«Senhor Reitor, tenho a agradecer-lhe chamar a atenção para a importância dos mercados públicos para as políticas ambientais e de gestão do território, mas tenho pena, francamente pena, que a vontade de surfar a onda de tanta gente mal informada o tenha levado a pôr a Universidade de Coimbra na posição de um agente pouco sofisticado e ignorante, ignorando, por exemplo, o bom exemplo do Instituto Politécnico de Bragança, que nas suas cantinas apenas serve carne de vaca mirandesa com Denominação de Origem Protegida.»
Fraca carne. De Henrique Pereira dos Santos, no Observador.

Ainda bem que há Institutos Públicos capazes, financeiramente, de só servirem Posta mirandesa. Os meus aplausos. Imagino que para as entradas sirvam também Queijo da Serra DOP.
Para promoverem o excelente produto nacional junto das cantinas das principais universidades, atraindo novos consumidores, fariam certamente preços simbólicos. Em jeito de promoção/investimento.
Mas com reitores como o Magnífico Falcão, que trai o apelido revelando alergia à carne para agradar às modas dominantes, nem vale a pena ir por aí.
Em Bragança quase como por toda a imensidão transmontana, a carne de vaca mirandesa é muitíssimo acessível, até em restaurantes.
Excelente reparo, este.
O Magnífico Falcão podia encerrar os parques de estacionamento da UC. Podia abolir a venda de água engarrafada na Universidade. Podia fechar o Pólo II ao trânsito. Podia acabar com os AC. Podia.
O Governo podia acabar com o comércio de animais (tudo se chateia com as condições de vida da vaca que vai para abate mas aqueles canitos fechados numa jaula de plástico…). O Governo podia tirar carros de serviço a Ministros, secretários de estado e afins. O Governo podia impedir a entrada de arroz basmati e quinoa importada (a pegada do arroz portuga é bem menor). O Governo podia obrigar construtores a isolar devidamente as casas. O Governo podia obrigar as Câmaras a não ligar as regas às 3 da tarde. Tanta coisa que se podia fazer.
Abolir a vaca é que é.
Até porque, não comem bifes, comam peixe (ou brioche). Ao contrário das vaquinhas, não têm sentimentos, e são um recurso infinito.
Tem razão. O governo também podia proibir a construção de campos de concentração para cães. E se assim fosse feito o canil com 350 cães em Albergaria-a-Velha não existiria. E também não existiria o canil no Porto onde estão de quarentena mil animais, entre cães e gatos. Quem acredita que estes animais são felizes? Felizes parecem estar os carcereiros, no caso de Albergaria, a carcereira que se julga uma alma bondosa, coitada.
Como podem, os que se dizem amigos dos animais, concordar com este estado de coisas?
Parece-me que anda toda a gente a tentar tempestades em copos de água. Incluindo os críticos do reitor.