«Sempre me pareceu que a distinção correcta para os géneros é:
— Literatura Fantástica: — que deriva do romantismo alemão/gótico. Tipos como Maupassant (o Horla — o real que contém revelações assombrosas), Poe (onde o extraordinário Gordon Pym é compulsão para contar uma história que contém um mistério ou uma revelação paradoxal ou de ontogénese, que aparece na Rima do marinheiro de Coleridge), Stevenson (Jekyll & Hyde), Oscar Wilde e até mesmo Henry James com The Turn of the Screw onde o próprio título e as primeiras palavras, “The story had held us”, são a explicação do género e de novo aparece a pulsão primária para contar uma história misteriosa (que seria a essência da grande literatura). Também Borges, que até fez a colecção com o universo de escritores mais ou menos “realistas” que abraçaram o género;
— Fantasia: Tolkien e mundos medievalistas com dragões, etc, etc. Vejo muitas vezes colocar autores deste género como Eddings, Donaldson, etc, no campo do fantástico mas Fantasia parece-me a classificação mais adequada (e palavra de honra: sem qualquer desprimor e sem querer implicar que é um género menor);
— Ficção científica — acho que este se explica bem a si próprio, sem confusões.»
Do nosso leitor V. A propósito deste texto do João Campos.

O V escreve melhor do que pensa. Estou no gozo! Abraço 😊
Ena, eis os meus 15 minutos. Minutes, como diria o Presidente Eanes. Um Ab. a vocemesseses e abaixo o AO!
Para as suas deambulações serranas:
Nature And Organisation – Bonewhiteglory
https://www.youtube.com/watch?v=9WHx8dNG Amc
Very nice. De repente lembrei-me do disco “Avocet” de Bert Jansch, que também é assim todo no meio dos campos e por aí.