Como dizia ontem o Pacheco Pereira, temos de acabar com estes tabus: preto é preto, branco é branco, cigano é cigano. Há problemas, claro que há. Mas não podemos por tudo e por nada começar aos gritos: racismo, racismo, a fim de que os problemas não se discutam. Faz-me lembrar os tempos da guerra colonial. Só encarar o problema dava direito a ser chamado traidor à Pátria. O resultado foi o que se viu. Estaremos numa via idêntica com as etnias? Quando o Arménio disse “o mais escurinho” identificou perfeitamente o homem sem ofender ninguém. Se houvesse um loiro e ele dissesse “o loirinho” dava problema?
Eu, de facto, até já tenho medo de abrir a boca. Estão sempre a sair coisas que ou são racismo, ou xenófobas, ou sexistas ou etc. e só notamos depois de termos falado. Há dias referi-me ao cartão de cidadão duma mulher, vi-me grego. Noutro dia disse Senhoras e Senhores (não foi em Londres, foi cá) ia sendo apedrejado porque me esqueci dos que não são nem uma coisa nem outra. Já pensei em adoptar (nas conversas) “car@ amig@” mas não consigo pronunciar aquela porcaria do @.
Sorte dele, daqui a pouco veio para ficar. Antigamente era uma conhecida marca de automóveis. Agora são os contrapesos da geringonça que se inclinam na pendura conforme o lado das curvas. Com escurinho e tudo à medida do freguês.
Como dizia ontem o Pacheco Pereira, temos de acabar com estes tabus: preto é preto, branco é branco, cigano é cigano. Há problemas, claro que há. Mas não podemos por tudo e por nada começar aos gritos: racismo, racismo, a fim de que os problemas não se discutam. Faz-me lembrar os tempos da guerra colonial. Só encarar o problema dava direito a ser chamado traidor à Pátria. O resultado foi o que se viu. Estaremos numa via idêntica com as etnias?
Quando o Arménio disse “o mais escurinho” identificou perfeitamente o homem sem ofender ninguém. Se houvesse um loiro e ele dissesse “o loirinho” dava problema?
Se dissesse o “loirinho” corria mesmo o risco de ser muito mal interpretado…
não podemos por tudo e por nada começar aos gritos: racismo, racismo
Concordo.
Eu, de facto, até já tenho medo de abrir a boca. Estão sempre a sair coisas que ou são racismo, ou xenófobas, ou sexistas ou etc. e só notamos depois de termos falado. Há dias referi-me ao cartão de cidadão duma mulher, vi-me grego. Noutro dia disse Senhoras e Senhores (não foi em Londres, foi cá) ia sendo apedrejado porque me esqueci dos que não são nem uma coisa nem outra. Já pensei em adoptar (nas conversas) “car@ amig@” mas não consigo pronunciar aquela porcaria do @.
Muito bom.
Vivemos em permanente hipocrisia e quase não damos conta.
Pacheco Pereira é, felizmente, um nome em que se detecta um admirável equilíbrio de género.
Sorte dele, daqui a pouco veio para ficar.
Antigamente era uma conhecida marca de automóveis.
Agora são os contrapesos da geringonça que se inclinam na pendura conforme o lado das curvas.
Com escurinho e tudo à medida do freguês.