
Foi presidente da câmara. Prevaricou. Foi acusado, julgado, condenado. Cumpriu pena de prisão. E libertado nos termos da lei. Agora foi reeleito. Algo me diz, não sendo eu jurista, que este processo tem a essência do nosso sistema de justiça. O cidadão “pagou a sua dívida à sociedade”. E esta, colectada a referida dívida, entende-se ressarcida. E crê na regeneração, devolvendo, por inteiro, os direitos. Neles incluindo os morais.
Assim sendo, a reeleição de Morais é uma coisa bonita.

Também Jesus preferia andar no meio dos pecadores. Melhores são os que capazes do Mal se arrependem, quando comparados com os que apenas são Bons, não por vontade, mas por cobardia de praticarem o mal.
Pois, mas neste campo é a prática do “mal” ( do crime) que conta. Os pensamentos pecaminosos são para cada um, exo-jurídicos digamos
Espero que esse pensamento seja extensível a todos aqueles que já estiveram presos neste país… É que isto há sempre cidadãos julgados de primeira e cidadãos julgados de terceira… E isso não é uma coisa bonita.
Abraço 😉
Por isso aponto a hipótese (sendo laico) de esta ser a essência do sistema. Como tal devendo ser adequado a todos os casos. E não o é, como se sabe, dado o ónus do cadastro (moral e prático).
Bonita seria se ele se tivesse dado por culpado e arrependido, o que não me consta ter acontecido.
Assim…
Não seria exigir uma penitência pública? A regeneração não é mensurável pela prática? E assumida como possibilidade generalizada? Não sei, especulo, nunca li nada de verdadeiramente substantivo sobre estas questões.
Concordo com este post.
Ó diabo!
Para ser funcionário publico é obrigatório ter cadastro limpo….vamos mudas a lei??? ou par a Camara qualquer patife serve…já ao entrar…quanto mais ao sair!!
Para a Catalunha exige-se respeito pelo direito a votar. Em Portugal tem que se respeitar o que o povo votou.
A questão não é jurídica.
É política.
Tudo começa na cunha e no respetivo favor.
Por natureza e definição, a cunha e o favor são sempre um atropelo à lei e/ou à ética política.
Acontece que, entre a grande maioria nós, a cunha e o favor é tão natural como o ar que respiramos.
Consequentemente, para a grande maioria de nós, o melhor político é aquele que mais cunhas atende e mais favores distribui (à custa dos dinheiros públicos, da lei e da ética).
Daí, o sucesso eleitoral dos isaltinos deste País.
Acontece que, por razões óbvias, o político, que mais cunhas atende e mais favores distribui, é também o mais corrupto.
E isto não é uma coisa bonita.
É todo um povo a ver-se ao espelho…
João de Brito
Não, não é uma coisa bonita.
Infelizmente, é todo um povo a ver-se ao espelho.
Não pude deixar de sorrir a este teu texto. Temos muitos defeitos, mas sentido do humor não nos falta!
“Rir é o melhor remédio” era uma secção das “Selecções”, julgo que edição brasileira (anos 40s e 50s) que existiam em casa dos meus avós maternos.