Um privilégio inaceitável


Pedro Correia,

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Deter um juiz em Portugal é mais difícil do que no resto da Europa.

Nada que surpreenda. Mas seguramente algo que devia envergonhar-nos enquanto cultores do princípio da igualdade dos cidadãos perante a lei – uma das traves-mestras do nosso ordenamento jurídico-constitucional.

Retomo o que escrevi aqui há menos de um mês, quando dois desembargadores foram constituídos arguidos no âmbito da Operação Lex: considero profundamente errado que um juiz  não possa ser detido preventivamente excepto em casos de flagrante delito, ao abrigo de uma anacrónica norma do Estatuto dos Magistrados Judiciais.

Rui Rio anda à procura de propostas inovadoras que possam mobilizar os cidadãos e confrontar o Governo socialista com as suas responsabilidades legislativas. Esta bem poderá ser uma delas: pôr fim imediato a tão chocante privilégio que nos deixa de passo trocado com os restantes países europeus.

16 comentários em “Um privilégio inaceitável”

  1. Ora aqui está o oposto do que deve ser em primeiro lugar a justiça tendo em conta que apenas depois deve vir o direito.
    Urge determinar e aplicar penas mais céleres e pesadas para aqueles que tendo obrigações exemplares nos seus desempenhos se comportam como os mais perversos prevaricadores na impunidade que os respetivos postos lhe conferem.
    “Pior fica o feio sinal da ferida no príncipe do que no vassalo para quem menos se atenta”.
    Castigo a dobrar para quem ao leme para boa rota apenas ajuda o navio que dirige a afundar, deve constituir uma exigência dos marinheiros que todos nós somos

    1. …muito bem dito…quanto mais alto o cargo…mais responsabilidade e portanto maior castigo para os transgressores!!

  2. O que o Pedro Correia está a fazer é estender uma armadilha a Rui Rio.
    José Sócrates tentou limitar um privilégio dos juízes (as férias judiciais) e teve fortes dissabores por causa disso.

      1. Em 2012 a ASJP fez queixa ao Ministério Público, na 9.ª secção do DIAP de Lisboa, de todo o 2.º Governo de José Sócrates, cerca de 80 cidadãos, entre ministros, secretários de Estado e chefes de gabinete, para averiguação de eventual uso indevido de cartões de crédito.

        Após o mesmo governo ter reavaliado a carreira dos juízes

  3. Assunto irrelevante. . .
    Em face dos problemas da Nação o Pedro Correia continua ( continuará? ) a tentar puxar a nova liderança do PSD para assuntos menores com obvios interesses…

    WW

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