«Qualquer dia escolhem-nos os livros para ler. Os livros para comprar. Até tenho medo se saber quais serão, quando as palavras são lidas de forma tão literal, quando a mensagem principal é atropelada, quando livros como Mataram a Cotovia são desaconselhados por conterem uma palavra que, no contexto, denuncia o racismo. Quando um livro de Valter Hugo Mãe é alvo de polémica por uma página ou duas.
Assusta-me que se recomende a subtracção de livros, mas arrepia-me a quantidade de pessoas que, sob a alçada da liberdade de expressão, abertamente concorda.
E, lá está, nem vamos falar de cores. Qualquer diz dizem-me que, por ser mulher, não posso preferir o rosa ao azul.»
Da nossa leitora Cátia Madeira. A propósito deste meu texto.

Li há dias à espera no centeio do salinger. Se algumas mentes o descobrem nem sei.
“Mataram a Cotovia” Que dirá o PAN e os seus apoiantes deste título? Matar animais?
Vão já a correr fazer queixinhas ao Ministério Público e à Direcção-geral de Veterinária, como fizeram com o ovo que imaginaram ser galo.
Também não vi o PAN preocupado com a “Matança da Floresta” até posso ter andado distraída; já agora convém lembrá-lo que árvores, arbustos e ervas também são seres vivos.
PAN é um paradoxo incontestável : que têm o dito partido feito ultimamente senão tentar matar todos os coelhos de uma cajadada só?
Fico lisonjeada com o destaque desta minha opinião.
Só lamento que o que digo seja verdade. Mais preferia que não passasse de uma baboseira.
Obrigada
Na verdade, ao editar livros diferenciados, a Porto Editora está a escolher pelas crianças e pelos pais delas, ou acha que os rapazes vão querer blocos de actividades ditos para meninas, e estas os blocos ditos para rapazes? Qualquer dia começam a pôr género nos manuais escolares, na literatura e por aí fora… um dia acordamos e somos a Arábia Saudita. Pois é, a bola de neve dá para os dois lados.