Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana
42 comentários em “Pensamento da semana”
Quero acreditar que muitos de nós permaneçamos cidadãos ainda que por vezes apanhados em iterações.
É a capacidade de chorar com o erro, um choro irrepetível por erros repetidos, que nos faz permanecer cidadãos. Isso, e a incapacidade de aceitarmos uma noção transversal de cidadania.
Faz bem. Mas não é um livro que se “espreite” somente. Deve ser lido com alguma atenção. E também prazer, porque o autor escreve, ocasionalmente, de forma bastante engraçada. E demora a ler, não é um livro pequeno. Eu comprei na FNAC do Chiado em inglês (tradução do original hebraico) por apenas 5 euros.
Porque é que os livros ingleses são incomparavelmente mais baratinhos? Mesmo quando a versão original não é inglesa.
E numa multinacional francesa, como é o caso.
Na Wook é igual
Não uso, mas reconheço que é assim.
Porque política para a cultura significa subsídios, indispensáveis é certo, mas nada mais do que subsídios.
Neste governo ou nos anteriores. É que a Cultura é a parente pobre da Educação, ela própria parente pobre dos Orçamentos.
Quem não acha os orçamentos pobres são as editoras, cartelizadas como estão. (Pedro, eu disse Cartel, não Cartilha!)
Depois deste arremedo de resposta, Vlad, a pergunta permanece 🙁
Pré-candidata-se a comentário da semana, Sarin.
Não era intenção, mas obrigada.
É porque os Ingleses sabem que os seus livros se vendem cá e nós sabemos que os nossos livros nem nós os queremos (tirando a Adília Lopes, o não sei quantos do Porto que escreveu o “Bisonte” e os 2 volumes da poesia de Fernando Pessoa que quem gosta já os tem). Isto para resumir a coisa, claro está.
Ainda que assim fosse,
As editoras nacionais publicam livros de autores ingleses. E de muitas outras nacionalidades.
A pouca procura por literatura nacional continuaria a ser uma questão política: divulgação, prémios, estudo.
Para mim, V. não apenas não resumiu como fez uma abordagem elitista, redutora, financeira… enfim, sumariamente falsa. E como diriam as Adílias desta vida: Foda-se! Nunca pensei colocar o termo finanças numa frase sobre cultura!
Porque as editoras têm pouca produtividade. Mas como os editores são gente de bem progressistas , passe o pleonasmo, não são considerados como os empresários do povo : feios porcos e maus…
“A pouca procura por literatura nacional continuaria a ser uma questão política: divulgação, prémios, estudo.”
Quem diria que a Educação Publica onde se gasta cada ano 8 mil milhões de euros com as crianças adolescentes a penar em mediocridade até ao 12ºano quando não na Universidade não se interessam…Mais várias RTP e RDP…
Estes recursos resultado da violência do Estado ainda não chegam. É preciso os “prémios”, “divulgação”.. é que vai mudar ou seja é preciso ainda mais violência.
Grande contradição, no seu primeiro parágrafo – é que, com muitos ou poucos recursos, as editoras funcionam quase como cartéis: preços semelhantes, podutos semelhantes, grafismos semelhantes, presença em localizações semelhantes. Se aprecia, eu não.
Promover a leitura na Escola, independentemente dos ciclos obrigatórios e de quantos estes são, passa por discutir o que se lê. Passa por ler livros de ficção mas também livros técnicos. E livros de opinião. E de investigação. Para que não se chegue à vida activa sem saber raciocinar sem saber imaginar sem saber comunicar. Haverá sempre uns que terão mais facilidades que outros – mas se não estimular, muitos desses passarão sem conhecer o seu potencial. E quem fala em livros fala em música (sabe que é um óptimo auxiliar pedagógico?), em pintura, em teatro. Estímulo pelo uso.
Onde vê “mais RTP e RDP” eu vejo “mais cuidada programação, mais variada e mais pensada pela política cultural e de cidadania do que pela política financeira”. Mas isso sou eu.
Violência é ter pessoas ávidas por eventos culturais e estes serem divulgados em “Agendas Culturais” suporte papel nos balcões dos serviços camarários e postos de turismo, por exemplo. Ou espectáculos cujos bilhetes esgotam na primeira meia-hora porque alguns cidadãos têm acesso a informação privilegiada. Violência é ter manifestações culturais diversificadas um muito por todo o país e o senhor não o saber eu não o saber os vizinhos mais distantes neste Portugal tão pequeno não o saberem porque não existe uma rede agregadora da informação. Mas enfim, há sempre quem confunda divulgação com anúncios na televisão. Os gregos tinham 9 Musas e as Artes são 7… em constante reinvenção.
A cultura não é um bem transaccionável. Tem custos mas, como em tudo, estes são muito mais elevados quanto menos se investe em estratégias de longo prazo. E por estratégias entendam-se políticas multiministeriais, não apenas Planos Nacionais de Leitura e Prémios Camões.
Violência é obrigar a participar os outros que não querem participar. Sabe Eugenismo, Escravatura
Socialismo só existe com armas e violência para obrigar as pessoas a participar.
Como é óbvio de si, quando faltam argumentos tivemos o que Orwell bem descreveu: manipulação da linguagem.
Como é óbvio de mim, a cultura é o paradigma da violência. Nefanda por obrigar a pensar, deveria ser abolida para que a incultura criasse uma nova sociedade.
Levar com o Kapital na moleirinha transtornaria qualquer um…
Mas descanse, para a paz caminhamos.
Não saiu assinado por motivo desconhecido.
Óbvio ou não, é de mim.
É mais um exemplo , você precisa de violência para que a sua “cultura” exista. Precisa de ir buscar dinheiro aos “incultos” e se estes disserem não vão para a cadeia.
Enquanto a SIC(por exemplo) não precisa da violência para existir, a RTP precisa. A SIC não obriga, a RTP obriga .
Qualquer pessoa que for obrigada a fazer parte de algo com que não concorda é violência não ser que essa pessoa concorde com as regras subjacentes.
Objecção de Consciência sabe o que é?
Depois do que lhe tenho lido, desconfio que seja quando a consciência objecta em se revelar.
Algo entre falar com Morfeu ou com a Lúcia no Céu.
Alvíssaras um dia.
Por motivos desconhecidos, a resposta saiu anónima.
Mas espero que seja óbvia de mim. Sarin
Nascemos no meio da imundície. E após darem-nos banho julgamo-nos limpos de julgamento. Vem então a água de colônia e a ingente missão de crermo-nos gente. E adespois no meio de um meio ruído, num gemido balido, vá lá, tornamo-nos renovada imundície.
“Nascemos no meio da imundície” É o pecado original. “E após darem-nos banho” É o baptismo. “julgamo-nos limpos de julgamento.” Desapareceu o pecado original e estamos puros e aptos para o paraíso.
Quero muito acreditar no comentário de Sarin. Em contrapartida quedo-me a cogitar se com o advento do CRUSH da IBM , por exemplo, o pensamento da semana do Pedro pissa ser mais próximo da realidade do que poderíamos pretender.
Maria Dulce, não sou dada a apontar gralhas, mas a esta tiro-lhe o chapéu que não uso: é de mestre, usar assim o verbo poder! A palavra homófona dada não se olha o dente, pelo menos não em tal contexto – que em mim evoca sempre o filme “de terror” Matrix.
Não me perguntem quando e como tal situação acabará… nem se acabará… O que eu sei é que, enquanto as classes dominantes (perdão, a classe dominante, porque só há uma – a do dinheiro) dominar os sistemas educativos, que entretanto transformou em gigantescos armazéns de juventude de consumo acrítico, direto e diferido, nem algoritmos seremos, mas uma imensa e incontável carne para canhão, disforme e fumegante! João de Brito
Quero acreditar que muitos de nós permaneçamos cidadãos ainda que por vezes apanhados em iterações.
É a capacidade de chorar com o erro, um choro irrepetível por erros repetidos, que nos faz permanecer cidadãos.
Isso, e a incapacidade de aceitarmos uma noção transversal de cidadania.
Quero acreditar também nisso. Infelizmente somos cada vez mais encarados como simples “algoritmos”. Meras formigas no carreiro.
Mas há sempre pelo menos uma formiga que grita “mudem de rumo, mudem de rumo”, não? Seja por cair ao Tejo seja por trepar à varanda.
Caso contrário, o que estaríamos aqui a fazer? Placebo?
Sobre temas relacionados com este pensamento, vale a pena ler o último livro de Y.N. Harari.
Vou espreitar.
Faz bem.
Mas não é um livro que se “espreite” somente. Deve ser lido com alguma atenção. E também prazer, porque o autor escreve, ocasionalmente, de forma bastante engraçada. E demora a ler, não é um livro pequeno.
Eu comprei na FNAC do Chiado em inglês (tradução do original hebraico) por apenas 5 euros.
Parece-me uma boa sugestão. E o preço é aliciante.
Fica a pergunta :
Porque é que os livros ingleses são incomparavelmente mais baratinhos? Mesmo quando a versão original não é inglesa.
E numa multinacional francesa, como é o caso.
Na Wook é igual
Não uso, mas reconheço que é assim.
Porque política para a cultura significa subsídios, indispensáveis é certo, mas nada mais do que subsídios.
Neste governo ou nos anteriores.
É que a Cultura é a parente pobre da Educação, ela própria parente pobre dos Orçamentos.
Quem não acha os orçamentos pobres são as editoras, cartelizadas como estão. (Pedro, eu disse Cartel, não Cartilha!)
Depois deste arremedo de resposta, Vlad, a pergunta permanece 🙁
Pré-candidata-se a comentário da semana, Sarin.
Não era intenção, mas obrigada.
É porque os Ingleses sabem que os seus livros se vendem cá e nós sabemos que os nossos livros nem nós os queremos (tirando a Adília Lopes, o não sei quantos do Porto que escreveu o “Bisonte” e os 2 volumes da poesia de Fernando Pessoa que quem gosta já os tem). Isto para resumir a coisa, claro está.
Ainda que assim fosse,
As editoras nacionais publicam livros de autores ingleses. E de muitas outras nacionalidades.
A pouca procura por literatura nacional continuaria a ser uma questão política: divulgação, prémios, estudo.
Para mim, V. não apenas não resumiu como fez uma abordagem elitista, redutora, financeira… enfim, sumariamente falsa. E como diriam as Adílias desta vida: Foda-se! Nunca pensei colocar o termo finanças numa frase sobre cultura!
Porque as editoras têm pouca produtividade. Mas como os editores são gente de bem progressistas , passe o pleonasmo, não são considerados como os empresários do povo : feios porcos e maus…
“A pouca procura por literatura nacional continuaria a ser uma questão política: divulgação, prémios, estudo.”
Quem diria que a Educação Publica onde se gasta cada ano 8 mil milhões de euros com as crianças adolescentes a penar em mediocridade até ao 12ºano quando não na Universidade não se interessam…Mais várias RTP e RDP…
Estes recursos resultado da violência do Estado ainda não chegam.
É preciso os “prémios”, “divulgação”.. é que vai mudar ou seja é preciso ainda mais violência.
Grande contradição, no seu primeiro parágrafo – é que, com muitos ou poucos recursos, as editoras funcionam quase como cartéis: preços semelhantes, podutos semelhantes, grafismos semelhantes, presença em localizações semelhantes. Se aprecia, eu não.
Promover a leitura na Escola, independentemente dos ciclos obrigatórios e de quantos estes são, passa por discutir o que se lê. Passa por ler livros de ficção mas também livros técnicos. E livros de opinião. E de investigação. Para que não se chegue à vida activa sem saber raciocinar sem saber imaginar sem saber comunicar.
Haverá sempre uns que terão mais facilidades que outros – mas se não estimular, muitos desses passarão sem conhecer o seu potencial.
E quem fala em livros fala em música (sabe que é um óptimo auxiliar pedagógico?), em pintura, em teatro. Estímulo pelo uso.
Onde vê “mais RTP e RDP” eu vejo “mais cuidada programação, mais variada e mais pensada pela política cultural e de cidadania do que pela política financeira”. Mas isso sou eu.
Violência é ter pessoas ávidas por eventos culturais e estes serem divulgados em “Agendas Culturais” suporte papel nos balcões dos serviços camarários e postos de turismo, por exemplo. Ou espectáculos cujos bilhetes esgotam na primeira meia-hora porque alguns cidadãos têm acesso a informação privilegiada. Violência é ter manifestações culturais diversificadas um muito por todo o país e o senhor não o saber eu não o saber os vizinhos mais distantes neste Portugal tão pequeno não o saberem porque não existe uma rede agregadora da informação. Mas enfim, há sempre quem confunda divulgação com anúncios na televisão.
Os gregos tinham 9 Musas e as Artes são 7… em constante reinvenção.
A cultura não é um bem transaccionável. Tem custos mas, como em tudo, estes são muito mais elevados quanto menos se investe em estratégias de longo prazo. E por estratégias entendam-se políticas multiministeriais, não apenas Planos Nacionais de Leitura e Prémios Camões.
Violência é obrigar a participar os outros que não querem participar.
Sabe Eugenismo, Escravatura
Socialismo só existe com armas e violência para obrigar as pessoas a participar.
Como é óbvio de si, quando faltam argumentos tivemos o que Orwell bem descreveu: manipulação da linguagem.
Como é óbvio de mim, a cultura é o paradigma da violência. Nefanda por obrigar a pensar, deveria ser abolida para que a incultura criasse uma nova sociedade.
Levar com o Kapital na moleirinha transtornaria qualquer um…
Mas descanse, para a paz caminhamos.
Não saiu assinado por motivo desconhecido.
Óbvio ou não, é de mim.
É mais um exemplo , você precisa de violência para que a sua “cultura” exista.
Precisa de ir buscar dinheiro aos “incultos” e se estes disserem não vão para a cadeia.
Enquanto a SIC(por exemplo) não precisa da violência para existir, a RTP precisa. A SIC não obriga, a RTP obriga .
Qualquer pessoa que for obrigada a fazer parte de algo com que não concorda é violência não ser que essa pessoa concorde com as regras subjacentes.
Objecção de Consciência sabe o que é?
Depois do que lhe tenho lido, desconfio que seja quando a consciência objecta em se revelar.
Algo entre falar com Morfeu ou com a Lúcia no Céu.
Alvíssaras um dia.
Por motivos desconhecidos, a resposta saiu anónima.
Mas espero que seja óbvia de mim.
Sarin
Nascemos no meio da imundície. E após darem-nos banho julgamo-nos limpos de julgamento. Vem então a água de colônia e a ingente missão de crermo-nos gente. E adespois no meio de um meio ruído, num gemido balido, vá lá, tornamo-nos renovada imundície.
Porca miseria, quanto è bella la vita
“Nascemos no meio da imundície” É o pecado original.
“E após darem-nos banho” É o baptismo.
“julgamo-nos limpos de julgamento.” Desapareceu o pecado original e estamos puros e aptos para o paraíso.
Mande-me o NIB, para lhe enviar um Pé de Meia!
Quero muito acreditar no comentário de Sarin.
Em contrapartida quedo-me a cogitar se com o advento do CRUSH da IBM , por exemplo, o pensamento da semana do Pedro pissa ser mais próximo da realidade do que poderíamos pretender.
O senhor Zuckerberg, entre outros, transformou-nos em algoritmos, Dulce.
Carne para canhão das multinacionais tecnológicas.
Maria Dulce, não sou dada a apontar gralhas, mas a esta tiro-lhe o chapéu que não uso: é de mestre, usar assim o verbo poder! A palavra homófona dada não se olha o dente, pelo menos não em tal contexto – que em mim evoca sempre o filme “de terror” Matrix.
É tabletês Sarin… ou então pensamentos cruzados, sei lá…
Pensamentos cruzados ou Actos Falhados? Eis a questão
Só sei que nada sei e a questão pode entrar ser ou não ser e por aí fora
realmente é verdade .
https://sonhareviveravida.blogs.sap o.pt/lara-croft-cd-3592
Premonitório, esse filme.
Hoje eu sou (nós somos) um NIF obrigatório com um nome opcional .
Nasci com um nome e vivo como um NIF.
Rui Carlos
Impossível. Um algoritmo é uma operação lógica.
Existem verdades ilógicas (duas rectas no espaço infinito tocam-se) e mentiras lógicas (lei da inércia de Aristóteles ).
Não me perguntem quando e como tal situação acabará… nem se acabará…
O que eu sei é que, enquanto as classes dominantes (perdão, a classe dominante, porque só há uma – a do dinheiro) dominar os sistemas educativos, que entretanto transformou em gigantescos armazéns de juventude de consumo acrítico, direto e diferido, nem algoritmos seremos, mas uma imensa e incontável carne para canhão, disforme e fumegante!
João de Brito