O Rui Rocha porventura considera que, se Marcelo Rebelo de Sousa quisesse assistir a um jogo de futebol, teria que pagar do seu bolso, não somente o seu bilhete, mas também os bilhetes de todos os seus seguranças? Se Mário Centeno tiver quatro seguranças a protegê-lo, não fica mais barato ao Estado ter Centeno e os seguranças na tribuna presidencial, sem pagar nada, do que ter Centeno num lugar qualquer pago por ele mesmo, enquanto que o Estado teria que pagar os lugares dos quatro seguranças na vizinhança de Centeno?
Se o Marcelo fosse à bola, ia sozinho — sem medo de lhe cuspirem em cima e de levar porrada nas trombas — que é o que qualquer ladrão das Finanças merece.
Não. A culpa é deles. Os políticos no activo devem abster-se do futebol, não mostrar preferências clubísticas e não pedir favores nem desenrascanço a amigos — isso é alimentar o estado clientelar que nos desgraça e envergonha a todos. Criar excepções, isenções ou justificações de qualquer espécie é o que transforma a república num regime deplorável de pequenos interesses — mas grandes vantagens para uns e grandes desigualdades para outros. E é por isso que os socialistas são uma espécie manhosa e de hipócritas de segunda categoria que não se recomenda a ninguém.
O filhote tem que, evidentemente, ir ao futebol com o pai. Não pode ir sozinho para o meio dos gandulos das claques. É normal que um pai queira levar o filho ao futebol (e que o filho queira ir com o pai), e naturalmente que o leva consigo para o lugar para onde fôr. (Muito diferente seria se ele tivesse levado amigos adultos com ele, claro.)
Não é correto comparar, como se faz neste post, um bilhete para um jogo da Seleção Nacional com um bilhete para um Benfica-Porto. Qualquer adepto futebolístico sabe que num jogo da Seleção não há essencialmente qualquer risco – vão lá famílias inteiras, aquilo é uma festa e ninguém faz mal a ninguém. Um Benfica-Porto é coisa completamente distinta. Os problemas de segurança são bem reais.
Num jogo da Seleção todos são a favor dos mesmos. Num Benfica-Porto há inimizades fortes.
O Rui Rocha porventura considera que, se Marcelo Rebelo de Sousa quisesse assistir a um jogo de futebol, teria que pagar do seu bolso, não somente o seu bilhete, mas também os bilhetes de todos os seus seguranças?
Se Mário Centeno tiver quatro seguranças a protegê-lo, não fica mais barato ao Estado ter Centeno e os seguranças na tribuna presidencial, sem pagar nada, do que ter Centeno num lugar qualquer pago por ele mesmo, enquanto que o Estado teria que pagar os lugares dos quatro seguranças na vizinhança de Centeno?
já li desculpas mais ” inteligentes” para justificar Corrupção !!!
Bem, mas o que interessa é falar mal dos políticos e deitar abaixo os partidos. Isto é mais importante e você esquece.
Exatamente. O que interessa ao Rui Rocha é falar mal dos políticos do PS.
Se o Marcelo fosse à bola, ia sozinho — sem medo de lhe cuspirem em cima e de levar porrada nas trombas — que é o que qualquer ladrão das Finanças merece.
Ver o comentário mais acima: “o que interessa é falar mal dos políticos”.
Não. A culpa é deles. Os políticos no activo devem abster-se do futebol, não mostrar preferências clubísticas e não pedir favores nem desenrascanço a amigos — isso é alimentar o estado clientelar que nos desgraça e envergonha a todos. Criar excepções, isenções ou justificações de qualquer espécie é o que transforma a república num regime deplorável de pequenos interesses — mas grandes vantagens para uns e grandes desigualdades para outros. E é por isso que os socialistas são uma espécie manhosa e de hipócritas de segunda categoria que não se recomenda a ninguém.
Os políticos no activo devem abster-se do futebol
De que mais se devem abster eles? De sexo? De álcool? De concertos da Mariza?
Os políticos no ativo devem ser todos frades franciscanos, não é? Viverem na pobreza e terem uma vida pura.
É possível que não tenha reparado que o segundo bilhete era para o filhote.
Este também tem problemas de segurança?
O filhote tem que, evidentemente, ir ao futebol com o pai. Não pode ir sozinho para o meio dos gandulos das claques. É normal que um pai queira levar o filho ao futebol (e que o filho queira ir com o pai), e naturalmente que o leva consigo para o lugar para onde fôr.
(Muito diferente seria se ele tivesse levado amigos adultos com ele, claro.)
Parece-me uma prática comum na política portuguesa. Porque é que só se falou disso agora?
Não é correto comparar, como se faz neste post, um bilhete para um jogo da Seleção Nacional com um bilhete para um Benfica-Porto. Qualquer adepto futebolístico sabe que num jogo da Seleção não há essencialmente qualquer risco – vão lá famílias inteiras, aquilo é uma festa e ninguém faz mal a ninguém. Um Benfica-Porto é coisa completamente distinta. Os problemas de segurança são bem reais.
Num jogo da Seleção todos são a favor dos mesmos. Num Benfica-Porto há inimizades fortes.