Sobre a “peça”, suspensórios e a História


blogprimario67637,

É óbvio que Adolfo Mesquita Nunes só poderia responder com a ironia e o savoir-faire que se lhe conhece à inanidade proferida por Fernando Rosas. Rosas é um cromo perigoso. À medida em que outros melhores do que ele foram falecendo, tornou-se – através de um caminho das pedras mediático – porta-voz de uma pseudo-realidade passada que nunca aconteceu. O PC despreza-o. Perdeu inúmeros compagnons de route pelo caminho que o abandonaram, em particular entre os anos 70 e 80, e tornou-se um divulgador de fake news sobre o que passou quando era novo e já poucos se recordam. Agora, decidiu falar de modernidade e criticar um político que assumiu a sua opção sexual. Ele – Fernando – lá saberá o que faz, porque o faz e etc. Quanto a mim, o Adolfo tem toda a razão. Não fazendo subir o senhor Rosas até ao palanque do debate inteligente, foquemo-nos nos suspensórios. E, já agora, também no título que acompanha este cartaz; “As peças que acompanham a História”. A peça já é conhecida. Se ele a acompanha, à História? Tenho sérias dúvidas. Quanto a que contributos deu, dará ou tira a essa “História”, isso, um dia, ainda será objecto de tese. 

 

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15 comentários em “Sobre a “peça”, suspensórios e a História”

  1. Não perfilhando o ideário politico de Adolfo Mesquita Nunes…quero eu dizer, vai na volta e após uma almoçarada até era capaz de me filiar no CDS… tenho a dizer, repetindo-me, aqui no DO, que nele lhe admiro a juventude e a sua craveira intelectual…Enquanto houver “putos” destes tenho esperança no país.

    Quanto ao Rosas, já aqui também o disse, não o conhecendo, pessoalmente, acho-o meio tótó…

    1. Para saber sobre a peça-de-suspensórios, veja no Blog gremlin Literário o texto “O macho ibérico (moderno)”

      1. “não dispensa o uso de suspensórios, talvez por serem a única forma eficaz de suster uma formidável tomatada a partir dos ombros sem arriscar hérnias ou outros problemas de coluna resultantes das deslocações do centro de gravidade decorrentes da sua oscilação.”

  2. Eu sempre pensei que o BE era mesmo um partido modernaço. Mas nunca me passou pela cabeça que quisessem o monopólio da modernidade. Estou em crer que um dia destes o BE proporá quotas por antiguidade-moderna. Claro que isto, a meu ver, só ocorrerá depois de Catarina se reformar. Primeiro as senhoras!

  3. A orientação sexual de cada um não é de modas, só é e aceita-se como é. Nos homo ou hetero ou outra coisa qualquer que exista não serve de critério. Parece-me mau gosto e parolice usá-la. Venha de onde vier.

    1. “pronunciar-se contra o “capitalismo selvagem e a irracionalidade neoliberal”, assumindo-se como “um Papa dos oprimidos”. Mas olhe que, por acaso, se o Papa não cumpriu este desiderato tem andado lá próximo.

  4. Fernando Rosas não é tótó, nem é um cromo. è só o tipo mais próximo de Estaline que conheço em Portugal. Quadrado, de raciocínio unidimensional e quadro moral fechado em meia dúzia de preconceitos, grunho de esquerda, gostaria que Potugal nunca tivesse saido do Gonçalvismo e quem nao concirda para o Campo Pequeno.

    Um homem odioso.

  5. “nada de novo debaixo do sol”.Tenha paciência,a Natureza é criativa,surpreende-nos. Calha sempre ter accionado o botão mute quando o obeso dr. abre a boca mas estes olhos vêem suspensórios com padrões diferentes conforme o dia
    da aparição televisiva.Não acontecerá o mesmo com a doutrina ?

  6. Mais um (o Sr. Dr. Adolfo Mesquita Nunes) que acabou por ser vítima da inveja de outro (Sr. Dr. Fernando Rosas). E tudo por culpa de uns míseros suspensórios (que estão a servir de alegoria para um “tu tás mas é chateado porque o meu partido é mais giro e cool do que o teu”).
    Que triste é a inveja…
    Fora isso, não se pode deixar de reparar no seguinte: os partidos da esquerda mais revolucionária e fraturante – que tanto defendem e acarinham os direitos da minorias étnicas, sexuais e outras que tais – não têm um único deputado ou político gay ou pertencente a uma minoria étnica. Os partidos mais à direita (ou, pelo menos, não tão à esquerda) são os únicos em que se aceitam tais “modernices”. Exemplo: o fascista CDS-PP (com os Srs. Drs. Narana Coisorró, Hélder Amaral e Adolfo Mesquita Nunes) e o indefinível PS (com os Srs. Drs. Alexandre Quintanilha e António Costa). Vá lá uma pessoa entender os meandros dessa coisa estranhíssima que é a política…

  7. Estáline não permitiria fáxistas homossexuais nem trotsquistas gais.
    O Pai dos Povos não usava suspensórios,o cano das botas segurava as calças.

    1. E teria Estaline, ao menos, permitido a existência de visiting scholars?
      Esta é que é a questão que vale 1 milhão de euros…

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