«A banalização é um perigo. É como fascista. Não é preciso ir muito longe para a palavra ser usada: basta dois amigos zangarem-se para um chamar ao outro “seu fascista”. Há mais. Como racista, sexista etc. Se eu disser que um preto é preto, há quem me chame racista. Se disser que um branco é branco já não. Quanto a sexista: é muito difícil escrever um texto em que, quem procure com alguma atenção, não encontre sexismo. Ou estereótipo disto e daquilo. Estereótipo é, ele próprio, um estereótipo.
Há inúmeras palavras sem conteúdo devido à ampliação dos conceitos. Violência no namoro: se se entra na psicológica é tudo. Um arrufo de namorados é violência no namoro e dá para escrever teses de mestrado.
Perante os cultores do politicamente correcto, o melhor é estar calado.»
Do nosso leitor A. Matos. A propósito deste texto do Diogo Noivo.

Violência no namoro: se se entra na psicológica é tudo.
Agora há até umas pessoas que afirmam que é “violência” um namorado criticar a forma como a namorada se veste.
O “pulhiticamente correcto” limita-se a ser uma hipócrita, e sumamente estúpida, negação da realidade.
Que só “vende”, sublinhe-se, no que passa por “ocidente”.
Mercado em contracção acelerada, apesar das contínuas campanhas publicitárias…
JSP
Desculpar-me-á mas, perante o politicamente correcto não é melhor estar calado. É melhor, e é preciso, denunciar a deturpação do sentido das palavras com o fim único de controlar o pensamento.
Houve fâxistas e ditadores do proletariado.Com censuras e polícias políticas.Campos de concentração e gulagues.Partidos únicos.