Incêndio em Mação “descontrolado” ou foi uma “manhã tranquila”? Em Alijó ocorreu a queda de uma aeronave ou trata-se apenas de uma aterragem de emergência? E o avião em Pedrógão Grande, caiu ou não caiu? Morreram 64 pessoas, foram mais (ou foram menos)? As seguradoras têm acesso fácil à informação sobre os incêndios para poderem indemnizar as vítimas ou esse acesso é dificultado por opacidade institucional? Foi feito o possível para combater os fogos ou o Estado falhou? Falando sobre Tancos, as armas roubadas estavam ou não operacionais? São perigosas ou são sucata? E há ou não o risco de que essas armas acabem nas mãos do crime organizado e de grupos terroristas?
Nas últimas semanas, houve respostas para todos os gostos. Entidades oficiais e gente com responsabilidades públicas desdobraram-se em afirmações que sustentaram uma coisa e o seu contrário. Aliás, há casos onde a mesma pessoa disse uma coisa para mais tarde, sem sinal de assombro, vir a terreiro desdizer-se. Visto como um todo, isto já não é incúria nem fracasso do Estado. É vaudeville.

Boa tarde Pedro Correia. Por esta pior que ópera bufa tenho no meu blogue comentários no mesmo sentido. António Cabral
Vá lá Delito, não exageram na temática, ou confundirão, ao confundirem, uma exigência justa de informação e responsabilização , com a exploração de um assunto, que não deve ser confundido com uma morbidade repetitiva em nome do voyeurismo ou trocas e tricas políticas. Aguardemos, por agora, as garantias . Facamo-nos ouvir dentro do prazo.
Camarada Vlad
E Tancos também devemos esperar?
É melhor fazer essas perguntas à Isabel Monteiro da Dialectus. Ela responde com precisão e precisa de trabalho para não ir de novo à falência.
a verdade é que vocês estão-se nas tintas para as vítimas e para o sofrimento alheio. a única coisa que vos interessa é deitar abaixo o governo. se o diabo não veio, que venha o inferno dos incêndios e quanto pior, melhor. um pouco de decência não vos ficaria mal.
eu sei que parte do vosso desespero é porque acreditam que Deus criou o mundo e disse que só a direita poderia governar. se calhar enganaram-vos quando vos contaram essa história
O QUE DIZ MARCELO:
“Em ditadura há 50 anos, eu lembro-me, era possível haver tragédias e nunca ninguém percebia bem quais eram os seus contornos porque não havia MP autónomo, juízes independentes ou comunicação social livre. Em democracia há tudo isso e é uma riqueza. Essa é a diferença do Estado democrático”.
O QUE É PRECISO DIZER:
Agora com a conivência envergonhada de Sua Excelência parece que o estado a que tudo isto chegou piorou antes de melhorar. Com descaramento muito mais visível.
Falta equipar-se com um pulverizador de gotas para borrifar água benta e adoçar a fumegante caldeirada com chá de ervas tostadas.
Costa já só sorri às pinguinhas com a madrasta MAI ao colo, e outros ministros aramados que pendura nos braços contorcidos para fugir ao tombo letal.