Um ano particularmente saboroso.


Luís Menezes Leitão,

Agora António Costa resolveu declarar que o ano de 2017 foi particularmente saboroso para Portugal. Depois dos 64 mortos do incêndio de Pedrógão Grande em Junho, a que se somaram os 45 mortos do incêndio da Lousã em Outubro, sem que nenhuma destas famílias tenha recebido até agora um cêntimo de indemnização, mas antes se tenha defrontado com uma teia de burocracias, segredos e impunidades em que o Estado é fértil, só faltava mesmo que o Primeiro-Ministro viesse avaliar assim o ano. Mas as suas declarações não espantam ninguém. Depois de António Costa ter avisado que só podiam esperar que ele se risse, quando lhe sugeriram que demitisse a sua Ministra depois dos fogos, está à vista a sua insensibilidade para o estado do país. E no fundo tem razão. Como o governo não quer saber do país para nada, para o governo na verdade 2017 foi um ano particularmente saboroso. Já para o resto do país foi um ano particularmente amargo.

22 comentários em “Um ano particularmente saboroso.”

  1. Inacreditável, se a gente não soubesse a indiferença, a insensibilidade da classe política, perante as dificuldades e o sofrimento do povo eleitor.
    Pior: a classe política não hesita em ser ela própria a provocar dificuldades e sofrimento, tirando partido deles!
    E, como se tudo isto fosse pouco, ouvi outra pérola política, na sequência da anterior:
    – Carlos César criticou o secretário de estado implicado nas Raríssimas por se ter demitido no dia seguinte, em vez de o ter feito no próprio dia da notícia da TVI.
    Ou seja, a razão da demissão está na notícia e não no ato.
    O subconsciente, às vezes, atraiçoa-nos.
    Aproveito para, mais uma vez, me indignar:
    – Por que votamos?!…
    João de Brito

    1. Quem será este agricultor (lavoura) com comentários saborosos de reconhecimento ao. “patrão-sem-tino ?

  2. sem que nenhuma destas famílias tenha recebido até agora um cêntimo de indemnização

    Mas por que raio haverão elas de receber uma indemnização? Alguém lhes fez um prejuízo pelo qual deva indemnizá-las? Será que o Estado português tem alguma culpa dos incêndios florestais, devidos essencialmente ao desordenamento florestal, à seca e a um calor excessivo?

    Eu no ano passado perdi nos incêndios talvez uma dezena de milhares de euros em madeira que ardeu, e ninguém me indemnizou!

    1. O Estado Socialista do Luís Lavoura talvez não mas um Estado só existe para proteger pessoas e bens de quem lhe paga impostos para esse Estado existir.

      1. Eu julgava que lucklucky fosse um liberal, defensor do Estado mínimo, da responsabilidade individual e do abaixamento de impostos. Afinal vejo que lucklucky é a favor de um nanny state que protege os cidadãos de todos os seus prejuízos, os quais ficam a expensas dos contribuintes.

        1. !?
          Sabe muito bem que Estado Minímo é para só se dar pelo Estado numa catástrofe que incluí entre outros: guerra, terramotos, incêndios, etc.

          Não é para se dar pelo estado todos os dias com sindicatos e corporações.

          Ainda, um eucalipto é inferior em qualidade/valor a uma casa de uma pessoa esta por sua vez é inferior à vida de uma pessoa. O Estado Socialista falhou em tudo.
          Pois o Estado Socialista necessariamente virado para para a política e compra de votos descura a segurança e protecção básica em catástrofes que o Estado Mínimo deve proporcionar.

  3. E eis que J. Galamba acaba de ser nomeado mais um “Assessor de Avisos Prévios”—-

    — Meu 1º – vai arrebentar a “bomba” do Rarissimas….

    — Sr 1º M que tem a dizer do caso Rarissimas?
    — Como sabe, no estrangeiro nunca comento assuntos de politica interna
    portuguesa…

    Galamba… fica bem atento aos mails “Benfica”…. para eu mandar marcar passagem

    Isto não é teatro… acontece sempre que há bronca…

    AM

  4. São pessoas com a cultura limitada pela sua urbanidade.
    Vivem em caixas de vidros espelhados onde todos dizem a mesma coisa.
    Fora daí nada regista.

    É como se os mais de 100 mortos em zonas campestres do país pertencessem a outra civilização para a cultura do complexo político-jornalista lisboeta.

  5. Quando li a notícia, particularmente, a frase do primeiro-ministro, não queria acreditar. Às vezes, dá nojo a ausência de senso comum, já nem falo de compaixão e solidariedade pela dor e pela perda, que, neste caso, não foi, sequer, dos “outros”, antes, de todos nós. Inqualificável.

  6. António Costa é tipo o outro que em 2014 dizia que “a vida das pessoas não está melhor mas a do país está muito melhor”.

    PS, PSD e CDS vai tudo dar ao mesmo.

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