Muito boa, JAA. Permita-me, e à boleia desta bela imagem, insurgir-me pelo que de aberrante tem sido feito às nossas casas (vejam-se os fios/cabos por debaixo das janelas e sacada) pelas “MEO”, “NOS”, e/ou outros deste país. Sem a devida permissão as suas equipas invadem as nossas cidades, vilas, aldeias, aldeolas e tudo o aparecer pela frente, para instalação das tvs por cabo. Assim, esburacam, aparafusam e partem as nossas casas e o que mais lhes aprouver. Além da invasão da propriedade alheia, fica uma imagem desoladora pelos danos causados e impunemente ignorados pelos responsáveis. É isto! Uma instalação abusiva e inconsequente. Quanto a reclamações fazem-se orelhas moucas. Em alguns prédios antigos, cuja manutenção é mais dispendiosa fica o desespero.
Confesso que, quando vi a fotografia, o que mais me atraiu foi o título. “Choque tecnológico”.
E voltei várias vezes para tentar perceber porque teria tal título uma imagem tão cheia de tradição entre cantarias azulejos calçada e bicicletas.
Seria do contraste bicicleta-motorizada? Mas o meu avô tinha ambas muito antes de eu nascer, muito muito antes, e o meu avô nasceu poucos anos depois de Ford ter decidido que os carros quando nasciam deviam ser para todos, portanto o choque não seria causado pelo motor.
O rebatimento da rua? Humm, Roma reconstrui-se durante séculos sobre si mesma, não seriam as escavadoras a novidade.
E voltei e voltei a voltar, perdendo-me entre miradas de apreciação na tentativa de desvendar o enigma que o pensava-eu-título acenava.
Tardei a perceber o erro. O que só contribuiu para mais bem apreciar uma fotografia que, na ausência do desafio e sendo mais adepta da palavra que da imagem, não teria suscitado olhar atento.
Estou vendo que o José António vai muitas vezes a Águeda. Um fim de semana destes havemos de nos encontrar por lá.
Muito boa, JAA.

Permita-me, e à boleia desta bela imagem, insurgir-me pelo que de aberrante tem sido feito às nossas casas (vejam-se os fios/cabos por debaixo das janelas e sacada) pelas “MEO”, “NOS”, e/ou outros deste país. Sem a devida permissão as suas equipas invadem as nossas cidades, vilas, aldeias, aldeolas e tudo o aparecer pela frente, para instalação das tvs por cabo. Assim, esburacam, aparafusam e partem as nossas casas e o que mais lhes aprouver. Além da invasão da propriedade alheia, fica uma imagem desoladora pelos danos causados e impunemente ignorados pelos responsáveis.
É isto! Uma instalação abusiva e inconsequente. Quanto a reclamações fazem-se orelhas moucas.
Em alguns prédios antigos, cuja manutenção é mais dispendiosa fica o desespero.
Confesso que, quando vi a fotografia, o que mais me atraiu foi o título.
“Choque tecnológico”.
E voltei várias vezes para tentar perceber porque teria tal título uma imagem tão cheia de tradição entre cantarias azulejos calçada e bicicletas.
Seria do contraste bicicleta-motorizada? Mas o meu avô tinha ambas muito antes de eu nascer, muito muito antes, e o meu avô nasceu poucos anos depois de Ford ter decidido que os carros quando nasciam deviam ser para todos, portanto o choque não seria causado pelo motor.
O rebatimento da rua? Humm, Roma reconstrui-se durante séculos sobre si mesma, não seriam as escavadoras a novidade.
E voltei e voltei a voltar, perdendo-me entre miradas de apreciação na tentativa de desvendar o enigma que o pensava-eu-título acenava.
Tardei a perceber o erro. O que só contribuiu para mais bem apreciar uma fotografia que, na ausência do desafio e sendo mais adepta da palavra que da imagem, não teria suscitado olhar atento.
E a perda seria minha.