tinha dito, a única possibilidade de uma “União Europeia” (autónoma e pólo independente capaz de jogar o poder com os EUA e China) não dependia inexoravelmente da Rússia ser parte dela.
    5 – Se assim for, então, os vencedores desta guerra são dois: EUA e China. O mundo, de unipolar volta a ser bipolar, em vez de tripolar.

  11. OS DOIS LADOS DO CONFLITO
    1 – Como é possível apoiar os «zelenskys deste Mundo»?
    2 – A vitória do «regime de zelensky & batalhão azov» (iniciado em 2014, com um golpe de rua, incitado pelos EUA/Nato) seria a vitória dos que não querem que os Povos russos e ucranianos sejam irmãos, e miscigenados social e culturalmente.
    3 – Seria a vitória de todos aqueles que querem separar, segregar, desunir.
    4 – Seria a vitória de todos aqueles que se acham de uma pseudo-raça humana diferente, que tem de reinar sozinha num determinado território sobre todas as outras diferenças (sociais, culturais ou étnicas) que nele existam.
    5 – A praça principal de Kiev chama-se, “Praça da Amizade Ucrânia e Rússia”. O pugilista Klisto do “regime de Zelensky & batalhão Azov”, atual presidente da câmara de Kiev, quer mudar esse nome para “Heróis de Mariupol” (numa apologia ao “batalhão Azov” que está cercado em Mariupol, cuja ideologia nazi e xenófoba, é afirmada pelas palavras do seu atual líder (passo a citar): “O propósito da Ucrânia é liderar as raças brancas no Mundo numa cruzada contra raças inferiores”.
    6 – Logo que chegou ao poder (2014) o «regime de Zelensky» começou a perseguir, violar, torturar e bombardear os russos que viviam no seu território. Publicou leis a proibir a língua russa. Segregou dos cargos públicos e expulsou das autarquias todos os que apoiavam uma solução de amizade e miscigenação entre russos e ucranianos. Fê-lo durante os últimos 8 anos, na total impunidade, permitida pelo silêncio cúmplice dos líderes dos países da UniãoEuropeia e Nato.
    7 – É um facto confirmado pelos “Relatórios da ONU de 2015 e 2016”. Está lá escrito que utilizaram o «batalhão Azov» para provocar uma guerra civil no Donbass, com violações, tortura, perseguições casa-a-casa de todos os que eram “ucranianos puros”. Não tiveram como objetivo alvos militares, agiram etnicamente contra pessoas individuais. Como prémio foram integrados oficialmente nas “forças armadas” do «regime de Zelensky». Com o filho do atual presidente dos EUA (cuja vida de decadência está descrita e publicada em documentos que todos podem consultar) a estabelecer com eles negócios de armas e sistemas nucleares.
    8 – É esse Zelensky que vem falar à Assembleia da República de Portugal, para gaudio e felicidade de todos os que apoiam a solução xenófoba e segracionista dos «zelenskys deste mundo».
    9 – O apoio a essa ideologia do «Zelensky & batalhão Azov» pelos representantes políticos de Portugal com assento na Assembleia da República (sejam de “esquerda”, de “direita”, ou de “outro quadrante qualquer”) é um conspurco e uma ofensa à Cultura Portuguesa. Feita de uma miscigenação de séculos, expressa pelas 83 nacionalidades que cá vivem atualmente, e pelas dezenas de templos de religiões diferentes que atualmente cá se acolhem.
    10 – Os que apoiam a solução dos zelenskys para o entendimento dos Povos e Culturas são os atuais líderes dos países da Nato, dos EUA, Canadá, Austrália, ReinoUnido e outros. Proclamam alto e a uma só voz: “Armas, Armas, Armas” … “sanções, sanções, sanções”. Apoiam o objetivo do «regime de Zelensky
    11 – Ao «Zelensky & batalhão de Azov» e aos seus apoiantes e defensores, a Cultura Portuguesa responde: “Uma ponte fronteiriça construída pelos habitantes de Vale da Mula (Almeida, Guarda) e Aldea del Obispo (Espanha), há mais de 30 anos, sem qualquer acordo governamental ou inauguração oficial, é motivo de orgulho para ambos os povos.” Lusa, 16/04/2022).
    12 – “Foram os habitantes dos dois povos que pagaram a totalidade das obras: Gastámos à volta de três a quatro mil contos [15 a 20 mil euros]. Foi feita pelo povo e inaugurada pelo povo com um churrasco” (testemunhou Manuel Santos Ruivo, 81 anos, antigo presidente da Junta de Freguesia de Vale da Mula). Jacinto Pascua, de 54 anos, ex-autarca de Aldea del Obispo, disse à Lusa que a construção da ponte “foi muito importante para os dois povos”.
    13 – De um lado, os que defendem que os Povos devem ser “irmãos. Do outro lado, os que dizem que os Povos devem ser separados. De um lado, a ideologia é separar, segregar, desunir. Do outro lado, a ideologia é miscigenar, unir, cooperar.
    14 – Zelensky? Não terão um pingo de vergonha?

    1. O Banco Mundial calcula que a agressão russa à Ucrânia, em danos causados em infra-estruturas e bens de todo o tipo, se cifra já em 920 mil milhões de euros. E a queda do PIB ucraniano (-45,1%) pode ser quase o dobro do que caiu o produto alemão (-29%) e o japonês (-24%) em 1945.
      A Rússia terá de pagar estes danos, de uma forma ou outra.

      1. 1 – Podem ficar sentados à espera … até finarem, ou serem substituídos por eleições. O Putin e o regime que o apoia ficam lá 50 anos ou mais.
        2 – Só quando “desmilitarizarem a Ucrânia” é que a Rússia assina um qualquer Acordo.
        3 – E como isso é possível se os EUA/NATO e os países da UE, mais o Canadá e Austrália, dizem que vão enviar biliões em armas? Nem daqui a 50 anos a Rússia sai de onde quer estar naquele território que lhe roubaram em 1991 com o fim da URSS. E quando restituem os bens aos russos que foram apropriados e roubados com as sanções? É como Olivença, Taiwan, Kosovo, etc. Ou seja, nunca mais…
        4 – Isso é o que dizem os países da nato/eua que dominam as instituições internacionais. Que já não têm apoio da maioria da população do Mundo (a China, Índia, Rússia, Irão, Arábia Saudita, Venezuela, África do Sul, Mali, etc., são muitas mais pessoas do que a Europa e EUA juntos).
        5 – A Rússia vai reclamar danos e indemnizações num valor muito superior a esse.
        6 – E ficará com os territórios mais ricos e industrializados do território agora disputado com a Ucrânia (porque uma coisa é aceitar a soberania da Ucrânia, outra coisa são as fronteiras e a definição da parte do território dessa soberania).
        7 – E como vão conseguir parar as relações económicas da Rússia com a China, Índia, e vários outros países gigantes de África e América do Sul?
        8 – Este conflito marca o fim do poder imperial e unipolar do Império do Ocidente. Que, como este conflito mostra, já não tem poder militar para parar a China, Rússia, Índia.

        1. Com as sanções, a Rússia sofrerá uma contracção de 11,2% da sua economia. Nada a que os russos não estejam habituados.
          Não por acaso, sendo o país com maior extensão territorial do planeta e a maior potência nuclear do globo, tem apenas o 11.º PIB mundial, atrás da Itália, e um modestíssimo 49.º posto no poder de compra paritário.

          O pior das sanções, para os russos, acontecerá quando deixarem de conseguir importar peças de fabrico externo – quase todas – que lhes permitem alimentar a arma de guerra e a própria indústria extractiva, nomeadamente do petróleo.
          A Rússia vive em larga medida de exportação de matérias-primas ligadas à energia. Mas para alimentar esta indústria exportadora necessita de importações prévias que terá cada vez menos possibilidade de conseguir a partir de agora.

          1. 1 – Caro Pedro Correia, não estou a fazer finca pé por Putin ou pela Rússia.
            2 – Os meus comentários tentam ver o outro lado do prato da balança. O que os motiva é ver um exagerado uníssono em favor do «regime Zelensky». Como se a razão estivesse toda do lado dele, e não fosse o principal instigador da provocação bélica à Rússia, com a guerra civil que provocou no Donbass.
            3 – O «regime Zelensky» não precisava de ter essa atitude bélica e provocatória para ganhar o poder. Se tivesse negociado o “Acordo de Minsk” não tinha havido a intervenção russa, não tinha ficado com o país destruído, e as duas regiões do Donbass, em vez de “independentes” tinham apenas ficado “autónomas”.
            4 – Não é por se ser mais fraco do que um adversário mais forte que se tem sempre razão. Isto para criticar o seu argumento de “David contra Golias”. Nem sempre o mais fraco é o inocente.
            5 – Na minha modesta opinião acho que, tal como na Geórgia, Zelensky acreditou que as suas costas estavam defendidas pelos EUA. Subestimou a Rússia no confronto com os EUA/NATO.
            6 – O «regime Zelensky» vem muito antes de 2014, concretamente a partir do desmembramento da urss, com um Tratado que impôs fronteiras inaceitáveis à Rússia, deixando comunidades russófonas isoladas e indefesas espalhadas um pouco por todo o lado. Se não fosse a ganância e o desejo de expansão dos EUA/NATO esse problema tinha sido resolvido pelo diálogo, por acordos bilaterais, e pela desmilitarização. É este, aliás, o argumento da China.
            7 – Obviamente que o PIB da Rússia contrairá. Mas o da Europa, e de muitos países do mundo também. Entre os danos que uns e outros sofrerão a Rússia até é capaz de ficar a ganhar.
            8 – E esta questão, de «quem mais ganha e mais perde» é muito interessante, se a generalizarmos ao debate axiológico sobre o “valor”. Porque, neste caso dos bens e recursos económicos para a sobrevivência de uma população, o «valor abstracto definido pela moeda» torna-se falacioso e enganador.
            9 – “Falacioso e enganador” no sentido daquele exemplo clássico, de duas pessoas perdidas no deserto, quase a morrer de sede, uma com um alforge cheio de ouro (moedas) e a outra com um alforge de água. O “valor” de um bem ou recurso não é um “valor absoluto” determinado pela moeda, ou pelo “mercado”. Depende das circunstâncias e da conjuntura da Vida (em Guerra valem uma coisa, em Paz valem outra. Por causa da mudança na relação de “troca”, como vemos nas imagens que nos chegam da guerra, com pessoas a usarem a sua força de trabalho para terem um balde de água ou um bocado de pão).
            10 – Isto para dizer que a Rússia pode contrair tal como os outros, mas é lá dentro dela que há energia, cereais/pão, aço, fábricas que constroem aviões, tanques, mísseis, foguetões espaciais, ferrovias, e têm uma ciência muito avançada. Muitos outros países, que também sofrerão uma baixa no PIB (e se o gás/petróleo for fechado ainda sofrerão muito mais), não têm a mesma capacidade de sair dessa quebra do que a Rússia. Ou seja, a Rússia contrairá, mas têm capacidade autónoma para sobreviver e melhorar a sua competitividade na próxima década. Para além de continuar a ter relações económica com a China, Índia e muitos outros países que necessitam das suas matérias-primas, armamento e produtos industriais.
            11 – Julgo que não foi uma boa estratégia irem pelo lado das “sanções”. Deviam ter ido pelo lado “reputacional”, não a expulsando das organizações internacionais. Isso foi um “doce” para o Putin, pois desobrigou-o, e construiu no povo russo um sentimento anti-Rússia que fez subir a popularidade e o poder de Putin.
            12 – Na minha opinião os países da UniãoEuropeia deixaram-se ir (erradamente) na estratégia dos EUA. E serão os que mais sofrerão a curto e médio prazo.
            13 – A Rússia tornar-se-á mais forte e mais autónoma nas áreas mais débeis da sua economia (exatamente por ter recursos naturais, matérias-primas e energia que não dependem dos outros países).
            14 – Houve um erro Político da UniãoEuropeia.

          2. Um dos crimes de guerra que Putin e os seus generais (alguns já mortos, outros demitidos por motivos de “saúde” ou outros) têm cometido desde 24 de Fevereiro na Ucrânia é este: condenam milhões de pessoas à fome. Gente do continente africano e do Médio Oriente. A Ucrânia e a Rússia, juntas, produziam até agora cerca de 30% do trigo à escala global. Quem diz trigo, diz pão. Era à Ucrânia que grande parte dos países pobres ia buscar o cereal para ter pão.
            Vai haver instabilidade generalizada pelo fim do acesso ao trigo ucraniano. Não me refiro apenas à instabilidade dos preços, problema que também nós enfrentamos já neste cantinho. Refiro-me a outra, muito mais grave: a instabilidade provocada pela fome.
            A mais terrível, a mais temível.

          3. Não é verdade. Não foi a Rússia que impôs “sanções” a si própria. Logo, as consequências dessas “sanções” em terceiros são de quem optou por elas. Se estão preocupados com países terceiros… tirem as “sanções”.

          4. Putin impõe aos 44 milhões de ucranianos – e ao mundo tocado por esta tragédia, não apenas no continente europeu – a mais cruel das sanções.
            Neste dia de Páscoa, isso é ainda mais evidente. Putin tenta aplicar ao povo irmão ucraniano não a lei de Jesus – invocado em vão pelo sacrílego patriarca ortodoxo de Moscovo ao abençoar os fuzis putinescos – mas a sinistra lei de Caim.

    2. 2 – A vitória do «regime de zelensky & batalhão azov» (iniciado em 2014, com um golpe de rua, incitado pelos EUA/Nato) seria a vitória dos que não querem que os Povos russos e ucranianos sejam irmãos, e miscigenados social e culturalmente.
      3 – Seria a vitória de todos aqueles que querem separar, segregar, desunir.

      É sempre giro ver estes “igualitaristas”. Os ucranianos malvados não podem ser ucranianos porque estão a desagregar o seu próprio país, invadido pelos seus “irmãos” que querem ser mesmo irmãos e partilhar coisas. Desde que se tornem todos russos, e falem russo e quem mande ali seja o Kremlin. Faz-me lembrar as soluções de esquerda para as questões raciais colocadas à maneira do Mamadu Ba: para haver igualdade tem de ser tudo preto.

      O que eu respondo a isto é muito simples: vão todos pró caralho.

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