
Uma ministra afasta dois sindicatos das conversações em curso entre o Executivo e o sector da enfermagem, alegando que não há diálogo enquanto decorre uma greve. Outra ministra, ao mesmo tempo, conferencia com a estrutura sindical dos estivadores, por sinal a mais radical e de efeitos mais prolongados no conjunto de surtos grevistas em curso no País. Duas atitudes de sinal oposto, o mesmo Governo: eis António Costa, no seu esplendor, sempre a querer marcar pontos em todos os tabuleiros, desgastando-se quase nada. Daí nunca estar presente quando a notícia é negativa. Foi assim na tragédia de Pedrógão, foi assim nos dramáticos incêndios de Outubro de 2017, foi assim em Tancos, foi assim em Monchique, foi assim em Borba, foi assim na queda do helicóptero do INEM em Valongo.
Agora preferiu mostrar-se aos portugueses bem longe, confraternizando com o destacamento militar português no Afeganistão, o que proporciona a qualquer político imagens dignas de um estadista, irradiando força, segurança e autoridade. Dê as voltas que der, Costa fica sempre bem na fotografia. Valha a verdade: em matéria de táctica política, não recebe lições de ninguém.

Com a enérgica posição da PGR sobre a tentativa de intromissão do governo para reorganização no topo da justiça, parece que começa a chegar acima a revista ao baú bolorento de Costa carregado de lixo poluente à sua imagem e semelhança.
Chegará a breve trecho firme ponto de ordem lá do alto da hierárquia?
Rui Rio, sempre pronto a disparar contra o próprio pé e a levar o PSD para o fundo do poço, acaba de declarar guerra à PGR: ica/noticia/psd-contraataca-declaracao-p gr-condiciona-poderes-parlamento-1855136 #
https://www.publico.pt/2018/12/18/polit
Já não sei onde acaba o mero amadorismo e começa a declarada incompetência.
Porque é que Rui Rio não há de “declarar guerra” à Procuradora-Geral? Acaso a Procuradora-Geral é uma aliada do PSD? Não é! A Procuradora-Geral tem uma opinião sobre um determinado assunto da organização da Justiça, o PSD tem o direito de ter uma posição diferente. Ou não?
A barca é rota, salve-se quem puder.
Proverbio Português
“Valha a verdade: em matéria de táctica política, não recebe lições de ninguém.”
Com certeza!
A Geringonça foi uma espécie de 3º ato do 25Abril, após o próprio e o PREC.
“Valha a verdade…”
Honra lhe seja feita.
João de Brito
Há diferenças entre as duas ministras: uma estaria a negociar enquanto patroa dos trabalhadores (enfermeiros), nessa medida obrigada a ser ela a pagar-lhes mais, enquanto que a outra está somente a servir de mediadora entre os trabalhadores (estivadores) e os seus patrões.
Uma ministra negoceia com “assassinos e infratores) …
Outra: Obedece ao ultimato da VW….
Outro: …. Está a estudar quem há-de processar pela queda do Helicóptero …
O chefão: — Não sabe de nada… no Afeganistão, felizmente, não há jornais portugueses
Amendes
Tugal.
Acho que há um excesso de críticas ao nosso PM. Pois, para além das diferenças de opinião, ele é fotogénico
Com blusão militar, então, fica ‘um must’, como se diz no crioulo luso-“amaricano’.
Falando a sério? É pungente.
Desculpe, jpt, mas isso é calão para “desplante” ou sinónimo de “ubiquidade selectiva”, o dom de estar sempre em todo o lado excepto?
Ou talvez se referisse apenas ao modelito usado por nosso senhor, o PM…
Da outra vez as calcitas de ganga, agora o blusão… oh, Pedro, o nosso PM gosta do estilo casual bad boy da linha, pronto – e isso em nada lhe afecta as capacidades governativas. Assim vestido ou de sóbrio fato-e-gravata cinzento tenho quase a certeza de que o resultado seria o mesmo assumir de respindabilidades. Mas, lá está, a foto não seria a mesma coisa…
responsabilidades, não aquela coisa esquisita que saiu. que, pensando bem, para o caso deve dar no mesmo 🙁
Não tem nada que ver com “táctica”, só funciona com o jornalismo que temos.
É só analisar as expressões e adjectivos que o jornalismo usa com Costa, e o que é que o jornalismo liga a Costa todos os dias e a todas as horas.
Um Governo PSD nunca teria sobrevivido a Pedrogão.
E claro quem é autorizado pela Esquerda a manifestar-se. Se alguém for para a rua fazer um protesto -basta ver o que aconteceu no protesto dos incêndios – se não for de esquerda aparecem logo grupos de esquerda a provocar violência.
Veja-se como sequer “extrema esquerda” já não existe nos noticiários…
Não consigo perceber a tessitura deste Governo. Normalmente os Ministérios gozam de uma elevada dose de independentismo – ignoram os outros Ministérios, e obedecem ao das Finanças.
Neste, a interdependência é tão elevada que nenhum ministro aparenta lembrar-se onde começam e acabam as suas funções, numa sólida equipa em auto-gestão e com tiradas que seriam engraçadas numa rábula sobre outro país. Aqui, são rábula escondida com gafes de fora.
Triste táctica. Se calhar foi por causa da táctica que foi copiosamente derrotado numas eleições que até o Pato Donald ganhava em 2015. Depois a táctica foi a que se sabe: o PCP levou-o pela mão para o governo com o BE a entrar para a geringonça em andamento, e entretanto o país que ele tem ajudado a pastorear vai para 24 anos, não sai da cêpa-torta.
Os Costas deste país, desgraçadamente o PSD agora também lá tem um, são uma pedra atada ao pescoço de Portugal e dos portugueses: sempre a levar-nos para o fundo, jurando que estão a dar-nos o céu.