Fotografias tiradas por aí (393)


escafandro,

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Águeda, 2018. 

3 comentários em “Fotografias tiradas por aí (393)”

  1. Estou vendo que o José António vai muitas vezes a Águeda. Um fim de semana destes havemos de nos encontrar por lá.

  2. Muito boa, JAA.
    Permita-me, e à boleia desta bela imagem, insurgir-me pelo que de aberrante tem sido feito às nossas casas (vejam-se os fios/cabos por debaixo das janelas e sacada) pelas “MEO”, “NOS”, e/ou outros deste país. Sem a devida permissão as suas equipas invadem as nossas cidades, vilas, aldeias, aldeolas e tudo o aparecer pela frente, para instalação das tvs por cabo. Assim, esburacam, aparafusam e partem as nossas casas e o que mais lhes aprouver. Além da invasão da propriedade alheia, fica uma imagem desoladora pelos danos causados e impunemente ignorados pelos responsáveis.
    É isto! Uma instalação abusiva e inconsequente. Quanto a reclamações fazem-se orelhas moucas.
    Em alguns prédios antigos, cuja manutenção é mais dispendiosa fica o desespero.

  3. Confesso que, quando vi a fotografia, o que mais me atraiu foi o título.
    “Choque tecnológico”.

    E voltei várias vezes para tentar perceber porque teria tal título uma imagem tão cheia de tradição entre cantarias azulejos calçada e bicicletas.

    Seria do contraste bicicleta-motorizada? Mas o meu avô tinha ambas muito antes de eu nascer, muito muito antes, e o meu avô nasceu poucos anos depois de Ford ter decidido que os carros quando nasciam deviam ser para todos, portanto o choque não seria causado pelo motor.

    O rebatimento da rua? Humm, Roma reconstrui-se durante séculos sobre si mesma, não seriam as escavadoras a novidade.

    E voltei e voltei a voltar, perdendo-me entre miradas de apreciação na tentativa de desvendar o enigma que o pensava-eu-título acenava.

    Tardei a perceber o erro. O que só contribuiu para mais bem apreciar uma fotografia que, na ausência do desafio e sendo mais adepta da palavra que da imagem, não teria suscitado olhar atento.

    E a perda seria minha.

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