Palavras para quê?


Maria Dulce Fernandes,

Praia de carcavalos, 17:15h, após a OMS ter declarado estado de pandemia.

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O contágio. O massacre mediático. A irresponsabilidade.

106 comentários em “Palavras para quê?”

  1. Ora bolas. Tem a certeza que isto é mesmo de hoje?! Mas como é que há tanta gente que desliga de uma ameaça destas. Mas não é bom sintoma.

    1. A informação é importante porque o conhecimento é fundamental.
      A informação é massacrante porque o conhecimento é fundamental.
      É decisão de cada um de nós o que fazer com o conhecimento. Transformá-lo em anedota será criminoso ou apenas estupidamente idiota, Bea? Nem sei.

      1. Eu vi ontem numa TV e possivelmente deu noutras.

        Tem razão: “A informação é importante porque o conhecimento é fundamental”.

        E por isso predomina a informação insignificante ou a diversão.

        E por isso no tempo da ditadura havia censura, agora há auto-censura, qual a diferença?

        E enquanto isto acontece, muitos continuam calmamente a divertirem-se!

    2. Se a foto é às 17:15, não é do dia 11/3/2020, o sol a essa hora nesse dia do ano está bem mais baixo, do que o que é visível pelas sombras projetadas.

      1. Parecia foto de verão, daí a pergunta exclamada.
        Mas o facto é que houve mesmo muita gente na praia de Carcavelos no dia 11. O que julgo preocupante e sintomático da mentalidade nacional – não eram apenas estrangeiros inconscientes.
        Ainda que, na verdade, a praia nesse dia – aquela onde costumo ir – estivesse de certeza quase deserta (razão por que por vezes a não visito tão cedo), haja imenso espaço e seja, certamente, um dos lugares mais seguros para não contrair o vírus.
        Mas ficar de quarentena é ficar de quarentena. O que não é fácil. Vai haver quem, com o correr dos dias e a falta de actividade e conversa mais ou menos corriqueira, fique, digamos irascível, ou pelo menos implicativo. Uns aproveitam para ler, andar, ver filmes e séries, pintar, desenhar e etc. Outros ficam a amontoar raivinhas inócuas que lhes nascem sabe Deus como. No final da quarentena e do caminho normal do vírus, acho eu que vai haver gente neurasténica que, ou se lança de novo em actividade, ou enche os gabinetes da psicologia e afins. Isto, é claro, se sua excelência o senhor vírus não nos levar de vencida e dissolva raivas e queixas e aí é o salve-se quem puder.
        E oxalá me engane e cumpramos todos o normativo sem mais nem mas. Não é o momento de brincar. A coisa é séria.
        E mesmo que pareça parvidade, ou sobretudo por isso, BFS:)

        1. Tenho colegas a combinar férias no Algarve para quando entrarmos em quarentena, Bea. Como acham que não estão doentes, não têm que ficar em casa, até porque não pediram dias, deram-lhos. Esta é a mentalidade.

          1. Bom, hoje trabalhei qb. E nem me lembrei de nada senão de desejar o fim do dia. Já está.
            Descansemos.

          2. Bom descanso Bea!
            Estou desapontada comigo própria. Estive tão embrenhada nos afazeres profissionais que nem me vieram à lembrança os acontecimentos presentes, caramba!

  2. Mas foi preciso a OMS declarar estado de pandemia para se saber que a pandemia existia?

    Dê um mergulho, Maria, e tome as providências rotineiras: lave as mãos com frequência e se tiver sintomas siga as regras.

      1. A oração não acredito que em si tenha eficácia. As mezinhas ainda podem confortar alguma coisa. Se aguentar, coma alho, curcuma e cebola. Use também óleo de coco extraído a frio e coma 2 colheres de sopa dia.
        Quanto ao grupo de risco: há tantos assim, que estão em risco. Basta viver.

          1. Aí discordo. A oração não é para os santinhos, é para guerreiros. Oração é uma espada afiada que só usa quem sabe lutar.
            A curcuma, o alho, cebola e óleo de coco tem outro objectivo. Portanto, vá por aqui, em particular com o óleo de coco, para que possa prolongar por mais anos a maldade.

          2. Maldade é intrínseca a todos. Como eu só sou beligerante quanto quero e não sou de todo bozinha nem sofro do complexo de S. Jorge, deixo-lhe os ingredientes para futuros cozinhados seus e desejo-lhe bons resultados, Vento.
            E boa sorte também. Tal e qual desejo para mim.

          3. Esses ingredientes já os uso há muito, é como as maçãs para os anglo-saxões: an apple a day keeps doctor away.

            Comigo vai correr bem e consigo também. Se encontrar o bicho, domestico-o.

          4. Uma ventosidade saida de não sei onde para envangelizar incautos e medrosos…

          5. ventinhos putrefactos a querem impingir á marallha agua de cócó…coloca-te de joelhos e reza…

          6. Lá vou eu ajudar ao octogésimo quarto comentário para que apareça no ranking do sapo e o DO possa sobressair ainda mais.

            Já estou em oração. Ora, e veja:

            Já vi que gosta de efluentes e não perde oportunidade para neles se banhar.

            Se me persegues é porque me encontraste. Vou continuar com uns arzinhos para que não se sinta discriminado nisto do evangelho não ser para totós; mas que aprecia e fica à escuta, lá isso sim.

          7. São Jorge protege-me, apesar de eu lhe falhar muitas vezes !
            É uma devoção recente apesar de há muito não ser católico praticante.
            Como disse ao Vorph num outro postal, ele em breve (e muitos outros) irão parar para reflectir e vão encontrar a(s) resposta(s).
            E agora uma questão : quantos milhões de vacinas para a “gripe” A foram para o lixo (?) e na minha opinião empírica esta era muito mais grave.

            WW

          8. Curiosamente também venero S. Jorge neste meu modo particular de perceber a fé, WW, mas recolher-me sob a sua proteção não me traz qualquer sensação de invencibilidade, hélas! Bem o oposto.
            Entendo a Gripe A como mais virulenta do que este coronavirus, mas com um indice de contágio bem menor, também.

          9. Índice de contágio bem menor !
            Antes pelo contrário, muito pelo contrário, quer dizer, não tenho a certeza pois do COVID-19 só falta dizerem que também se transmite por animais, ainda não se lembraram foi o que foi…

            WW

          10. A oração é de facto para santinhos e é o guerreiro que usa a espada. Se o guerreiro estiver à espera dos santinhos vai ser trespassado por outra espada. O resto são lirismos…

          11. Pois, mas isso não acontece com S. Jorge. A minha tem-se aguentado bastante bem. Refiro-me à espada. Nem todos podem ter a arte da esgrima. Só mesmo os guerreiros da oração.

  3. A loja do chinês dos produtos que custam pouco dinheiro, barato é outra coisa, está-nos a ficar caríssima.
    De há 40 anos até hoje a China, pressionada por nós, industrializou-se sem regras. A nossa ganância na mira de produtos de custo reduzido, mas não mais baratos,e a dos dirigentes chineses baseada na corrupção criaram as condições para que acontecesse o que está a acontecer, resultado do apoio a um país com duas concepções dentro do mesmo país, comunismo para os trabalhadores, capitalismo para os dirigentes, com a agravante de terem delapidado em produtos de fraquíssima qualidade elevadíssimos recursos naturais.
    A industrialização desregrada da China, conduziu-nos a esta inqualificável situação.

    1. A tradição de “cozinhar”tudo o que mexe, também não ajudou nada, mas acredito que a informação esteve retida drmasiado tempo, e quando a epidemia foi divulgada ao resto do mundo, jâ era tarde demais.
      Resta -nos meter algum senso nestas cabeças coronadas e esperar pelo melhor, tendo o pior já garantido.

      1. Cara Maria Dulce, a tradição culinária na China tem milhares de anos. Só que agora estão a trabalhar com matéria prima altamente infectada pelos resíduos poluentes da industrialização sem “sem rei nem rock” como se diz aqui no Alentejo.

    2. Ah ganda filósofo! Está tudo explicadinho. Ainda não o contactaram para uma ou duas conferências (à porta fechada, claro)?

  4. Parece que uns foram para a praia, outros para os supermercados.

    https://visao.sapo.pt/visaosaude/2020-03-11-covid-19-o-efeito-da-corrida-aos-supermercados-em-imagens/#&gid=0&pid=1

    Como é que se pode agir, de repente, assim? Será que as pessoas têm realmente noção dos seus actos? Será que não se veem que pondo em risco a sua integridade, vão obrigatoriamente prejudicar outros. Incluindo os seus familiares mais próximos. Não entendo tanta leviandade.

    1. É uma loucura, Maria.
      Açambarcar até rebentar!
      O meu marido foi ao Pingo Doce aqui do bairro comprar fruta. Eram 9h da manhã. Tinham acabado de chegar 5 caixas com garrafinhas com álcool. Cerca de 500 unidades. A minha filha foi lâ também cerca das 12h. Produto esgotado.
      E o papel higiênico? Está tudo maluco com as “rupturas de stock” ! Parece que nunca ouviram falar de água e sabão.
      De manhã, toca a esvaziar supermercados. À tarde “quarentena-se” na praia.
      Isto é a consciência social em toda a sua essência!

  5. O português típico acha que só acontece aos outros. Acontece que neste caso, se acontecer aos outros, acontece-nos a nós.
    A minha filha está na escola. A escola continua aberta. A conversa informal é que a escola só fechará quando houver 10 casos confirmados. Esta semana apareceu nas casas de banho uma novidade: sabão.
    Há coisa de uma década, houve o SARS, e havia dispensadores de desinfectante nas escolas, restaurantes, repartições públicas, lojas, hospitais. Hoje há hospitais sem sabão.
    Há coisa de uma década estávamos em crise e não havia dinheiro. Hoje dizem que a crise acabou e está tudo bem.
    É melhor rezar, mesmo. Sozinhos.

    1. Se cada um se consciencializar que tem que cumprir a sua parte, talvez as coisas corram menos mal.
      É como diz António. Correr bem, não vai decididamente correr.
      Pelo menos enquanto as pessoas não entenderem que os outros somos nós. Somos todos nós.

    2. Meu, caro, esta pandemia não é passível de ser contida. É como a gripe. Só o será quando houver vacina ou quando, por qualquer motivo, desaparecer como o SARS. Que eu saiba “não” houve miúdos gravemente doentes (penso que a percentagem é muito diminuta). É uma virose que acomete sobretudo doentes e velhos.

      1. “A DGS advoga que, de acordo com a evidência científica até agora, “a maioria das crianças tem quadros ligeiros a moderados mas têm um reconhecido papel como transmissoras de doença, sendo que a redução do contacto entre elas poderá retardar a transmissão da doença na comunidade”.

          1. Algum bem haverá em ser das zonas menos visitadas:). Além disso tem muito velho. E depois as distâncias são longas entre umas localidades e outras e não apetece. Não tem praias nem atracções turísticas de maior. Contudo, há gente a açambarcar papel higiénico como se o novo covid seja uma diarreia inestancável:). E nunca vi tanto carrinho de supermercado a abarrotar, deixam cair os produtos e nem dão por isso. Seria risível se não fosse tão idiota e não nos fizesse perder tanto tempo na caixa em filas que se tornam intermináveis e morosas contrariando tudo que é recomendado.
            BFS:)

          2. Já disse que não vou de vontade e procedo concordantemente. Mas tenho a mala pronta. Posso partir um bocadinho contrariada.

  6. Julgo que o contágio tem sido transmitido sobretudo pelo mediatismo irresponsável.

    Horas, dos noticiários, dedicadas ao “Covid-19”. Os nossos velhos mereciam mais respeito e compaixão, sabendo, nós, que muitos deles têm como única companhia a porcaria de um televisor.

  7. O portuga não desilude

    Estádios vazios, escolas fechadas, trancam-se monumentos, adiam-se eventos desportivos, as empresas mandam gente para casa.

    Aposto que os centros comerciais não se vão ressentir.

  8. Só não sei por que carga de água os jornalistas andam a dizer que as pessoas que estiveram na praia “furaram a quarentena” quando não há quarentena nenhuma. Por que os jornas que não se metem na sua vida e deixam de chatear o pagode? Olha agora as pessoas não podem ir para a praia se lhes apetecer? Aprovam a eutanásia e depois querem salvar toda a gente? Mas que merda é esta?

    Vão chuchar numa toranja que o vírus já não entra.

  9. Mas tem assim tanto mal as pessoas estarem na praia?
    Estão na praia, em geral, a mais de dois metros de distância umas das outras, logo, um espirro ou tosse não contaminará as outras. E estão ao ar livre e num espaço não confinado, o que é bem menos contagiante que estarem num espaço confinado qualquer, e com pouca ventilação.
    Finalmente, certamente que lavarão mais frequentemente as mãos – na água do mar – do que se estivessem em casa.

    1. Não teria mal algum se não tivessem pedido resguardo à população . Seguramente que numa 4a feira às 17h, muita esta gente estava de resguardo dos seus trabalhos ou escolas, como medida profilática. Os italianos também foram para o laréu depois de decretada a quarentena. E depois não sabemos quantos levaram a fita métrica.

    2. Carissimo, sabe que uma boa parte destes pseudoveraneantes para a praia se deslocam de transportes públicos onde, se, lá andam são garantidos os 2 metros de distância.
      Nem mais lhe digo.
      É o espírito, diga-se esperteza, lusitano no seu melhor esplendor.

  10. Levei para postar. Viva a Estupidez humana. A nossa, a Portuguesa como não podia deixar de ser “É DAS MELHORES DO MUNDO”

  11. Mais um capítulo deprimente na história deste portugalinho, corre-se para os supermercados para esgotar os enlatados e o papel higiénico, chega-se a casa e descobre-se que a despensa ainda está cheia de jerricans de gasól. Resta ir para a praia trabalhar para o bronze para perto de desconhecidos porque é perigoso estar perto dos colegas no local trabalho. Genial!

  12. Pela foto parece-me que a distância de 1 metro estará a ser respeitada, bem mais eficazmente que numa qualquer farmácia abarrotada onde as hordas histéricas se abastecem de inúteis máscaras ou num qualquer hipermercado onde se luta palmo-a-palmo por um pacote de papel higiénico.

    Um pouco de contenção e evitar discursos moralistas também ajuda.

    1. Abençoado VAR que já permite medir distancias até nas fotografias! Mas permita-me discordar da avaliação métrica, pois a moçoila de biquíni reduzido e peito farto, parece estar rodeada de 3 ou 4 marmanjos muito aquém do metro recomendável

      1. O VAR já vai à minudência de 3 cm. Muito à frente.
        Quanto aos marmanjos rodeando a moçoila de peito farto, qualquer um pode ver que não estão espirrando e se desinfectaram convenientemente com gel alcoólico.

      2. O VAR é mais para distâncias na escala dos centímetros.
        Dá para ver perfeitamente que não estão espirrando e que se desinfectaram convenientemente com gel alcoólico.

  13. Parafraseando alguém, a estupidez humana e o Universo não têm limites, mas subsistem dúvidas no que se refere ao Universo…

    1. Isto em Itália começou com um foco hospitalar ( idêntico ao que aconteceu em Sta. Maria) e galopou incontrolável e incontido até ao que se sabe. Seria um exemplo a não seguir, senão O exemplo a ter em conta. Parece que não…

  14. Vou ser directo, curto, seco e grosso. Na minha provecta idade, só digo o que penso,para o bem e para o mal.
    Nada percebo de epidemias, pandemias, etc. Serei, na pior das hipóteses um potencial contagiado. Não altero os meus hábitos, excepto, evitar locais de grandes aglomerações. E agora a foto. Sim a foto.Somos de facto um povinho labrego, cheio de idiotas. Praia, praia, a tropeçar uns nos outros, esplanadas cheias. Amanhã gritam que a culpa é do estado ( não disse governo. Hoje é este poderia ser outro como em 2013, quando morrerem milhares de idosos e menos idosos, naquele inverno. Já muita gente se esqueceu!), que não cuida dos cidadãos.Vêm todos berrar para a rua e para os pasquins do costume. E já agora, alguém me explica a razão pela qual a labregada, os boçais do costume, estão a deixar as prateleira dos hiper vazias? Enfim, quem sabe, alguns desses açambarcadores nojentos morram; Merecem e é bem feito.

    1. Não sei se é de ontem mas que a praia de Carcavelos estava, digamos, composta, isso não há dúvida, à semelhança de todos os outros dias do ano em que a temperatura convida.

      Grande alarido moralista à volta de uma tarde na praia. Nem sequer estava a abarrotar.

      1. Encerram-se escolas, fábricas, escritórios, museus, tudo tendo em vista a prevenção profilática. Não é normal que uma 4a feira quente às 17h esteja meio mundo na praia, pois não? Até podem não estar doentes. Não saber , não é desculpa, é irresponsabilidade.

  15. Verney: Marca portuguesa aposta em calçado feito de canábis.
    Vou comprar uns quantos pares, mas sempre menos que a Imelda Marcos.
    A questão é: vou-me zangar com quantos?

  16. Mais uma vez reafirmo que esta fotografia não é de ontem, quem a publicou tenha a honestidade de reconhecer …

    1. Não me incomoda. Acredito que tenha sido tirada ontem, mas esta ou outra a retratar o mesmo é pormenor. O importante é que acoteceu, por isso arranje argumentos convincentes se tem algo a contrapor . O(s) reporter(s) também estava(m) lá… uma data deles.

  17. estou impressionado ( e como eu, deve estar meio mundo ) como um post sem palavras colhe tantas dezenas de comentarios.

    Gostei do ” foram para o laréu “, escrito pela maria dulce.

    tambem gostei do comentario do Lavoura que defende os veraneantes, mesmo se so estiver a ser ironico.

    A praia é uma necessidade. No maximo , o errado é tantas pessoas terem coincidido. Decrete-se um afastamento de 3 ou 4 metros.

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