Sem o P, que aqui tem valor diacrónico, as palavras tornam-se homófonas. Aliás esta é uma das maiores burrices do “acordo”, que introduziu divergência ortográfica onde não havia divergência alguma. Lançando por terra a tese de que veio para “unificar”.
Sem o P, que aqui tem valor diacrónico, as palavras tornam-se homófonas.
Não. Duas palavras com a mesma grafia não são necessariamente homófonas. Por exemplo, “meta” e “meta” têm a mesma grafia, mas lêem-se diferentemente. Para se saber como se lê uma palavra e qual o seu significado, é preciso olhar ao contexto.
Lavoura, Lavoura… Aceitemos então este seu argumento e exemplo: O que temos? Uma ortografia, a do seu adorado AO90, que afinal vem complicar tudo, aumentando esses casos em que “para se saber como se lê uma palavra e qual o seu significado, é preciso olhar ao contexto”. Ou muito me engano ou isto é a negação de um dos propósitos – evidentemente mais do que fracassados – do tal acordo. Lavoura, e usando os seus termos, você não para para pensar (veja lá, então, o contexto) e depois dá nisto.
Qualquer norma ortográfica tem que realizar um compromisso entre a adesão a regras simples e a legibilidade. É claro que se poderia escrever “róla” ou “rôla”, “mêta” ou “méta”, “bóla” ou “bôla”, “pâra” ou “pára”, etc; o Acordo Ortográfico, muito corretamente, optou por evitar todos esses acentos, dessa forma simplificando a escrita e diminuindo o número de exceções ortográficas.
Eu aprendi alemão, que é uma língua com uma gramática um bocado mais complexa que a portuguesa, e a professora ensinou-me que o problema dessa gramática não são as suas regras, mas sim as exceções às regras. Uma boa ortografia deve procurar eliminar exceções, as quais em geral são mais difíceis de aprender do que as regras.
“o Acordo Ortográfico, muito corretamente, optou por evitar todos esses acentos, dessa forma simplificando a escrita e diminuindo o número de exceções ortográficas.” Tudo, portanto, pela lei do menor esforço. O que interessa é simplificar, como fim em si mesmo: o que nem sequer foi conseguido. Bem pelo contrário, tantas as duplas grafias (ou mais) admitidas e as divergências com o ramo do português com que inútil e servilmente se procurou uma uniformização. O seu “raciocínio” é bem o exemplo do padrão português: utilitarismo primário e extremo, indigência mental, preguiça impenitente, embrutecimento afirmado com orgulho.
A ortografia “unificada” afinal dá para os dois lados.
É o que está a acontecer em Portugal. Tudo está a dar para os dois lados.
Alguns não dão para lado nenhum. Entre eles, vários anónimos.
«dessa forma simplificando a escrita e diminuindo o número de exceções ortográficas» Deve ser por isso que a seguinte frase pode, com o AO90, ser escrita de oito maneiras diferentes, todas correctas (com maiúsculas/minúsculas, consoantes e acentos opcionais, tudo previsto na nova norma):
Passeámos na Avenida da Liberdade sem grandes expectativas. Passeámos na Avenida da Liberdade sem grandes expetativas. Passeámos na avenida da Liberdade sem grandes expectativas. Passeámos na avenida da Liberdade sem grandes expetativas. Passeamos na Avenida da Liberdade sem grandes expectativas. Passeamos na Avenida da Liberdade sem grandes expetativas. Passeamos na avenida da Liberdade sem grandes expectativas. Passeamos na avenida da Liberdade sem grandes expetativas.
Ora aí está demonstrado como estes imbecis, alegando querer “simplificar” a ortografia, tudo fizeram afinal para complicá-la até à caricatura. Ninguém pode levar a sério esta treta. São burros mesmo.
A etimologia (algo que os acordeiristas tanto desprezam) explica, bem como a forma de entrada das palavras na língua e a sua evolução ao longo do tempo. Mas a base é sempre a etimologia. Acresce que somar mais casos confusos aos que potencialmente já existiam só pode ser burrice. A língua escrita deve desambiguar, não o contrário.
Claro. Como acontece na esmagadora maioria das línguas que se materializam na escrita alfabética. A alternativa fonética, que os acordistas propõem, é bandeira dos analfabetos.
Desta vez, a recessão vai chegar por obra do Banco Central e não do governo.
Já estive em Malaca, lá na Malásia, onde tive a imensa alegria de encontrar lusofalantes malaios – “portugueses”, como se intitulam. Boa gente que ama mais o nosso idioma do que alguns académicos da treta cá do burgo.
O primeiro-ministro fala mal. O presidente não diz coisa com coisa. O líder da oposição tem voz de falsete. Fico na dúvida se o AO veio corrigir os problemas da língua ou se veio certificar os problemas da língua.
Bom, mas a diferença não é só a grafia; está também na fonia. Ainda que eu continue a escrever de acordo com a regra que aprendi.
Sem o P, que aqui tem valor diacrónico, as palavras tornam-se homófonas.
Aliás esta é uma das maiores burrices do “acordo”, que introduziu divergência ortográfica onde não havia divergência alguma.
Lançando por terra a tese de que veio para “unificar”.
Sem o P, que aqui tem valor diacrónico, as palavras tornam-se homófonas.
Não. Duas palavras com a mesma grafia não são necessariamente homófonas. Por exemplo, “meta” e “meta” têm a mesma grafia, mas lêem-se diferentemente.
Para se saber como se lê uma palavra e qual o seu significado, é preciso olhar ao contexto.
Você meta o que quiser onde quiser.
De preferência, longe daqui.
Lavoura, Lavoura… Aceitemos então este seu argumento e exemplo: O que temos? Uma ortografia, a do seu adorado AO90, que afinal vem complicar tudo, aumentando esses casos em que “para se saber como se lê uma palavra e qual o seu significado, é preciso olhar ao contexto”. Ou muito me engano ou isto é a negação de um dos propósitos – evidentemente mais do que fracassados – do tal acordo.
Lavoura, e usando os seus termos, você não para para pensar (veja lá, então, o contexto) e depois dá nisto.
Qualquer norma ortográfica tem que realizar um compromisso entre a adesão a regras simples e a legibilidade. É claro que se poderia escrever “róla” ou “rôla”, “mêta” ou “méta”, “bóla” ou “bôla”, “pâra” ou “pára”, etc; o Acordo Ortográfico, muito corretamente, optou por evitar todos esses acentos, dessa forma simplificando a escrita e diminuindo o número de exceções ortográficas.
Eu aprendi alemão, que é uma língua com uma gramática um bocado mais complexa que a portuguesa, e a professora ensinou-me que o problema dessa gramática não são as suas regras, mas sim as exceções às regras. Uma boa ortografia deve procurar eliminar exceções, as quais em geral são mais difíceis de aprender do que as regras.
“o Acordo Ortográfico, muito corretamente, optou por evitar todos esses acentos, dessa forma simplificando a escrita e diminuindo o número de exceções ortográficas.”
Tudo, portanto, pela lei do menor esforço. O que interessa é simplificar, como fim em si mesmo: o que nem sequer foi conseguido.
Bem pelo contrário, tantas as duplas grafias (ou mais) admitidas e as divergências com o ramo do português com que inútil e servilmente se procurou uma uniformização.
O seu “raciocínio” é bem o exemplo do padrão português: utilitarismo primário e extremo, indigência mental, preguiça impenitente, embrutecimento afirmado com orgulho.
A ortografia “unificada” afinal dá para os dois lados.
É o que está a acontecer em Portugal. Tudo está a dar para os dois lados.
Alguns não dão para lado nenhum. Entre eles, vários anónimos.
«dessa forma simplificando a escrita e diminuindo o número de exceções ortográficas»
Deve ser por isso que a seguinte frase pode, com o AO90, ser escrita de oito maneiras diferentes, todas correctas (com maiúsculas/minúsculas, consoantes e acentos opcionais, tudo previsto na nova norma):
Passeámos na Avenida da Liberdade sem grandes expectativas.
Passeámos na Avenida da Liberdade sem grandes expetativas.
Passeámos na avenida da Liberdade sem grandes expectativas.
Passeámos na avenida da Liberdade sem grandes expetativas.
Passeamos na Avenida da Liberdade sem grandes expectativas.
Passeamos na Avenida da Liberdade sem grandes expetativas.
Passeamos na avenida da Liberdade sem grandes expectativas.
Passeamos na avenida da Liberdade sem grandes expetativas.
Ora aí está demonstrado como estes imbecis, alegando querer “simplificar” a ortografia, tudo fizeram afinal para complicá-la até à caricatura.
Ninguém pode levar a sério esta treta.
São burros mesmo.
A etimologia (algo que os acordeiristas tanto desprezam) explica, bem como a forma de entrada das palavras na língua e a sua evolução ao longo do tempo. Mas a base é sempre a etimologia. Acresce que somar mais casos confusos aos que potencialmente já existiam só pode ser burrice. A língua escrita deve desambiguar, não o contrário.
Claro. Como acontece na esmagadora maioria das línguas que se materializam na escrita alfabética.
A alternativa fonética, que os acordistas propõem, é bandeira dos analfabetos.
Desta vez, a recessão vai chegar por obra do Banco Central e não do governo.
Eu nunca acreditei no Banco Central Europeu.
A culpa é do Passos.
” é do Passos.” Do Paços.
De Ferreira
Passos Dias Aguiar de Mota.
Este assumpto até dá somno.
Mas seria signal de presumpção condemnar o auctor…
Um anonymo!
Viva a etymologia.
Gostu da funética.
Muito bem. Se não fora o Malcata pasteleiro o acordo já teria ido fora.
Há qualquer coisa de premonitório na palavra Malcata.
Eu queria escrever Malaca Casteleiro. A versão que seguiu é devida ao corrector. Achei tanta piada que deixei ir assim.
Já estive em Malaca, lá na Malásia, onde tive a imensa alegria de encontrar lusofalantes malaios – “portugueses”, como se intitulam.
Boa gente que ama mais o nosso idioma do que alguns académicos da treta cá do burgo.
Muitos avisaram de que o AO vinha criar confusões e diferenças onde elas não existiam.
Aí estão elas. Cada qual pior que a outra.
O primeiro-ministro fala mal.
O presidente não diz coisa com coisa.
O líder da oposição tem voz de falsete.
Fico na dúvida se o AO veio corrigir os problemas da língua ou se veio certificar os problemas da língua.
O AO deixou a língua cheia de aftas.