O comentário da semana


Pedro Correia,

«Sempre me pareceu que a distinção correcta para os géneros é:

— Literatura Fantástica: — que deriva do romantismo alemão/gótico. Tipos como Maupassant (o Horla — o real que contém revelações assombrosas), Poe (onde o extraordinário Gordon Pym é compulsão para contar uma história que contém um mistério ou uma revelação paradoxal ou de ontogénese, que aparece na Rima do marinheiro de Coleridge), Stevenson (Jekyll & Hyde), Oscar Wilde e até mesmo Henry James com The Turn of the Screw onde o próprio título e as primeiras palavras, “The story had held us”, são a explicação do género e de novo aparece a pulsão primária para contar uma história misteriosa (que seria a essência da grande literatura). Também Borges, que até fez a colecção com o universo de escritores mais ou menos “realistas” que abraçaram o género;

— Fantasia: Tolkien e mundos medievalistas com dragões, etc, etc. Vejo muitas vezes colocar autores deste género como Eddings, Donaldson, etc, no campo do fantástico mas Fantasia parece-me a classificação mais adequada (e palavra de honra: sem qualquer desprimor e sem querer implicar que é um género menor);

— Ficção científica — acho que este se explica bem a si próprio, sem confusões.»

 

Do nosso leitor V. A propósito deste texto do João Campos.

4 comentários em “O comentário da semana”

        1. Very nice. De repente lembrei-me do disco “Avocet” de Bert Jansch, que também é assim todo no meio dos campos e por aí.

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