
Quem acredita na capacidade de Espanha julgar de forma isenta e imparcial os independentistas catalães, bem pode perder as ilusões com o que se tem passado nois últimos dias. Primeiro são mantidos na prisão os membros do governo catalão que não fugiram, não porque haja perigo de fuga, mas por receio de continuação da actividade criminosa, leia-se, continuarem a defender a independência da sua região. Depois revoga-se o mandado de detenção europeu dos que fugiram, a pretexto de que disseram que iriam regressar, mas com o fim óbvio de evitar que os tribunais belgas se pronunciem sobre essa questão. Adivinha-se o que eles iriam dizer sobre o assunto.
Acrescento que estive há dias em Barcelona e estou convencido de que a situação está muito longe de estar resolvida com a aplicação do art. 155. Aguardemos pelo pelo resultado do 21 de Dezembro.

Outra vez, Luís? Vais obrigar-me a desembainhar a espada.
Mas o Pedro nunca se manifestou sobre a atuação da justiça espanhola. Será que considera essa atuação correta? Considera apropriado acusar de “sedição” os dirigentes – totalmente pacíficos – da Generalitat? Acha que o “crime” deles é comparável ao do tenente Tejero Molina?
Quem tem escrito uma série de posts muito interessantes sobre a politização da justiça espanhola é Pedro Arroja, no blogue Portugal Contemporâneo.
Aguardemos pelo pelo resultado do 21 de Dezembro.
Em rigor, o resultado das eleições de 21 de dezembro nada deveria (ou deverá) afetar o curso da justiça, que em princípio não se rege por eleições.
Humilde , modesta e quase envergonhadamente, atrevo-me a sugerir uma vista de olhos, mesmo que rápida, pelas crónocas de Fernando Ónega ( “La Voz de Galicia, “La Vanguardia”) e de Ignacio Camacho ( “ABC”, “Forum para la Libertad”).
Quanto à situação…bom, não sejamos hipócritas : este tipo de coisas só se “resolve” à semelhança de 39.
O resultado (provisório, como está patente perante o respeitável público) de 45 , potenciado por dezenas de anos de propaganda, mormente hollyoodesca, é que nos leva a pensar que a História atingiu o seu fim…ou pode ter outras soluções.
E então um povo à pontinha da Ibéria, mansamente ruminante, alimentado por uns esmoleres senhores “lá de fora”, embalado pelos doces sussurros de uma criaturas, da mesma laia e extracção, que passam por “governo”…esse povo engole todas as patranhas, mentirolas e invenções que os pátrios “merdias” lhe enfiem pelo gasganete.
E ainda agradece o ter sido “informado” e poder exercer o seu “direito à opinião”…
Também tenho acompanhado este assunto. Se alguma dúvida subsistisse sobre as intenções castelhanas, estes episódios revelam que a perseguição é política.
Manobras jurídicas deste tipo não se podem tolerar estando em causa o legitimo direito do povo catalão. Franco regressou. Eles pretendem que os “exilados” não regressem a casa.
Pode ser que se enganem e assim atraiam à Catalunha uma convulsão que não esperavam.
Claro, Luís. A culpa da homofobia é dos homossexuais. A culpa da violência doméstica é das vítimas. E a culpa de haver políticos presos é dos tribunais. Claríssimo.
Deixe ver se percebi. Apoiar a autodeterminação do povo catalão é o mesmo que ser homofóbico ou praticar violência doméstica? É isso o que está a dizer? Veja lá se pelo caminho não põe em prática a lei de Godwin.
A argumentação espanholista está cada vez pior.