Obviamente, vai vetar


Pedro Correia,

O Presidente da República  vetará as escandalosas alterações à legislação que regula o financiamento dos partidos político. Nem poderia ser de outra maneira, face aos clamores de indignação surgidos dos mais diversos sectores da sociedade portuguesa.

O meu aplauso a Marcelo Rebelo de Sousa por este veto, aliás aqui prenunciado: nunca duvidei que seria a atitude certa. Em nome da mais elementar higiene pública.

12 comentários em “Obviamente, vai vetar”

  1. Continua a não desapontar. Desejo-lhe rápida recuperação e um regresso em (grande) força em 2018.

    Aproveito para desejar ao Delito uma entrada em 2018 com a força a que já nos habituou, porque tamém continua a não desapontar.

    E para todos os nomes que aqui vêm, faço votos de um 2018 feliz, são, alegre, sereno e inspirado.

    Bom Ano Novo

  2. Vai ver que não vai vetar, ele até está de acordo, aliás queria mais. Espere pela lei que vem a seguir…

  3. O movimento para condicionar a decisão do PR a favor de um veto político tem mais um militante. Até já aplaude algo que ainda não aconteceu nem tão pouco se sabe se vai acontecer.
    Portanto, segundo o autor deste curto texto, Marcelo alinhará ao lado da posição oportunista do CDS-PP e da turba de indignados de pelourinho das redes sociais.
    Aguardemos.

  4. face aos clamores de indignação surgidos dos mais diversos sectores da sociedade portuguesa

    … mais especificamente, clamores de indignação surgidos das redes sociais, sempre prontas a indignarem-se com seja o que fôr.

  5. Se o PR vetar faz bem. Contudo, o mal é maior e merece revisão mais lata, por isso. Os partidos não deviam poder ser simultaneamente subvencionados pelo estado e por entidades privadas e muito menos serem isentos de quaisquer impostos. Os partidos não são o estado. Que prossigam fins políticos isso não os exime de terem de contribuir como qualquer cidadão privado que paga taxas e impostos. O sistema está errado e não pode ser aceite nos dias de hoje pelo comum dos cidadãos. Estes a tudo são chamados a contribuir com o dinheiro dos seus impostos de forma crescente e incessante para suportar um sistema e uma casta que se viram sempre sistematicamente contra si. Os partidos políticos deviam ser subvencionados exclusivamente pelos seus apoiantes e militantes, pessoas e empresas, com todos os ingressos registados e a pagar impostos sobre rendas, ivas, segurança social, IRC, o que for. Se necessário, rever o código tributário e adaptar as normas criando as deduções que os partidos devem poder ter devido à sua natureza eminentemente política. Agora, misturas e capacidade ilimitada de angariação de fundos com total isenção de impostos, não decididamente. A ser assim, recomenda-se a todos os Portugueses que se filiem imediatamente num partido à sua escolha (o PS parece ser boa escolha, que tem uns milhões de iva a litigar com o estado, que espera receber graças à nova lei, ou o PCP que tem lucros de largos milhões de euros por ano graças ao produto das festas do avante) e passem a viver e a comer todos os dias no e do partido, para não terem de pagar nada… e viver à pala dos (des)interessados que metem lá o dinheiro, a começar pelos desgracados de sempre, ….os pagantes disto tudo.

    1. Para anonimo(a):
      Estou quase de acordo com o seu comentário.
      Apenas concordo que a subvenção do estado, em função dos resultados eleitorais poderá ser mantida.
      Não conheço bem os parâmetros desta lei, e possivelmente teria de ser ajustada.
      Quanto a outros financiamentos, púbicos ou privados, não concordo, e especialmente os privados, terão sempre como resultado os lóbis e forças de influencia, pois não existem jantares gratis.
      Deviam criar meios de receita próprios, mesmo que passe por criar empresas de geração de riqueza para eles e para Portugal, mas sem subsidiodependência. 🙂

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