Cristina Ferreira a saltitar de televisão paga por todos nós


Pedro Correia,

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Há dois meses, o Governo anunciou a distribuição de um pacote financeiro destinado a apoiar grupos privados de comunicação social em forma de publicidade institucional. Os dois grupos mais apoiados foram a Impresa (da SIC) e a Media Capital (da TVI), que embolsaram praticamente sete milhões do total do bolo, avaliado em 11,2 milhões de euros. Em fatias quase iguais: a Impresa encaixou 3,5 milhões deste financiamento, ficando a Media Capital com 3,3 milhões.

Cada uma gere a verba como bem entende, sem obrigações acrescidas de serviço público. A TVI, imitando os clubes de futebol durante o mercado de transferências, não demorou a usar este dinheiro extra para atrair Cristina Ferreira com um salário milionário e um lugar no Conselho de Administração da empresa, trazendo-a de volta a Queluz de Baixo e causando um rombo à SIC, sua principal concorrente. E promete continuar a fazer uso imoderado deste subsídio governamental: aproveitou para contratar ao exterior dois novos responsáveis pela informação (sem deixar de indemnizar o director cessante, seguramente) e agora até acena com um salário de um milhão de euros a José Rodrigues dos Santos para o tirar da RTP.

 

Tudo isto em tempo de grave crise sanitária, social e financeira, quando faltam recursos para o essencial. «É quase uma afronta o valor pago aos enfermeiros [8 euros por hora] na pandemia», como sublinhava Odília Neves, enfermeira-coordenadora das urgências e cuidados intensivos no Centro Hospitalar Lisboa Central, em entrevista à mais recente edição do Expresso.

Haverá quem seja indiferente a tudo isto, aplaudindo vedetas como Cristina Ferreira, que volta a saltitar de televisão, desta vez à custa dos contribuintes. Eu não encolho os ombros nem calo a indignação: injectar dinheiro dos nossos impostos em empresas privadas de comunicação social para que estas contratem estrelas da pantalha a preço astronómico enquanto pagam salários cada vez mais residuais a quase todos quantos lá trabalham, é algo inaceitável. Com a bênção de um governo capaz de tudo em busca de propaganda.

Uma afronta, para usar a justa expressão de Odília Neves.

108 comentários em “Cristina Ferreira a saltitar de televisão paga por todos nós”

  1. Na mouche (Mas, “a bem dizer”, o mérito da tua pontaria não é grande, tão gigante é o alvo, tão escandaloso é tudo isto).

    1. Tal como tu, simpatizo com a moça. Mas tornar-se milionária à pala da nossa parca verba contribuinte, nem pensar.
      Curiosamente, a habitual falange anti-grupos privados anda agora de bico calado. Alguns até estão na primeira fila a bater palminhas.

      1. Simpatiza com a moça!!!
        Aquela voz estridente, assusta qualquer um, e depois ela gosta muito de mandar, coitadinho do casinhas, deve ter passado as passinhas do Algarve.

  2. “…o Governo anunciou a distribuição de um pacote financeiro destinado a apoiar grupos privados de comunicação social…”

    parece-me que será mais:

    “o Governo usou o COVID como pretexto para agradecer a ajuda inestimável da comunicação social na construção de um regime de partido único “

    lucklucky

      1. Costa já lhe deve ter dito para não ser tão bajulador ou as pessoas podem começar a suspeitar que o PSD só existe para o PS poder apresentar-se como democrata…

        lucklucky

        1. Posso estar equivocado mas o Rio foi o único que criticou esta “ajuda” do estado aos órgãos de comunicação privados, questionando se desta forma não se estaria a interferir com a suposta imparcialidade dos mesmos.

  3. O momento em que estas contratações foram feitas, dias depois de receberem milhões do contribuinte, não deixa de ser descarado e pornográfico. E não esqueçamos que a SIC também não esteve propriamente quieta, tendo já contratado Bruno Nogueira (a SIC parece estar a açambarcar os humoristas com visibilidade) com um salário, segundo notícias, de 10.000 euros. É verdade que os dez mil euros de Bruno Nogueira parecem pelintras por comparação com os valores que vão sendo atribuídos a outras estrelas destas movimentações recentes – mas são uma quantia quase abstracta para 99% daqueles que o vão ver no ecrã.

    1. Mais ainda para os médicos, enfermeiros e assistentes hospitalares que arriscam saúde e vida trabalhando sem horários neste combate à pandemia (somado a tudo o resto) por trocos que não dariam sequer para o senhor Bruno Nogueira soltar duas piadas.

  4. Estes privados dão-se ao luxo de definir as prioridades como o Estado. Se a primeira preocupação é pagar à Cristina, ao Novo Banco, à TAP, à domesticada Comunicação Social e que tais, é natural que não sobrem recursos financeiros para pagar decentemente aos enfermeiros. Ou aos trabalhadores do sector privado, no qual o salário médio, em 2019, rondava os 900,00€ e quando as rendas por um T2 ultrapassavam os 1.000,00€. Por mais que nos tentem convencer que isto é trocar alhos por bugalhos, inveja ou demagogia, este é o País que temos.

    1. Sim!!
      Se me permite acrescentar, o país que rouba aos reformados que descontaram uma vida inteira…….que esbanja dinheiros públicos a fundo perdido em negócios privados, subsídios da comunidade europeia que desaparecem sem responsabilidade do que quer que seja…..
      Enfim, por isso eu não acredito já em nada….

      1. De facto parece que não vale a pena acreditar no quer que seja. Repare que neste caso se trata de dinheiro público e ainda assim há quem não consegue ver a injustiça evidente.

        Agora, imagine noutros casos no sector privado. Aparecerá sempre alguém a justificar o injustificável a pretexto de ser liberal e acreditar no sucesso individual pelo mérito e na não intervenção por parte do Estado na esfera privada. Ideia defendida por quem das duas uma: ou, apesar de muita retórica sobre a recompensa pelo arrojo e empenho no trabalho, pouco ou nenhum esforço fez para alcançar a vida boa ou razoável que tem, ou anda a dormir e não vê o que se passa à sua volta.

        Para quem tem apenas retórica e pouco hábito de vergar a mola ou falta de respeito pelo próximo, falar em reformados é tão só falar de um encargo com gente inútil. E dinheiros públicos ou subsídios europeus são oportunidades de negócio que é preciso aproveitar em benefício próprio, dentro ou fora do quadro legal.

  5. O Povo gosta disto… Quem vê e dá valor a Cristina Ferreira??!! …
    Quem tem coragem de exigir da televisão notícias mais interessantes, mais rigorosas e precisas? -O resto dos jornalistas e apresentadores clássicos, os que se andaram anos a preparar, quase os colocaram na prateleira para fazerem brilhar a estrelinha da Malveira !
    Temos aqui as vedetas que pedimos…
    Nós merecemos.

    1. Sorte da Cristina Ferreira, não ser enfermeira. Teria de se orientar com os 8 euritos por hora que o Governo concede aos profissionais da enfermagem como “incentivo” no combate à pandemia.

    2. É isso mesmo o povo gosto disso e também gosta de dinheiro, estupidez, “lixo”, etc.
      Portanto o grande culpado é o povo que determina as audiências.
      Mas é mais fácil culpar poucos do que muitos.

  6. O mesmo sucede com os benefícios fiscais dados, pelo Estado Português, a Empresas cujos CEO, CFO, FDP, são pagos com ordenados, salários, ajudas de custo, subvenções e subsídios para as horas vagas de encher o 3°Olho (refiro-me ao Olho hindu e não ao outro, alvo de piadas brejeiras) .

    Eu já não me arrelio, vitupero, ou encolho os ombros. Limito-me a escarrar para o chão. Como há pouco confindenciei a um devoto amigo, Portugal foi uma vontade de deus. Portugal é um milagre

    1. Apesar de tudo, estamos hoje bem melhor do que estávamos há cem anos. O Portugal de 1920 era simplesmente miserável e estava de tanga, sem a menor perspectiva de futuro.
      E também estamos melhor do que há 50 anos, obviamente, por motivos que nem preciso de de salientar.

      1. Se lhes foi oferecida sem condições, pois é deles. Mais ou menos como a “pipa de massa” que por aí vem, na imorredoura expressão de Marques Mendes.

          1. Muito pelo contrario, eu só queria dizer que estamos,ou pelo menos eu estou farto de vigaristas.

          2. Sendo assim, estamos de acordo. Porque as práticas imorais desta época não podem ser justificadas com o que aconteceu ou possa ter acontecido há quase 30 anos.

      2. Dinheiro dos nossos impostos, mas quanto vou ter de pagar? 50 cêntimos! Veja a minha preocupação!

        Num país avançado as pessoas estariam preocupadas por exemplo com violação de direitos humanos, não com dinheiro que é uma coisa.

        Estariam preocupadas em saber se caso hajam violações de direitos humanos, isso se sabe ou é abafado.

      1. Se não tivesse chegado a promessa de mais euros aposto que os frugais passariam a nazis num ápice.

        Afinal só estamos na “Europa” pelos euros dos outros.

        Podemos usar o sarcasmo de Zappa “We are only in it for the money”…

        lucklucky

          1. Isso depende se considerarmos que podemos aprendemos com os nossos erros ou não.
            Atendendo a que já vamos na 3 bancarrota tendo concordar e que é inútil pretender que alguma vez venhamos a ser responsáveis, a única maneira de sermos independentes.

            Dito isto se os Chineses derem mais vamos começar a ver muitas críticas à UE. Um regime de cultura mercenária de sacar dinheiro dos “ricos” como o nosso não perderia a oportunidade.

            lucklucky

          2. Sacar dinheiro dos ricos?os ricos são.-no exclusivamente porque produzem pobres, não houvesse pobres e queira ver como se governavam os ricos. Quanto a gastarmos o dinheiro dos outros é só porque deixámos de ser um país com mais de oitocentos anos de história para termos quase quarenta de colónia, passámos de colonialistas a colonizados E quem nos conduziu a esta situação de dependência?Vivemos num regime fascista de novo tipo até precisarem do histórico

          3. “Sacar dinheiro dos ricos?os ricos são.-no exclusivamente porque produzem pobres, não houvesse pobres e queira ver como se governavam os ricos.”

            Bela demonstração da ignorância socialista se eu ganho é porque o outro perde… por isso é que a Àsia prospera enquanto os Europeus continuam a decair fechados nas ideias do mercantilismo uma palavra que demonstra bem que a ignorância económica já vem de antes do socialismo mas que o socialismo tomou como sua.

            Qual era a riqueza da Coreia em 1950? E hoje.

            “Vivemos num regime fascista de novo tipo até precisarem do histórico”
            Novo tipo? o Estado Novo não era suficientemente Socialista para ser chamado de Fascista.

            lucklucky

          4. Para:10:56

            Agora o Lucklucky é demasiado fascista para chamar ignorante aos outros.

          5. Gostei do seu comentário, principalmente porque os «Portugueses», já não se recordam que PORTUGAL, não precisava de ajudas da UE, tínhamos as «Colónias» entregues vergonhosamente a outros interesses e a outros «CHULOS», que hoje são heróis???.
            PORTUGAL ainda é dos PORTUGUESES que se presem de o ser.
            Respeito tudo o resto, mas não gozem comigo e outros Portugueses, com notícias deste ridículo calibre, isto é a vergonha NACIONAL.
            Depois do 25 de Abril, só se fala de milhões, enquanto o POVO vive com tostões.
            VIVA a DEMOCRACIA.

        1. A quem interessar:
          Esta não é a Maria do Girassol, cá para mim até é um Manel qualquer…
          E que da discussão nasça a luz.

          🌻
          Maria

  7. Por parte, como diria o Jack.

    O Governo decide subsidiar os grupos de comunicação social. Certo ou errado?
    Parece-me inaceitável entregar dinheiro público a empresas que detêm tanto (o dito 4º) poder, e que devem, deviam, manter o estatuto de imparcialidade.

    Estando o mal feito, a tvi e a sic que o gastem como bem entenderem. Na minha óptica liberal, a partir do momento em que o Estado entrega uma parcela do OE a uma empresa sem qualquer caderno de encargos, esta pode usá-lo como bem quiser. A contratar Cristinas, a fazer “órgias” na casa do BB, a comprar cagadeiras de ouro maciço para as estrelas das novelas.

  8. É uma vergonha os 11,2 milhões dados pelo governo aos media sob pretexto da pandemia e o oportunismo destes.
    A Cristina Ferreira mostra bem também o tipo de pessoa que é, pois numa altura de tantas dificuldades para muita gente brincam as transferencias de milhões com dinheiros públicos, e no fundo para programas que são lixo televisivo, aliás a Tv nunca foi tão pobre em matéria de bons programas.
    O estado tem sempre dinheiro para dar a todos este oportunistas sem vergonha privados.
    O constante saque a dinheiros públicos sem pandemia ou com pandemia têm sido infelizmente o problema deste País desde sempre.
    Como diria alguém, onde é, que anda o Senhor Honesto!?

    Miguel Nunes

    1. Mas a Cristina até é boazinha- ela até agradeceu á Nossa Senhora de Fátima tanto dinheiro ganho. Ela não tem culpa que lho deem.

          1. pois. Ainda que, concedo, para ícone da Sapo fosse mais patriótico um cálice de aguardente (vinícola ou, anda mais, medronheira)

          2. temos que o repetir, enquanto a polícia de Lisboa não replicar a de Leiria, que anda a obrigar as gentes a mascararem-se, como diria o presidente da AR, Rodrigues

  9. Há outra leitura:

    A SIC já está quietinha, dominada e colonizada pelo regime (é bem feito, eles até gostam) e a TVI ainda dava notícias com demasiada independência — assim contratam a Cristina para dirigir a casca da TV e o Anselmo para estilizar as notícias ao mais jeito do complexo retornado-plataformista da TSF. Há que adaptar os meios à mensagem.

    Se pensam que eles andam a dormir, de férias ou em lay-off, desenganem-se.

      1. Navalha de Occam: a explicação mais simples é provavelmente a verdadeira. As outras teses são complicadas. A tese de um jogo honesto de caça de talentos, por exemplo, esbarra logo na complicação de ali não haver talento nenhum. Não é nesse domínio do mérito que as coisas de passam.

  10. Há aqui muita mistura de coisas completamente diferentes.

    Começando pelo tópico da imoralidade dos salários altos em relação a um determinado grupo na sociedade, isso é tão verdade no que toca às “estrelas” das televisões, como os jogadores de futebol a partir de um clube médio, de transferências de treinadores de clubes grandes, de administradores de empresas (públicas e privadas), incluindo os administradores hospitalares… A lista é infindável, para quem se quiser sentir molestado por esta discrepância em ordenados.

    No que toca ao particular dos enfermeiros, é necessário que a sociedade como um todo esteja disposta a fazer escolhas – a maioria dos gastos do sector público são com os juros de serviço da dívida e pagamento de salários aos funcionários públicos. Para aumentar o salário dos enfermeiros (e, eventualmente, dos médicos e demais funcionários dos hospitais públicos), é preciso aumentar os impostos ou retirar verbas de outras áreas das contas públicas. Quais devem ser então as prioridades? Estão os portugueses dispostos a pagar todos os impostos que são hoje devidos (que, fruto da passagem por outras praças europeias, zona franca da Madeira, paraísos fiscais e outros esquemas não pagam tudo o que devem) ou o Zé Povinho está disposto a levar com mais um aumento de impostos?

    Quanto à Cristina Ferreira (em particular), ela foi instrumental no aumento das audiências da SIC e na superação da TVI. Do ponto de vista empresarial, faz sentido contratar alguém com esse nível de influência, desde que o valor que lhe é pago seja inferior ao valor estimado que se pretende receber com as receitas de publicidade (que variam de acordo com o share das audiências). Logo, independentemente da ajuda pública à TVI, economicamente faz sentido contratar as “estrelas” noticiadas.

    Misturar tudo não esclarece ninguém. Apenas faz aumentar o coro de indignados das pessoas menos esclarecidas.

    1. Fico-me pelo seu primeiro parágrafo. A comparação é descabida: clubes de futebol, etc, não são subsidiados pelos nossos impostos.
      Aqui aconteceu ao contrário: eles receberam um balúrdio do Estado (isto é, dos contribuintes), como se fossem pobrezinhos, e logo trataram de se comportar como milionários, contratando acima de toda a escala – tanto na programação como na informação.
      Se isto não lhe merece crítica, não se incomode: nada mais merece.

      1. Não se esqueça dos benefícios que os clubes de futebol têm tido, não só no pagamento de impostos, com os estádios novos de 2004 (com dinheiros vindos de onde sabemos), terrenos etc….

      2. Tem razão, parece que vem aí uma pipa de massa para os pobrezinhos que depois se vão armar em milionários.

        WW

      3. Os clubes de futebol não são subsidiados com os nossos impostos? Então e os intermináveis calotes, perdões e isenções?

    2. “(que, fruto da passagem por outras praças europeias, zona franca da Madeira, paraísos fiscais e outros esquemas não pagam tudo o que devem)”

      Quê?! não pagam tudo o que devem? como é a lei?
      E sabe para que é a zona franca da Madeira?

      lucklucky

  11. Cristina Ferreira é uma marca. Vale milhões. É carinhosamente tratada pelo seu público-alvo (domésticas, reformados, desempregados) por “a nossa Cristininha”. Levou novamente a SIC à liderança das audiências. Tivesse a TAP opções estratégicas deste calibre e não teríamos agora a enterrar novamente biliões. Em termos de gestão foi um golpe de mestre. CF não foi atrás do dinheiro, foi atrás do poder e 50% do ordenado é comido pelo IRS. É um escândalo o nosso dinheiro ser aplicado numa contratação destas? Sem dúvida! Mas em termos de escândalos temos tanto por onde escolher … Cristina Ferreira está a ser alvo de um sentimento muito português: a inveja. Não sou fan da rapariga, aquele timbre estridente leva qualquer um á loucura. Aguardo ansiosamente nota da presidência da república sobre assunto. Daqui a 6 anos será provavelmente uma digna sucessora de Marcelo. Quem é que ainda não cozinhou para Cristina Ferreira?

    1. “CF não foi atrás do dinheiro, foi atrás do poder e 50% do ordenado é comido pelo IRS.”

      E eu a pensar que dinheiro era poder. E eu a pensar que o IRS papava as fortunas de uma minoria em virtude da miséria da maioria, que nem IRS paga.

      E eu a pensar nas virtudes do mercado livre relativamente às bancas estabelecidas em terras perdidas.

      Como alguém dizia, no PREC nacionalizava-se em benefício do Público, agora Nacionaliza-se, mas mantendo o Público de fora. Enfim é tudo normal.

    2. Se não se cozinhasse para ela, qual seria o espectáculo que ela dava??!!
      Como é que ela ” justificava” o dinheiro que ganha??

  12. Cuidado, cuidado, “quem se mete com o PS leva” e é preciso “malhar na direita”!

    (Querida Viera da Silva, as frases acima não são discurso de ódio – foram produzidas por doutos camarada do partido e configuram liberdade de expressão. Beijinhos!)

    Smoreira

  13. E que tal os portugueses deixarem de ver o programa da dita senhora? Talvez a falta de audiências colocasse algum juízo na cabeça desta gente.

  14. Não devia ser mas neste país tudo é possível: ganhar milhões com as palhaçadas que ela faz. Não vejo e nunca estaria disponível para ver e ouvir o que esta senhora faz e diz. Para mim, só vejo nela parvoíces e histerismo.

  15. Não podia estar mais de acordo. Simplesmente vergonhoso, com a complacência e apoio descarado do governo. É por estas e por outras, como sobejamente sabemos, que os países ditos furgais puseram tantos entraves ao montante concedido a fundo perdido e conseguiram de facto baixá-lo significativamente. Esta forma leviana de actuar só vem dar-lhes razão. Deixo aqui um grande cumprimento ao autor do artigo.

  16. Tem alguma razão mas também se sabe que o povo gosta de dinheiro e fica com inveja quando se fala em milhões. Dinheiro
    é sempre um assunto populista!

    Além disso é um investimento por parte das TVs pois esperam um retorno maior. E possivelmente teria acontecido independentemente dos subsídios que receberam.

    Sabendo que acontecem várias coisas erradas que por vezes são ignoradas ou mesmo abafadas, a mim o que me preocupa é quanto é que eu tenho de pagar. E possivelmente a minha parte serão cerca de 50 cêntimos. Com outros assuntos bem mais importantes para me preocupar, veja a minha preocupação com 50 cêntimos!

    Um dos problemas deste país é que quase tudo é feito por interesse e fala-se muito em dinheiro pois como disse é um assunto populista.

  17. Penso que é necessário distinguir as indignações, o Estado não deveria ter “dado” dinheiro à comunicação social, especialmente a canais privados que estão aparentemente bem de saúde financeira, mas é preciso esclarecer que esse dinheiro foi para a aquisição de publicidade institucional, o dinheiro não foi dado.
    Se deveriam ter antecipado essa verba? Pessoalmente acho que não porque mesmo com quebras no investimento publicitário, a comunicação social adaptou-se e conseguiu fazer face aos danos causados pela pandemia, dado que se uns investidores recuaram apareceram outros de novas áreas de negócio a investir, especialmente no online.
    O que não faz sentido é a indignação com o ordenado da Cristina Ferreira ou com qualquer outro ordenado, já que os ordenados em Portugal não têm limite e se é para indignar que se indignem com os ordenados dos jogadores de futebol.
    Além disso os ordenados do sector público nada têm a ver com os do sector privado, se o Estado deveria ter adiantado esta verba? Acho que não e a situação até pode levantar questões de ética, mas isso não tem interferência direta nos ordenados dos enfermeiros ou outros profissionais, com ou sem pandemia os salários em Portugal necessitam de uma revisão urgente, com o agravamento dos preços dos bens essenciais essa revisão é ainda mais premente, mas para isso é preciso que o Estado corte nas gorduras, mas nas grandes, naquelas que realmente fazem diferença, já que 15 milhões de euros para muita gente pode parecer muito dinheiro, mas no OE é uma migalha, bem sei que todas as migalhas contam, mas eu gostava mesmo é deixassem de oferecer banquetes aos corruptos do costume.

  18. Como diria um comentador bastante conhecido na praça….digam-me um, governo que não tenha tido que bajular a comunicação social para ter alguma paz social, digam-me um!
    Com certeza que por outros o terem feito, que este não tem mais nem menos moral para o fazer igualmente. O facto é que passados poucos dias apos o grupo cofina receber o seu quinhão, o nazi-rabitt perdeu o poleiro como comentador. Há coincidências tramadas, dirão.
    Se é imoral? É com certeza. Se é ilegal? Não, portanto resta a azia habitual.

  19. Nestas coisas que não são únicas, muitos mais casos há noutros sectores da sociedade, a culpa não está do lado de quem esbanja, mas sim do lado de quem atribui os subsídios.
    Os critérios não são de acordo com as reais necessidades, mas sim com os reais interesses e influências.
    Que falta não fariam estes valores ao SNS, à educação, à cultura, quando escrevo cultura é a verdadeira, não aquela que diariamente entra pelas casas e que muito boa gente consome, para mim não é cultura é estupidificação de massas, porque os verdadeiros programas que entram no número restrito da cultura são-nos dados a altas horas da noite.

    1. Sem duvida. A única excepção vai para a RTP3 que por vezes transmite excelentes documentários no horário do telejornal,,,,porque será?

  20. Eu não pagava um cêntimo para ouvir os gritos da garganta dessa mulher, a maior vergonha deste pobre País, isto é a brincarem com os pobres.
    .

  21. Estou farto de ver o nome; Cristina Ferreira. Até muitas fotos, tipo “passe”, aqui no sapo.
    Não posso fazer críticas, porque não a conheço; jamais vi um programa, de ela ou com ela.
    Critico sim, os salários absurdos de umas quantas (vedetas), Cristinas e outros nomes mas, critico muito mais o povo que os alimenta.
    Tenho pena que exista tão pouca capacidade de análise para separar as águas!!!!

  22. A minha enorme indignação, vai para o facto dos canais de TV divulgarem notícias falsas, só porque está na moda, que foi o que aconteceu com todo o histerismo dos jornalistas à volta do caso dos canis clandestinos, sem se preocuparem em apurar a verdade, acusando quem põe em risco a sua vida para salvar PESSOAS e os seus bens, animais e a natureza. Lamentável!

  23. Palavras para quê? É o país que temos e teremos muitos anos. O deserto de educação e civismo do povo português é abismal. Enquanto a educação, o civismo e o Profissionalismo não forem Lei e premiados, nunca sairemos do aquário redondinho.

  24. ficaria admirado que o Pedro nao aproveita-se para nadar no pantano das ilaçoes, para nao dizer populismo barato.

    E ao menos ao lado, digamos, deve acertar nalguma terminaçao.

    Talvez haja aqui um problema de honestidade intelectual.

    O Pedro, nestas materias, continua apanha foguetes, treinador de bancada.

    Azar o meu. continuo ser ver o Pedro antecipar problemas e sugerir soluçoes.

  25. Simpatizo com …….
    É a procuradora geral do estado de um país que só tem valores financeiros porque os reais, desapareceram.

    Desgraçado cantinho à beira-mar plantado.

    Continuem e depois queixem-se que há ditadores.

  26. É lá…104 comentários?! Que a Senhora vende, ai isso não tem dúvida!
    Bem ela dizia ao Rodrigo Guedes, que tudo que se propunha vender, vendia. E, a té aquele copinho barato de vidro que estava na mesa da entrevista,que ” se ela dissesse ás pessoas que era o melhor do mundo” as pessoas comprariam de certeza.- Diz o Rodrigo – se for da SIC é realmente o melhor e tem de o vender…
    -E vendeu…, e mais que lhe apareçam. Agora como patroa…

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