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Este galo (em cima) vive na Madeira. Chama harém ao galinheiro onde mora, come e dorme. É feliz e abre regularmente as goelas para anunciar democraticamente cada novo dia.
Este galo (à direita) é continental, natural da região nortenha, e mora onde calha, isolado ou em grupo. Ninguém o ouve. Nunca se pronuncia.
Não conhece galinhas, não faz amigos, não come, não dorme, não lê as notícias, não tem televisão, não está informado sobre o TGV, não ouviu falar do novo aeroporto e não conhece a rede de autoestradas e a WWW.
Nem sequer sabe se há eleições, se estas são livres e se pode ou não votar. Nem se pode ou não manifestar-se, protestar e opor-se.
Sobretudo, nunca abre as goelas. Por ele, pode ser dia ou ser noite que a sua vida é sempre a mesma pasmaceira.
As aparências enganam, porque há apenas uma diferença entre os dois galos: o primeiro é livre e o segundo (teve galo) vive em asfixia democrática.

Há outra diferença, para mim, significativa – o “galo da madeira” reproduz-se e o outro, que eu saiba, não:))
Bem visto, mas não estou certo que um galo ‘de’ madeira se reproduza. É tipo Pinóquio: só ganha vida com autorização do chefe. Hehe…
Pois, “tá” certo, mas, ter pés de barro – acho – um “piqueno ” problema – imagino – o corpo todo …;))
E aqui estão quase todos os pequenos – grandes – problemas:))
Para nós, não é um drama: já estamos habituados aos políticos com pés-de-barro.
Na Madeira não há cabidela?
Haver, há, mas só a receita. É que os galos de lá não gostam de arroz e, portanto, a coisa fica difícil…
Balhamedeus que não percebi nada…
:))
Mas o quê, afinal, Maria do Sol?
A razão deste fenómeno pode estar relacionada com uma longa avaria nas chocadeiras. Esperemos pela reparação.
Isso. Já falta pouco.
E ai dele (o galo da direita) se um dia conseguir falar!
Sim, sim. Se aquele bicho abre um dia as goelas há-de ser o bom e o bonito!
Porém, o galo de Barcelos – e faxavor de não manchar a reputação deste condado que muito prezo 😉 -, é em si um símbolo de liberdade.
Cantou no prato de um magistrado para amnistiar um condenado.
Espero que o galo, de morto que está, volte a cantar no dia 27 para iluminar os juízes do estado da nação que somos todos nós.
Com muita força para não ir na conversa das autoridades na matéria, como ia acontecendo ao outro.
Só lhe fica bem essa atitude pró-monárquica de defender esse condado minhoto, que ele bem merece: a oferta aos olhos é um luxo, as gentes são de cara aberta e a culinária é de primeiríssima categoria.
A criação exclusiva de galos (repito: criação exclusiva de galos) é que parece prenúncio de novas políticas fundamentais à estabilidade social e desenvolvimento económico, como sejam os casamentos homossexuais. Basicamente.
Barcelos, uma das terras portuguesas de que gosto mais. Hum, isto começa a dar-me ideia para uma nova série aqui no DELITO.
Força. Venha ela.
Tem a certeza que o 2º não vive na redacção do Público?
Sei lá… Ele há gente que leva galos para cada sítio. É preciso ter galo.