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«É impossível anular as medidas de repressão contra a imprensa. Nós, os bolchevistas, temos dito sempre que, ao tomarmos conta do poder, suprimiríamos a imprensa burguesa. Tolerar a existência da imprensa burguesa significa deixar de ser socialista. Quando se faz uma revolução, não se pode contemporizar: ou se segue para a frente, ou se retrocede. Aquele que fala de liberdade de imprensa recua e paralisa a nossa marcha para a frente, para o socialismo… (…) É impossível separar a questão da liberdade de imprensa dos outros problemas da luta de classes. Tínhamos prometido suprimir esses jornais e assim fizemos. A imensa maioria do povo aprova-nos.»
Lenine, numa intervenção pública a 17 de Novembro de 1917, citado por John Reed, Dez Dias que Abalaram o Mundo (1919), p. 292
Ed. Círculo de Leitores, 1975. Tradução de José Octávio.

É complicado, Pedro!
A sobrevivência do comunismo, na URSS, dependia do “contágio ” mundial da doutrina.
Tal como hoje o neoliberalismo (desregulamentação da economia ) depende, para a sua sobrevivência, do seu alastramento mundial, através de estruturas supranacionais (ninguém normal quererá abdicar de Direitos Laborais justos)
O Comunismo, como o neoliberalismo, são anti-naturais (abolição da propriedade privada – o neoliberalismo ao diminuir salários/aumento da divida, e aumentando os custos de contexto , visa abolir também o pequeno negócio /pequeno empresário/propriedade. O capitalismo actual visa a fusão, a corporação, os conglomerados empresariais que arruinarão o pequeno empreendedor, o negócio de pequena escala. Em última análise terá como consequência final a destruição do Mercado Livre concorrencial.
Veja a capa do Sol, onde se destaca a Operação Fizz (procuradores que arquivaram processo a Manuel Vicente classificados com Excelente ). Veja depois quem é proprietário do Sol. Lenine inferia que a comunicação social se detida pelos grandes capitalistas viciaria o sistema político pela manipulação da Opinião Pública.
A nossa natureza é imperfeita daí qualquer sistema que a tente “aperfeiçoar “tenha que ser imposta quer por via de leis, legitimadas pelo parlamento , mas não pelos eleitores (as falsas promessas eleitorais) quer por via da supressão de liberdades/ ditaduras.
Lenine tinha razão. Lembrando Emídio Rangel- “vendemos sabonetes como presidentes”
Com Lenine, Rangel não venderia sabonetes. Iria lamber sabão macaco na Sibéria. Se escapasse vivo.
Quem tem dinheiro controla a imprensa. Mas não se pode permitir que o poder político controle a imprensa. Porquê? Porque pode ir para o poder aqueles em que a arraia miúda vote.
Que horror, a “imprensa”. É acabar com ela, como fez o bisavô Lenine. Pum!
“É acabar com ela, como fez o bisavô Lenine. Pum!” Não é acabar com ela: é pôr na lei, ou melhor, na Constituição, que só quem tem dinheiro pode controlar a imprensa. Assim não há risco.
Até editar o ‘Borda d’ Água’ exige dinheiro.
Se você conhece o segredo de produzir jornais sem dinheiro, candidata-se desde já ao Nobel da Economia.
Ou a bastonário da Ordem dos Caloteiros.
Pedro, se a Arte não deve estar dependente das leis e gostos do mercado, do momento, porque não subsidiar o Jornalismo? Aliás nem a Banca está sujeita ao Mercado
Se existem Fundações que não servem para cousa alguma, porque não apoiar com verbas estatais o jornalismo? – se existem fundos para os Sobreiros porque não para a Comunicação Social?
O Jornalismo para mim é um órgão de soberania. Talvez o mais importante ( a par da justiça )desde que há voto livre e universal .
Já temos “jornalismo” subsidiado, Vlad.
É o Diário da República.
Exemplos apenas para a Comunicação Social escrita:
Diminuição do IVA ( O% como nos médicos ), e demais carga fiscal. ….IRC, IRS…..
Como não tem argumentos entra pela gozação.
Exemplo de “entrar pela gozação”: um gajo assinar Zé Ninguém.
Datado, o Marxismo evoluiu e no Ocidente já se está nas tintas para o Comunismo.
O pensamento do Marxista hoje é tomar conta das instituições começando por aquelas que facilitam a educação das massas: TV’s, jornais, a escola e a universidade.
Com isto pode-se mudar a linguagem, ou seja mudar a Overton Window.
Por isso o jornalismo Marxista escreve o Líder Cubano não escreve o Ditador Cubano.
Gramsci ensinou.
E o resultado do Marxismo é como sempre o Fascismo. Pois é o única coisa que saiu do Marxismo que funciona.
“Por isso o jornalismo Marxista escreve o Líder Cubano não escreve o Ditador Cubano.”
E escreve Presidentes Putin, Xi Jinping, João Lourenço, e Rei, Salman bin Abdulaziz Al Saud….
Rupert Murdoch, é comunista e a 21st Century Fox uma agência ao serviço da Internacional.
Não notaste que esses não têm pele branca? para o xenofobia anti-ocidental da cultura Marxista se fossem brancos já seriam Ditadores, Franco, Pinochet , Salazar nunca foram legitimados pelo jornalismo como líderes do seus países.
Sempre foram ditadores.
Ilegítimos portanto. E bem.
Ora designar alguém como líder como faz o jornalismo Marxista pelo contrário é alguém que não se discute. O Jornalismo Marxista eleva cada ditador e legitima-o desde que não represente o Ocidente.
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Já deverias saber 🙂 que para a maior parte dos capitalistas a única política que interessa são eles. Cultura política valem zero ou perto disso.
Desde que empresa dê lucro – não confundas lucro com dinheiro, o maior lucro é o poder de influenciar não é $$$ – está tudo bem. Por isso é que aceitam e pagam o jornalismo Marxista.
Exemplo recente:
É fácil notar que apesar dos frequentes tiroteios nas escolas e universidades o jornalismo não fala da opressão no Ensino que seria a sua narrativa típica pois é o que faz sempre em outras circunstâncias. Ao invés fala só das armas para desviar as atenções, pois obviamente quem manda no ensino são os Marxistas.
Agora imagina como que seriam as “notícias” do mesmo jornalismo marxista se os frequentes tiroteios fossem em empresas e não no sistema de ensino?
Qual seria a narrativa?
Claro a opressão das empresas, a opressão do capitalismo em todos os jornais com artigos artigos de “opinião” de “organizações sociais” e “sindicalistas” etc etc…
O que o Marxista-Leninista fazia por convicção, e às claras, é hoje feito pelo NeoCon-NeoLib, às escondidas, através do seu poder económico.
Por um lado conclui-se que nem extrema esquerda (PCP) nem extrema direita (CDS, e ala NeoLib que representa 1/3 do PSD) são plenamente democráticos.
Por outro lado conclui-se que os dois lados têm razão nos medos que sentem um pelo outro, pois o perigo de ambos é bem real.
Imprensa controlada pela esquerda no séc- XXI em Portugal: zero.
Imprensa controlada pela direita no séc. XXI em Portugal: toda:
– Expresso e SIC (fundador do PSD);
– Público (Belmiro de Azevedo);
– Sol e jornal I: “capitalistas” do regime Angolano;
– Correio da Manhã e Jornal de Negócios (Cofina e Celtejo);
– TVI e Eco (Media Capital);
– Observador (toda a corja saudosista fascista que restou da revolução);
– RTP (nomeados e cunhas de Miguel relvas e Poiares Maduro);
– Jornal de Notícias, etc (grupo dos “Azevedos”);
– já para não falar de tudo quanto é a restante “imprensa” económica nacional e estrangeira;
Ficou tudo muito bem definido quando percebemos a “linha editorial” nos primórdios da Geringonça parlamentar. Agora que mostraram a cara, já não podem voltar a colocar a máscara.
Bem vindos à “democracia”… prometeram proteger-nos do Comunismo… acabaram a fazer tão mal ou pior, e às escondidas, ao contrário do corajoso (mas igualmente reprovável) Lenine que o afirmou de forma transparente.
Valha-nos, aos 67% (2 terços) do eleitorado de esquerda e centro-esquerda) a existência de notícias feitas sem o “filtro editorial” dos NeoCon-NeoLib que dominam a restante imprensa, no Esquerda.net e no Geringonça.com, e em agências independentes como a Associated Press, a Reuters, a Lusa em Portugal (por um triz escapou às garras do Balsemão), e jornais de referência como o New York Times, e o grupo corajoso de verdadeiros jornalistas da Investigate Europe.
Uff. Felizmente resta-nos o ‘Avante!” para sabermos o que é o verdadeiro jornalismo.
E a Playboy
Infelizmente, essa já não é o que era.
Como o ‘Pravda’, aliás.
As tradições vão-se perdendo.
Não goze, argumente.
Um gajo que assina “Zé Ninguém” pede-me para não gozar.
Uma figura sinistra. E não foi só a proibição dos jornais. O próprio parlamento foi encerrado, a partir do momento em que aprovou uma lei de que ele discordava. E mandou matar toda a família Romanov, incluindo as crianças, dizendo que “uma revolução sem pelotões de fuzilamento não tem significado”.
Muita gente de esquerda dizia bem de Lenine em contraposição com Estaline. Para mim os dois sempre foram farinha do mesmo saco.
Também por cá houve alguns, da Direita à Esquerda , que disseram o mesmo do 25 de Abril. Com propósitos diferentes ,claro está. Os de Direita no sentido de minorar a importância do Revolução, pois no final ninguém tinha morrido – uma Revolução de Cravos, vejam bem! Até nisto o país era pequeno, estava-lhes implícito
Os da Esquerda com medo de que a Revolução morresse numa Contra-Revolução. Simpatizo, por feitio, mais com os últimos. Afinal até os PIDE ‘s se reformaram.
Para mim também. Aliás, para quem tenha dúvida, basta ler o livro do John Reed: a semente totalitária está lá bem retratada desde o primeiro vagido.
O outro sabia o preceito de quem está no poder—Está tudo bem como está e não pode ser de outro modo.Quando deixava de estar outro enunciava o mesmo.
Qual outro? O Estaline? O discípulo honrou o mestre.