“Boss” Obama!


André Couto,

Dizia este fim de semana José Sócrates que a direita havia ficado economicamente sem ideologia. Constatou um facto. É certo que as mentes mais liberais e simultaneamente com preocupação de manutenção de coerência devem estar há meses em reflexão.

Hoje foi a vez de Barack Obama vir a terreiro, não armado de grandes teorias, mas desferindo um ataque sem precedentes a essa coisa da ausência de intervenção dos Estados sobre os mercados. Numa só intervenção Obama pediu a demissão de Rick Wagoner patrão da General Motors (ao seu lado na fotografia) e exigiu a esta e à Chrysler profundas reformas e a elaboração de um plano de recuperação a ser analisado pelo Governo. Só depois haverá a decisão se o fluxo de capitais governamentais em direcção a estas empresas se mantém.

As reacções contam-se pelos dedos. Continua a ser um dado adquirido que a Obama tudo é permitido.

A importância do cão português


oanonimoanonimo,

Obama conta com todos para levar por diante o seu projecto de uma nova América e de um novo mundo. Entre os que lhe são próximos, haverá, certamente, americanos com raízes em todas as partes do globo. Uns, para o aconselhar nos assuntos da economia; outros, para o ajudar a decidir sobre as questões da guerra; outros para escreverem os seus discursos; outros para ajudar a ultrapassar as inevitáveis trapalhadas a que qualquer político está sujeito. Portugal não fugirá à regra. Não sei se entre o pessoal próximo do presidente eleito haverá alguém com origens em Portugal. Mas a portugalidade marcará presença na Casa Branca, através de um cão de água português, que poderá ser o futuro companheiro de brincadeiras das filhas do presidente, conforme revelou hoje o próprio Barack Obama.