Despertar o monstro


Pedro Correia,

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 O Sono da Razão Gera Monstros (Goya, 1799)

 

Os imbecis separatistas catalães encabeçados por Carles Puigdemont e Carme Forcadell, espumando um histérico ódio visceral a Espanha com o aplauso cúmplice de alguns intelectuais portugueses, ameaçam despertar um monstro adormecido – o nacionalismo espanhol.

Chamo-lhes imbecis por sonharem ver Barcelona como capital de um segundo Kosovo, imaginando no seu delírio que o poder político em Madrid se prestará a imitar a Sérvia ajoelhada em 2008. E por parecerem incapazes de perceber as lições da História: a anterior insurreição catalã, em Outubro de 1934, funcionou como antecipado dobre a finados da II República Espanhola e prelúdio da guerra civil iniciada apenas 21 meses depois.

16 comentários em “Despertar o monstro”

  1. Hoje há comentadores e intelectuais… E pronto, estão aí os resultados. O intelectual, aquele que adora “palrar” mas nada faz, o comentador aquele que nada quer fazer, ou quando esteve numa posição de… nada fez. É a isto que estamos entregues.

    Os pseudo-intelectuais deste país andam muito preocupados com a Catalunha e com Trump, mas não os vejo preocupados com o que se vai passando por cá, excepto quando se toca nas mordomias…

    Enquanto as torneiras vão estando abertas o silêncio sobre o que se passa por cá vai-se mantendo, quero ver é quando a profecia do alemão se cumprir 🙂

    1. O intelectual da treta preocupa-se com a capelinha. E com as capelinhas dos outros intelectuais. A ver o que está a dar. E pronuncia-se só depois de perceber de que lado sopra o vento.
      Esse é o intelectual a que me refiro. O da treta. Infelizmente o verdadeiro intelectual – o sábio, o estudioso, antítese do tudólogo – é ultra-minoritário. Receio mesmo que seja uma espécie em vias de extinção.

  2. Não gosto do tom deste texto.
    Alinha pela desgraçada comunicação de Felipe VI.
    Apela ao medo.
    Esquece que o mundo é feito de mudança.
    Deixem as brincadeiras de guerra para a Coreia do Norte e EUA.
    O que falta à Catalunha para que possa ser independente?!
    Aparentemente, para muitos, os argumentos reduzem-se a um:
    – Madrid… numa mão a Constituição, noutra a espada!
    Muita gente ainda se não deu conta que, gradualmente, as constituições políticas irão ceder o lugar a declarações de direitos humanos.
    Oxalá!
    João de brito

    1. Aludir ao nacionalismo espanhol como “monstro adormecido” é apelar ao medo?
      Aconselho-o então a nunca ver os desenhos e os quadros de Goya no Prado. Fugirá a sete pés face a tal “apelo ao medo”.

      P.S. – Quer mandar a Constituição portuguesa de 1976 para o lixo? Consegue ser dois anos mais velha que a Constituição espanhola. Força, meu caro. Com direitos, liberdades e garantias – tudo borda fora. Velharia inútil.

        1. A Constituição de 1976 é a que vigora. Já foi alterada algumas vezes – sobretudo em 1982, 1989 e 1997.
          Antes vigorava a de 1933. Que também foi alterada diversas vezes.

          Mas o que interessa aqui é a Constituição espanhola, não a portuguesa.

  3. Pois, tem toda a razão o Pedro em chamar a atenção neste seu post para o monstro que é o nacionalismo espanhol. Monstro que já mostrou as suas garras, no passado 1 de outubro, e que tem falado muito através de muitos jornais espanhóis (e certamente que também através das redes sociais).
    É pena no entanto que em muitos posts anteriores o Pedro só tenha castigado o nacionalismo catalão, não tendo desde logo falado também (criticamente) deste monstro do nacionalismo espanhol. É que, o nacionalismo espanhol é muitíssimo mais perigoso (até porque está bem armado, e porque é mais numeroso) do que o nacionalismo catalão.

    1. Obrigado pela dica, Dulce.
      Ao contrário do que a autora desse artigo imagina, ao questionar “quem é que segue a política interna da Catalunha?”, há quem o faça. E daí poder agora pronunciar-se com critério e fundamento sobre o que está lá a acontecer.

  4. Estava quase, quase … era mais para o lado de “o sonho da razão produz monstros”.

    Do século XVIII para cá teve-se ampla demonstração. Para quem gostar de contabilidade macabra, é só contar os milhões de mortos às mãos de racionalistas com razões impecavelmente racionais para os massacres.

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