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«O PS nunca mais vai precisar da direita para governar.»
Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, em entrevista ao Jornal Económico
20 de Janeiro
«Em matérias estruturantes vamos procurar o PSD e o CDS.»
Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, em entrevista ao Público
26 de Novembro
«Não precisamos da direita para governar mas pode vir a acontecer.»
Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, em entrevista à TSF
9 de Dezembro

O conforto da charneira foi, é e será o sonho húmido do PS: sempre no poder governando com a esquerda e com a direita consoante os ventos externos e os humores internos.
A noção de centro construída à volta de uma variabilidade oportunista e centrada no apascentar da sua tribo.
A geringonça é a mais arrojada manifestação dessa presunção e sofisma.
Cavalgaram uma onda para que não contribuíram e dos seus proveitos fizeram despesa e optimismo sem causa estruturante.
Desse poucochinho vão fazer muitos votos, produto em que empenham esforço e talento forjado e comprovado pela sua liderança numa retórica de há muito construída de avental e caldeira.
A ordem dos factores geringôncicos é aleatória. Depende do dia da semana e da semana do mês.
Tres cruzes. O homem é mesmo bom. Infalível.
Acerta sempre. Como os que preenchem o boletim do totobola à segunda-feira.
Então uma pessoa não pode mudar de opinião, primeiro achou que não, depois achou que sim e no final de contas percebeu que o melhor era não dar uma resposta definitiva, como as crianças, um talvez é sempre enigmático, deixar sempre a porta entreaberta é uma questão de diplomacia.
Parecem crianças.
Sinceramente não entendo porque simplesmente não se entendem para bem do país, já nem consigo ver e ouvir os políticos, não sei se ria ou se chore com tamanha contradição.
Vale tudo e o seu contrário.
Esperemos pela próxima entrevista para ver o que aí vem.
Um chico-esperto, também conhecido por pato-bravo esquerdista, não de esquerda, no seu melhor.
É curioso como o senhor “bomba atómica” (o não pagamento da dívida resultante dos empréstimos do resgate financeiro), se tornou subitamente moderado quando o PS chegou ao governo, para passar a ser coisa nenhuma ou tudo ao mesmo tempo. Paupérrimo…
Destes três tiros do Pedro Perninhas (o secretário) só consigo chegar às conclusões:
– é um político manhoso
– é pouco inteligente
– é acima de tudo um oportunista
– não há nada de novo no presente e futuro próximo deste país.
E há por aí quem louve a criatura e o apresente como potencial primeiro no lugar do primeiro. Estamos bem entregues!
MM