É tempo de acabar com o “distanciamento social”


Pedro Correia,

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Não deixa de ser irónico que um Executivo do PS apele todos os dias ao “distanciamento social” – expressão criada por alguma luminária imersa na bolha de São Bento, talvez por tradução apressada do “amaricano”, e que logo pegou como labareda em palha seca. 

É uma imbecilidade confundir distância física – por imperativo sanitário – para travar a expansão da pandemia com o tal “distanciamento social” que se apregoa. Não tem de haver “distanciamento social” nenhum. Aliás a simples comunicação por telefone, videochamada ou até de varanda para varanda ou de uma janela para a rua anulam de imediato essa distância. E muito bem. Porque em tempos difíceis e duros como este a última coisa que se deseja é “distanciamento social”.

Estranho é que o último a perceber isto seja um Governo que se proclama socialista.

48 comentários em “É tempo de acabar com o “distanciamento social””

  1. Bom dia Pedro Correia
    Antes de mais que esteja tudo o melhor possível consigo.
    Atrevo-me a presumir que, genericamente, concordará comigo – a mediocridade e a imbecilidade continuam a primar.
    Boa semana. Saúde.
    António Cabral

      1. Eu cada vez mais prefiro o distanciamento socialista, ao distanciamento social… e pensar que não foi sempre assim….

  2. Distância Espirrótica também não era mau. Arriscaria mesmo dizer que Intervalo Tussídico também não ficava mal (pelo menos o Elviramonte haveria gostar dos ecos normalizados a que esta alude)

    Mas, helás, acredito que as forças de segurança nunca abdicariam de usar no seu linguajar de relatório as “segregações estomato-respiratórias dos transeuntes”

    1. Desde que o fisco (ou uma das Mortáguas; assumindo que há diferença) não invente uns agravamentos de impostos, ou novas taxas, em função do alcance das emissões resultantes das esternutações e contracções espasmódicas da cavidade torácica de cada um…

      Costa

  3. Na minha opinião,
    o distanciamento social vai promover a produtividade empresarial , pois acabam-se as inutilidades de certas conversas e abraços fúteis.
    O covid promove o medo a desconfiança, e em certa medida eleva o individualismo produtivo.
    O distanciamento social pode ser a salvação do tecido empresarial.

    Tó

  4. Junte-se a isso a infundada medida do uso de máscaras pela população.

    O uso de máscaras generalizado pela população (excepto pelos profissionais de saúde) voltou a ser recusado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a 06 de Abril de 2020, por as mesmas serem ineficazes na protecção contra a contaminação; as máscaras servem somente para proteger os doentes/pacientes das gotículas de saliva dos profissionais de saúde que possam eventualmente cair ou ser expelidas:

    – Conselhos sobre o uso de máscaras no contexto do COVID-19 (Advice on the use of masks in the context of COVID-19, 6 April 2020)

    https://www.who.int/publications-detail/advice-on-the-use-of-masks-in-the-community-during-home-care-and-in-healthcare-settings-in-the-context-of-the-novel-coronavirus-(2019-ncov)-outbreak

    A desinformação por parte da população sobre este assunto, está a ser aproveitada pelos governos e entidades para servir outros interesses inerentes a uma agenda política e económica ao mesmo tempo que dá a ideia aos cidadãos de uma ilusória segurança através do uso de máscara e luvas, ou seja o chamado efeito placebo.

    1. mais um socialista e a sua Bíblia da OMS. vá ver as estatísticas dos países que mandaram os conselhos da OMS às urtigas. se Portugal é um milagre eles são o segundo advento.

      qual é o problema? achatamento da curva é bem mais ridículo, e impactante, e disruptivo, e uma paródia de outros termos que a comunicação social replica como papagaios.

      é por isso que temos inadequado e desadequado, e um destes dias impróprio e despróprio.

      José de Bêtum

  5. Quem poderá afirmar que não é mesmo o que esta malta pretende: distanciamento social. Eles são únicos. O ´resto´mantenha-se à distância. Social, claro!

  6. “
    O Instituto da Mobilidade e dos Transportes é, a partir de hoje, a autoridade competente para aplicar multas a quem incumprir a obrigatoriedade de uso de máscaras ou viseiras em transportes coletivos de passageiros, segundo um despacho publicado.
    “

    Isto sim.
    Hoje passavam directos no cais do Sodré, a malta mascarada (afinal, não é 25 de Abril), porém, uns andavam de máscara mas com o nariz de fora (levam multa total ou parcial?), outros constantemente a puxar a máscara para cima com os dedos (infectados?).

    Entretanto, assuntos menos relevantes: os transportes estão preparados para manter a qualidade, de acordo com as novas regras de lotação?

    1. É claro que não,
      então no inverno, quem é que não gosta de andar de transportes públicos à pinha todos juntinhos e quentinhos.
      Até este calor humano nos querem tirar.

  7. Porque é da mais elementar justiça, louvo a postura dos sportinguistas, digna gente de vistas largas.
    Muito antes das medidas agora decretadas, já a verde nação se antecipara promovendo o distanciamento social nos jogos do Sporting. Um quarto de casa, assim medido por avançado.

    A bem da Nação,
    ruge o indómito Leão!
    Se futebol é diversão,
    responsabilidade é obrigação.

    1. Já os que invadiram Alcochete iam devidamente protegidos com máscaras sociais.
      Só faltou desinfectar o cinto antes de acertar no Dost.

        1. Por acaso sinto falta de uma boa futebolada. De jogar, não ver.
          Não me vejo é a desinfectar a bola antes de cada lançamento lateral.

          1. Não deve dar jeito nenhum jogar de máscara. Aquilo com o suor começa a empapar-se na cara e torna-se um instrumento de tortura.

            Pior ainda é a necessidade de manter “distanciamento social”, como as luminárias oficiais apregoam. Jamais jogar a menos de dois metros do adversário.

            E há, enfim, que evitar em absoluto cuspir para a terra ou o relvado – algo tão habitual em jogos de futebol, incluindo ao mais alto nível.
            Uma cuspidela dá cartão amarelo. À segunda, é cartão vermelho.

  8. Vamos lá ver é se estas autoridades e normas extraordinárias desta nova desaparecem quando desaparecer o vírus… Tenho as minhas dúvidas porque estes gajos são meio-fanáticos e meio-venezuelanos, sobretudo lá com aquele Pedro Nuno Santos a mostrar a massa da qual é feito. Será tudo para o nosso bem, claro, pode vir outro bicho a seguir.

    Já estamos numa ditamole. Portugueses não durmam ou acordaremos numa ditadura.

  9. Ora cá está!
    46 anos passaram e até parece que já faltam poucos para uma data limite.
    Mesmo sem tempo de validade, vão tentando travar o que já é irreversível.
    Seja emboçado de escriba de ponta fina, com tiques de saudades do simbólico homem do mar que desde a última vez que lá esteve foi a última vez que lá foi, do sim senhor sempre a dormir que nem as cheias de 1967 o acordou.
    Os tiques também são devidos à falta de hábito de viagens, convívios com as pessoas, discursos de improviso, de eleições gerais de quem quer que seja se apresente ao sufrágio e já não haver pretinhos para a tropa ir tomar conta eles.
    Do mais, é uma chatice isto de gozar com o PR que ganha eleições sem ser preso e obrigado a confessar soldo de que potência estrangeira anda a conspirar, que se ao menos fosse um rei sempre ficava entre famílias e não havia problemas.
    Que chatice ter morrido pouco gente com a treta do covid, ou vendo bem as coisas é melhor começar já uma acção estilo casa pia para haver muitos (e os mesmos) culpados da falta de mortos.

      1. Esta é das tais. afinal é embuçado com um emboço, ou emboçado com um embuço.
        Mas no caso, o emboço não é um tapa a cara é antes o esconder-se para não levar na cara.

  10. O Socialismo é coercivo por natureza, logo é tudo menos Social.

    Um tipo que abre uma loja onde só compra quem quer é Social.

    Já no Socialismo é se obrigado a comprar na loja.

    lucklucky

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