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Queriam a “independência”, em evidente violação da Constituição de Espanha e do Estatuto da Catalunha que eles próprios votaram e em colisão com a vontade maioritária dos catalães.
Acabaram, obviamente, por não alcançar independência alguma. E ainda conseguiram, como brinde para tanto dislate cometido na vertigem suicidária em que mergulharam nos últimos meses, a suspensão da autonomia catalã. Conseguiram, em suma, que a Catalunha permaneça há seis meses sem Governo próprio – desde logo porque não se entendem para nomear e votar um.
Vivem em permanente negação e em permanente contradição. Asseguram ter um amplo apoio internacional e foram incapazes de vislumbrar uma só chancelaria estrangeira solidária com a acção separatista. Dizem-se republicanos mas refugiam-se em países onde vigora a monarquia, como a Bélgica e o Reino Unido. Odeiam Rajoy mas tudo fazem para que o Governo central assuma o controlo político e administrativo da Catalunha, face à incapacidade dos nacionalistas em formar um Executivo em Barcelona. Juram abominar o Estado espanhol mas mantêm os seus representantes bem sentados e aconchegados nos órgãos do Estado, nomeadamente no Congresso dos Deputados e no Senado em Madrid.
Afirmam-se amordaçados mas pretendem por sua vez amordaçar os defensores da independência da Tabárnia. Mas não conseguirão. Ninguém há-de calar a voz dos tabarnienses oprimidos.

Tenho alguns amigos na Catalunha , e , de facto , são mais as vozes que as nozes : não se passa nada de nada , a vida segue normal .Um tolo ou dois queimam contentores de lixo e pouco mais ; os jornais fazem escândalo e pouco mais .Ou seja , a luta pela independência é a modos que uma palhaçada virtual ,muito pós pós- moderna 🙂
Agora nem podem dizer “Hay Gobierno? Soy contra.”
Porque não conseguem formar governo. É o que acontece quando se tenta somar a direita conservadora à extrema-esquerda: nem geringonça chegam a ser.
Os separatistas estão irremediavelmente separados.
E, entretanto, o governo “opressor” que faz “presos políticos” abdicou da defesa do castelhano no ensino público: http://www.lavanguardia.com/politica/20 180405/442183182883/gobierno-desiste-int roducir-castellano-escuelas-catalanas-me ndez-de-vigo.html
De facto, maior sinal de “opressão” não há.
Morte ao Franco, já!
Por cá a cultura é a “última moda” das calinadas do costa, a encenadora do BE, acompanha….
São catalães?
Por cá:
Nunca nenhuma companhia de teatro levou à cena uma peça tão brilhante: – “KOSTA DÁ” ….encenada pela D. Catarina uma “excelente actriz” ….
Esta foi de mestre: — Merece um Globo de m****— os outros tiram “eu” dou mais!
Jerónimo , poe-te a pau!
Pela Tabárnia livre!
Qualquer Constituição não tenha mecanismo de secessão é opressiva.
Que chatice. Acabo de descobrir que a Constituição da República Portuguesa é “opressiva”.
Qualquer Constituição que proíba a maconha é opressiva! Tenho dito…
E o vampirismo.
Qual a Dúvida que a Constituição Portuguesa é opressiva, não caminha para o Socialismo para começar?
Não proíbe a autodeterminação de qualquer região ou pessoa?
Até é Orwelliana com artigos que se contradizem para o poder do momento ter discricionariedade de a aplicar a uns e não a outros.
Tome cautela: a “orwelliana” Constituição portuguesa ainda lhe cala o pio.
O que seria mais uma demonstração do facto não é?
Pedro, o lucky não entende…
Parece-me um facto cada vez mais notório, João.
São vocês que não entendem o nome do vosso blog…
Até querem que outros me “calem o pio” por cometer um Delito de Opinião.
Calar o pio?
Você é um dos comentadores mais assíduos e mais estridentes.
A “Tabárnia” é uma falácia. É que, o “direito à autodeterminação dos povos”, no qual se baseia o direito à secessão de uma qualquer parcela de um Estado, só se aplica a nações (bem ou mal) internacionalmente reconhecidas como tal pela sua homogeneidade cultural, étnica, etc. Ora, a Catalunha é uma nação internacionalmente reconhecida; a “Tabárnia” é apenas um conjunto de indivíduos.
O direito à independência é reconhecido a povos, a nações; não a todo e qualquer conjunto de indivíduos, a todo e qualquer conjunto de unidades territoriais.
É um ponto de vista. Não quer dizer que esteja certo, mas é um ponto de vista. Principalmente quando diz que a Catalunha é uma nação internacionalmente reconhecida, pela Venezuela e talvez pela Rússia que sonha em ter um porto no Mediterrâneo para encostar os barquinhos de guerra. O de Barcelona vinha mesmo a calhar.
No meu comentário estava claro, pensava eu, que a palavra “nação” não era utilizada como sinónimo de “Estado”. Assim, quando escrevi que “a Catalunha é uma nação”, refiria-me à existência da nação, ou do povo, catalão, não me refiria a um Estado catalão – que, como é evidente, presentemente não existe.
Penso ser consensual que existe uma nação, ou um povo, catalão – definidos por uma língua particular e por costumes culturais peculiares. Pelo contrário, não existe qualquer povo tabarnês ou nação tabarnesa.
Já agora explique-me uma coisa caro Luís: em que é que a Catalunha tem costumes e cultura peculiares? A língua é claro, mas da cultura e dos costumes, nunca me apercebi (certamente é falta de conhecimento meu) de algo assim tão peculiar em relação ao resto de Espanha.
Note: eu sei que têm pratos típicos, mas issoé verdade em toda a Espanha (como é verdade das várias regiões portuguesas). Sei que têm tradições específicas, mas isso é igualmente verdade etc e tal. Ainda assim muitas das coisas que os catalães invocam fazem pouco sentido, como a história do trabalho (supostamente eles trabalham e o resto da Espanha tem festas – tretas) ou da cultura (Barcelona é um centro de cultura como muitas cidades acabam por o ser).
Estiva na Catalunha apenas 3 vezes. Em todas elas só me apercebi de estar lá devido à língua (e nem em todo o lado, não é maioritária). Não digo que não haja essa tal cultura própria, mas não vejo como se pode falar nisso assimd e forma tão definitiva como eles fazem.
Também a Terra de Miranda:
Língua própria:
Mirandês.
http://www.mirandadodouro.com/dicionario/t raducao-portugues-mirandes/Olá%20Lavoura, %20tudo%20bem?/
Cultura própria:
https://www.coolture.pt/event/xix-festiv al-sabores-mirandeses-2018/
Para haver Nação não necessita haver “um” povo. Poderão haver Estados com diversos povos (México) e Nações com “povos” idênticos (Galegos e Minhotos; “povos” raianos).
Aliás não existe Nação/nacionalismo sem Estado moderno. A Nação pré- Estado chama-se tribo…e para lá vamos, não tarda!
“só se aplica a nações (bem ou mal) internacionalmente reconhecidas como tal pela sua homogeneidade cultural, étnica, etc”
Portanto as únicas nações reconhecidas de hoje, segundo os critérios de ontem, são as remotas ilhas do Pacifico e as tribos perdidas dos pigmeus.
Pois é Pedro, parece que se esqueceu da decisão de um tribunal superior alemão, que se recusou a extraditar Puigdemont colocando-o em Liberdade, por entender que a acusação que o Estado espanhol lhe fazia por suposta “rebelião”, não tem qualquer fundamento.
Estamos perante uma verdadeira humilhação do Estado espanhol, centralista e autoritário, que levou uma verdadeira lição em termos jurídicos e mesmo em termos politico/democráticos, com óbvias repercussões a nível internacional e a nível interno particularmente na nação catalã.
De acrescentar que o Estado espanhol, utilizando métodos repressivos e anti democráticos, tudo tem feito para impedir a constituição de um governo na Catalunha, recorrendo nomeadamente a prisões arbitrárias. É uma atitude vergonhosa de um país membro da UE, UE esta que é rápida e exímia a condenar situações semelhantes em países extra comunitários ( vidé Russia, por exemplo), mas que assume uma postura cúmplice relativamente ao estado espanhol e aos seus desmandos autoritários e anti democráticos. Enfim, infelizmente já estamos mais ou menos habituados a esta politica de dois pesos e duas medidas por parte das instâncias dirigentes da UE, e de muitos dos seus membros.
Fantástico raciocínio.
As decisões dos tribunais superiores espanhóis (Supremo e Constitucional) são péssimas e “repressoras”.
Uma decisão de um tribunal alemão é óptima e “libertadora”.
Eis a típica opinião ‘à la carte’: tem a mesma consistência que uma bola de sabão soprada ao vento.
(Azar: logo a Alemanha, que tem leis mais restritivas e penalizadoras do que Espanha em matéria de separatismo territorial.)
Não foi somente a Alemanha: a Bélgica e a Suíça fizeram o mesmo que a Alemanha, recusando-se a extraditar cidadãos espanhóis com base na acusação de “rebelião”.
Ou seja, não se trata somente da “justiça” espanhola contra a alemã, mas da “justiça” espanhola contra a de diversos países europeus.
Parece que, tal como na parada militar em que somente um soldado marcha ao passo certo, também na Europa somente a “justiça” espanhola consegue discernir a “rebelião” dos catalães.
O Secessionismo na Suíça e na Bélgica está sempre presente…Daí a sua simpatia pelos separatismos.
Na Suíça:
Mouvement autonomiste jurassien (MAJ) was formed from a fusion of the Rassemblement jurassien (RJ) and the Unité jurassienne (UJ) groups. Another separatist group is Mouvement Indépendantiste Jurassien (MIJ), formed in 1990.
Due to the remaining separatist faction in Moutier, another poll was held in 1998, but the district again decided to remain Bernese. But in 2006, the autonomist parties gained a majority in the regional elections.
Na Bélgica nem vale a pena falar!
Pedro, só quero acrescentar que este comentário do suposto anónimo das 13.44, é meu, Orlando. Não sei porque razão surgiu anónimo. Mistérios da net ( risos).
O mais relevante foi o facto do tribunal alemão vir confirmar aquilo que diversos juristas portugueses ( entre os quais me incluo) e estrangeiros já tinham constatado: a acusação de rebelião por parte do estado espanhol não tinha qualquer fundamento jurídico. Mais uma vez se confirma a arbitrariedade que grassa no seio do estado espanhol, confirmada na forma desastrosa como tem gerido a questão catalã.