Transição vertiginosa do jornalismo para um cargo de confiança governamental: Nicolau Santos deixa o lugar de director-adjunto do Expresso e ruma à administração da Lusa, por nomeação do ministro da Cultura.
Resta saber se o insigne Artur Baptista da Silva irá com ele.

São só almoços grátis, Pedro… Não seja assim 🙂
(ironia)
Mata-bicho, como se diz num país que o agora indigitado conhece bem.
Que grande carroçada.
Sem caroço. Nem espinhas.
Deveria ter ido a Helena Garrido….as suas previsões económicas têm sido de uma exactidão Teodoresca…
Mas penso que não deveria ter sido por nomeação mas sim por concurso público. ….
O próprio Baptista da Silva seria talvez o mais recomendável. Sem concurso, naturalmente.
Estou a ver o post do Pedro Correia na hora a que escrevo e por acaso pretendia citar essa ” jornalista” mas o Vlad (e bem) antecipou-se.
Uma coluna semanal no Observador pro bono e já não é mau…
Uma saída airosa para Nicolau Santos depois de ter sido “encostado” pelo dono da Impresa e que a ser assim alia o util ao agradável visto que a chafarica “privada” está mais para dar o tilt…
WW
As transições vertiginosas do jornalismo para cargos de confiança governamental também foram frequentes no governo de Passos Coelho, tal como o Pedro Correia sem dúvida sabe. Ademais, nesse governo os cargos de confiança governamental nem sequer tinham nada que ver com o jornalismo (como o cargo de diretor da Lusa tem) – os jornalistas iam diretamente para assessores ministeriais.
Santos não será director. Será administrador, cargo de confiança política. O director de informação não é nomeado pelo Governo: tanto quanto sei, ainda não se chegou a tanto…
Conheço poucos casos anteriores de jornalistas que transitaram da direcção de um órgão de informação (neste caso era director-adjunto, numero dois na hierarquia do Expresso) para um cargo de nomeação governamental, sem sequer um periodozinho de nojo.
São tão poucos que neste momento nem me lembro de nenhum.
Já se sentem com força para fazer as trapalhadas à descarada.
Mas qual trapalhada? O governo tem o direito de nomear o diretor da Lusa. E nomeia para esse cargo, como é natural, um jornalista com bastante experiência do ofício. Não há nisto trapalhada nenhuma. (Que eu veja.)
Obrigado.
Eu julgava que sendo a Lusa uma agência noticiosa portuguesa independente do poder político devia ser nomeado um gestor e não um jornalista.
Mas concordo, este é um jornalista acima de qualquer suspeita.
Não engana ninguém e nunca é enganado.
Ao que consta:
Cavanilhas e João Soares irão também….
—-
Não consta é verdade:
A Câmara M de Lisboa (EGEAC) adjudicou directamente à empresa da filha da justiceira Ana Gomes, 58 mil euros de cartolas para os festejos do fim de ano….
Como é lindo ver uma família unida!
Tiro e queda? Não! Tiro e pulo.E eu disto sei…
Ao Senhor Pedro Correia:
Como gosta muito de anónimos venho propor-lhe para pensamento da semana o seguinte:
“O governo vai-nos obrigar a comer menos sal e menos açúcar. Vamos viver infelizes, sem gosto nem prazeres, mas muito mais anos. Os anos extra vão custar a aguentar”
Sal e açúcar são coisas que se encontram à venda, em grande quantidade, em montes de lojas. Pode comer à vontade. O governo não o proíbe, de forma nenhuma. Como pode o governo proibir o consumo de algo que se vende livremente e abundantemente em montes de lojas?
Há que tempos que ele se põe a jeito. Ainda hoje, na Antena 1, nas “Contas do Dia” espelhou bem o que afirmo.

Um “Ámen” descarado.
Como se não fosse normalíssimo – e adequadíssimo – que o governo nomeie um jornalista para dirigir a Lusa.
É precisamente isso que o governo deve fazer – colocar um jornalista na direção da Lusa. Não colocar lá um comissário político qualquer, nem colocar um jornalista alhures.
Acha “normalíssimo” o Governo pôr alguém a “dirigir” a Lusa?
Caramba, isto anda pior do que eu pensava.
O que o Lavoura quer dizer é que o governo tem todo o direito de colocar na Lusa um jornalista-comissário político; comissário político tout court, não; um gestor independente, nem pensar.
Há gente que engole tudo. Até um Baptista da Silva servia.
A Lusa orgão de propaganda do sistema político precisa de uma aquisição adequada para continuar o seu proselitismo. Organização que só existe por causa de violência . Enquanto o Expresso só compra quem quer, a Lusa todos somos obrigados a comprar.
A voz do dono no canil adequado…
JSP
Um “papanicolau” em celebração da igualdade de género
falaram em Baptista? faz-me lembrar um tal Rui Baptista que há uns anos comentava a actualidade política na RTP na sua qualidade de jornalista da Lusa. Lembro-me de o ver cascar no PS numa sexta feira e . na segunda feira seguinte foi apresentado como assessor de Passos.Enfim, coincidências que não convém lembrar!!!!
Eu lembro-me dele a elogiar o PS.
pois, foi a elogiar o PS que o artista chegou a assessor do Passos!!!
Não é matéria de opinião: isso está documentado. Passos, aliás, nem o conhecia de lado nenhum.