Não pode valer tudo


Pedro Correia,

Felicito Assunção Cristas, que acaba de dar uma lição de dignidade cívica ao PSD: em política, mesmo nestes tempos de populismo à solta e demagogia desenfreada, não pode  valer tudo para qualquer chico-esperto conseguir notoriedade e sacar votos, enquanto o partido arrecada os salutares princípios da tolerância e da moderação num armário fechado a sete chaves.

Francisco Sá Carneiro, o fundador do PPD-PSD, não teria agido de modo diferente: o primeiro dever de um político é evitar dar palco a escroques.

80 comentários em “Não pode valer tudo”

  1. Sr. Pedro Correia, o Sr. Ventura disse alguma mentira? e se o Sr. Ventura fosse do seu Sporting, mereceria a mesma crítica?

    1. Alguma vez ouviu Sá Carneiro dizer algo semelhante? Se a resposta for negativa, a sua dúvida fica logo esclarecida.
      A menos que veja com bons olhos uma fusão do PSD com o PNR.

      1. Sá Carneiro, no seu tempo, foi alvo de acusações de populismo (ainda hoje, e.g. na Wikipedia, uma linha em semântica canhota d’academia, se escarra tal epíteto), de escroque (uma dívida ao então BES de (?) 30 000 contos) já para não falar das diarreias de “fássista” e outra canalhices da intolerância das tropas dos “amanhãs que cantam” pelas maltas da direita.
        Não gosto do sr. (Dr. Prof.?) Ventura na vertente pública que conheço – a de encartilhado papagaio serventuário da lampionada que coalesce a volta do ex-rei dos Pneumáticos e sus cronies, e actual contumaz d’ordenha de créditos junto de banca “amiga” onde se distingue como “rei dos passivos”. Se se presta a estes servilismos por “parvenus” como o sr. Vieira, sera pelo menos um promotor de equivalentes “networkings” de xerifados de suburbia.
        Ou seja, nunca deveria ter sido promovido pelo PSD a candidatura de electivo “public servant”- que se quedasse lá com as avenças junto da tralha vieirosa verrinosa..
        Dito isto, pergunto-me, nesta era de indignações a cada opinião fora da semântica pós-Gramisciana dos aparatos ideológicos paridos nas áridas oficial “educação & academia canhota” e empedernidas “langue de bois” mediática por enviesado “republicanismo” serôdio, como é que podemos discutir a formação e persistência de guetos onde cidadãos portugueses vivem, de facto, de subsidios estatais, actuam frequentemente como se as leis não se aplicassem a eles próprios e reiteram intimidação e chantagem quando chamados á liça??

          1. Mau resumo – pergunta-se como se pode discutir, questionar, um problema de “guetização” amansada com subsídios e bonomia, quando não negligencia, legal sem se contaminar a discussão com
            arengas de “populismo” (que servem, como serviram no passado, para que nada se discuta) e de politicamente correcto assim deixando lugar a figuras que noutras arenas se comportam como lacaios de personagens tão rasas como as que populam e presidem à “Estrutura” de gestão lampiânica – o que para mim é bem diferente do ser “benfiquista”.
            Para mim seria problema comparável se tivesse Reinaldo Teles a candidatar-se a presidente da Junta de Massarelos com incumbências de tempos livres e entretimentos, ou BdC propor-se para vogal da junta de Massamá com pelouros de parques infantis & equipamentos desportivos onde faria medrar claques de futebol. “Em ambos os três” baixa-se muito o nível….

        1. Esse candidato junta o pior do futebol ao pior da política. Se o PSD queria um candidato xenófobo em Loures, chamasse o Pinto Coelho do PNR. O original sempre é preferível às cópias fajutas.

  2. André Ventura é um escroque?

    Eu não o conheço (não vejo comentário futebolístico na televisão, nunca tinha ouvido falar de André Ventura) mas, pelo que entendo do linque, trata-se de um doutorado em Direito e professor em duas universidades. Há escroques em todo o lado, mas…

  3. O PPD-PSD já deu palco a muitos escroques de variados tipos, desde o gerente do BPN até Duarte Lima.
    O próprio Sá Carneiro foi acusado de ter feito um calote a um banco qualquer, um caso que, que eu me recorde, nunca foi completamente esclarecido.

      1. sou obrigado a gostar deles!!!??…se eles não gostam dos cristãos porque carga de agua é que os tenho que idolatrar…é deles e dos mohameds! para mim são a mesma “raça”… os Judeus são racistas ? os Judeus são xenófobos?

  4. Como é que alguém com um curriculum que inclui, além de um doutoramento numa universidade estrangeira, a fluência em inglês, árabe, espanhol, francês e hebraico, ainda não aprendeu o valor das palavras?
    Como no curriculum não aparece a fluência em latim não lhe aconselho o De Magistro de Santo Agostinho, mas o discurso de Marco António, no funeral de Júlio César, de Shakespeare, lido no inglês do Bardo, deve servir. Talvez assim consiga dizer o que não pode ser dito, dizendo o contrário do que se quer dizer, para que se perceba o que se quis dizer sem que o tenha dito.
    Pasmo que tanto curriculum ainda atrapalhe quem já se habituou ao driblar do futebol comentado. Não pode ser político quem quer…

    1. Misturar o pior da política com o pior do futebol só pode dar nisto. O Farage de Caneças com a sua retórica anti-cigana. Amanhã pode ser contra os negros ou contra os judeus desde que lhe garanta destaque nos tablóides.
      Este imbecil, ignorante como é, desconhece que nos anos de brasa da revolução parte da segurança dos comícios do PSD e do CDS era assegurada por ciganos. Nunca nenhum dos fundadores destes dois partidos teve qualquer afloramento xenófobo nos seus pronunciamentos públicos. O personalismo de Sá Carneiro e Balsemão, e a democracia-cristã de Amaro da Costa eram incompatíveis com essa retórica.

  5. completamente e acordo! agora só falta correr com os outros escroques (Passos, Montenegro, Pedro Marques, Amorim e mais uns quantos)

      1. Hugo Soares, Matos Rosa, Paulo Rangel, Teresa Leal, luis Marques Guedes, Teresa Morais, Maria Luis Albuquerque, Marco António Costa, Pedro Pinto…. é muito escroque junto

  6. O PSD no momento actual está sem timoneiro e sem rota. É mais um caso a somar ao da saída de Luís Montenegro e a bronca daquele outro “ventura” Hugo Soares. Quanto ao Ventura verdadeiro é incrível o PSD não ter arranjado outro candidato. Mas convenhamos que as declarações de André Ventura devem ser do agrado de muita gente….na volta temos projecto vencedor.

  7. Ficou ali sentada, os olhos fechados, e quase acreditou estar no País das Maravilhas, embora soubesse que bastaria abri-los e tudo se transformaria em insípida realidade…
    Alice no País das Maravilhas

  8. no tempo do Sá Carneiro havia rendimento mínimo ? e que tal ouvir os moradores de Loures ? acha que o Ventura falou porque lhe apeteceu ? ele apenas deu voz aqueles que tem que viver com quem não respeita as leis da sã convivência. A.C. pensa que indo à mesquita segregada só com salas para mulheres à parte ou armando-se em defensora da comunidade cigana que vive do rendimento mínimo terá muitos votos. Veremos.

    1. No tempo de Sá Carneiro talvez não houvesse rendimento mínimo. Mas havia respeito máximo por todos os eleitores, fosse qual fosse o credo, a etnia, a idade, a condição social e a proveniência geográfica de cada um.
      Precisamente ao contrário do que acaba de ser evidenciado pelo Farage de Caneças.

  9. Muitas vezes estou de acordo consigo mas desta vez não tem sentido o que diz. Cá pra mim, o único que aprecio e que daria mais crédito ao CDS é o Adolfo Mesquita.
    V.Exª que considero inteligente, ouça bem e interprete bem o que o candidato a Loures disse.
    Há uns anos ouvi um cigano dizer em Beja; o cigano não foi feito para trabalhar.
    Hoje ouvi um “operário” dizer na TV; estava em Beja e um cigano dizia mal dos serviços sociais pq não lhe pagavam um subsídio e acrescentou, em Ourique já me pagaram.

    1. Respeito profundamente as divergências de opinião. Este é um espaço de liberdade, sempre assim foi e sempre assim continuará.

      Combaterei sempre a contaminação do discurso político por apelos, velados ou expressos, ao ódio racial e xenófobo. Considero totalmente inaceitável confundir a árvore com a floresta, englobando comunidades inteiras em estereótipos negativos, que visam apenas suscitar animosidade e tensões sociais para tentar caçar uns votos.
      Acho esse comportamento execrável, venha de quem vier e seja em que quadrante for.

          1. Desculpe lá, os cachorros mijam agachados; os cães adultos é que mijam contra as árvores, contra as rodas das viaturas, contra as esquinas dos muros, contra tudo aquilo que entendem servir para marcar o seu (deles) território.

          2. Lixou-me, quis ser engraçado e saí tosquiado. Rima em é verdade.

  10. Sem dúvida. Provavelmente até nem pensa assim, embora isso seja mais conversa de café. Mas alguém que é candidato a presidente de um município não pode vir com esta lengalenga generalizadora. Quis armar-se em populista e tem aqui a sua paga. E é mais um problema para o PSD.

    Já agora, esta posição do CDS começou num post de Facebook do Francisco Mendes da Silva, que, como se demonstra, tem voz dentro do partido. Ainda bem.

    1. O PSD não acerta uma, sobretudo nas candidaturas da Grande Lisboa. Cada tiro, cada melro.

      Plenamente de acordo quanto ao merecido elogio ao Francisco Mendes da Silva: as críticas que expressou sem perda de tempo foram escutadas pela direcção nacional. E ainda bem.

      1. Pedro, na Maia o actual edil, Bragança Fernandes, presidente da distrital do PSD, na impossibilidade de candidatar-se a novo mandato, só para se manter no poleiro, candidata-se a presidente da Assembleia municipal.
        Este Bragança em 2012 foi apanhado com 63000€, na mesinha de cabeceira, junto às cuecas, aquando de uma busca pela PJ. Até tem um torneio de bola como o seu nome:

        http://www.jn.pt/seguranca/interior/judiciaria-apreendeu-63-mil-euros-em-casa-de-braganca-fernandes-2823529.html

        http://desporto.cm-maia.pt/index.php?id=50&cat=4&idn=935

        Isto é mau demais!!!

    1. Já experimentou ir à multiópticas?

      Até lá, interrogue-se por que motivo a presidente do CDS tirou o apoio a esse candidato. E (já agora) também por que razão a vice-presidente do PSD, candidata deste partido em Lisboa, se apressou a demarcar do Farage de Caneças.
      https://sol.sapo.pt/artigo/572644/teresa-leal-coelho-repudia-declaracoes-de-andre-ventura

      Sempre ouvi dizer: quem se deita com cães, acorda com pulgas.
      Quem se mistura com xenófobos, ganha sarna para se coçar.

      1. Há quase 40 anos , o J. Daniel tinha 9 irmãos e irmãs. Era um miúdo engraçado e chamávamos-lhe Sapo e ele não se importava. Quis trabalhar como engraxador. Ficava com os olhos brilhantes quando tinha gratificações. Resolvemos por ele matriculá-lo na escola do Bairro. Comprámos cadernos e lápis e canetas e uma mala e os livros. Estava que quase rebentava, feliz e orgulhoso, o J. Daniel. Aprendeu a ler e a escrever o possível durante os dois anos em que a mãe o deixou lá estar. Nunca vi o pai. Casou ainda não tinha barba na cara e tem 6 filhos. Deixámos de o ver durante bastante tempo. Foi para fora. Um dia destes chamei um Taxi e com ele vem o J. Daniel. Contou-me dos filhos e dos netos e da vida lá fora. Voltou pela saudade.
        Só tem um irmão vivo. Os outros, levaram-nos as drogas, sabe como é D. Dulce. O carro é dele, está feliz e está em paz com a vida.
        Nunca recebeu subsídios do estado.

        1. Peço desculpa , mas respondi onde não devia. O tablet está em auto-gestão… se queromescrever sem ser em tabletês, foge do sítio…

  11. O Guterrista RMG é basicamente o Centrista RIS, que tem ajudado muita gente a sobreviver, talvez não com dignidade , mas com alguma humanidade.
    Que a etnia cigana não trabalha, não é novidade para ninguém. Njnca foi. Há séculos, talvez ? Insersão ou reinserção social , também nunca foj a praia deles. São quem mais e melhor usufrui dos subsídios, mas não são os unicos que vivem dos impostos dos contribuintes, nem os únicos que preferem receber o subsídio de desemprego em vez de procurar trabalho.
    A líder do CDS-PP pode não ser o supra-sumo da dignidade cívica cá no pedaço, mas esteve muito bem e tiro-lhe o meu chapéu. Um candidato ao cargo máximo numa autarquia, não deveria à partida apresentar um programa para habitantes de primeira, de segunda, de terceira… é política segregacionista e irresponsável, para angariar votos das classes média e média alta. Naquele concelho, tanto pode dar um tiro num pé como ser o rocket man, esperemos para ver…

    1. Tenha os votos que tiver, são votos que não interessam. Se o PSD quer ser uma espécie de PNR-bis, o caminho é este. Se não quer, o caminho é outro. Nada a ver com este.

      1. Acho o PSD ultimamente tão desequilibrado , que penso quer ser qualquer coisa mesmo que mal definida que o ajude a subir nas sondagens, e o torne outra vez um partido popular, ou populista , se tivermos em conta a ideia generalizada de que nos últimos anos foi a classe média quem pagou as crises todas, tornando-se assim uma das camadas menos privilegiadas da população, à qual é necessário satisfazer a necessidade premente do respeito que lhe foi sonegado.
        Mas há respeito e respeito, e este tipo de discurso é democraticamente desrespeitoso. E é como diz, podem ser votos, mas não interessam a ninguém.

  12. Mal seria se de cada vez que um elemento de um partido ou de um governo abre a boca, o que disser tenha que cativar sem rodeios o grupo a que pertence. Já não teríamos hipóteses de ter partidos, nem governos, e muito menos o atual geringonceiro.

          1. E se calhar até acha muito bem. O problema é que as moscas andam por aí sem mãos a medir sendo impossível acorrer a todas as prioridades.

  13. Alguém conhece, ou já ouviu falar de um cigano que seja:

    – médico, advogado, arquitecto, economista, etc., etc…
    – empregado de balcão, empregado de mesa, mecânico, trolha, etc., etc…

    Em resumo, que tenha uma profissão, para além de vender material contrafeito?

    1. Eu conheço um que é assistente (ou professor, não sei) no Instituto Superior Técnico e outro (filho de cigana e não cigano ou ao contrário, não sei) que é advogado. Vi os dois nuns programas na Televisão. Conheço uma família cigana que tem um estabelecimento de roupas e, pasme-se Senhor Muchacho, tem empregados lá na loja que não são ciganos.
      E conheço alguns que vendem material nas feiras que não parece ser contrafeito mas, de facto, nunca lhes perguntei.
      Sei de outros que não estão nada integrados na sociedade e muitos que vivem na mais abjecta miséria. Há quem diga que a culpa de haver gente na miséria é culpa deles próprios.

      1. Adenda.
        Conheço outro cigano que é jogador de futebol e até joga na selecção. Conheço uma que é realizadora de cinema. E ocorreu-me agora que na terra da minha mulher há um que trabalha na construção civil e até já me fez umas obras.

        1. Se há abusos na segurança social e no rendimento mínimo, a culpa é do Estado que deve ser um escrupuloso zelador dos dinheiros públicos. Estigmatizar toda uma comunidade por falhas imputáveis directamente ao Estado é inaceitável.

  14. Se se insiste no tema, também posso insistir no comentário:

    “Aceito como razoáveis o texto e o 1º comentário.
    Sem receio de cair em contradição, atendendo ao comentário que pretendo fazer.
    Acabo de ler uma reação indignada às declarações sobre os ciganos de André…
    Não posso deixar de relacionar os dois casos.
    Impressiona a rapidez e a impetuosidade com que certos meios reagem a declarações/opiniões desalinhadas por politicamente incorretas.
    É óbvio que muitos ciganos (quiçá a grande maioria) vive do Rendimento Mínimo.
    É óbvio que a espécie humana não chegou aqui à custa da homossexualidade, o que, no mínimo, justifica a tolerância relativamente a quem considera esta como um desvio.
    Impressiona e revolta tanta agressividade.
    Não há pior ditadura!”
    João de Brito

    1. E foi o João, professor! A questão não é essa. É associar toda uma etnia a um desvio moral intrínseco. É o mesmo que associar todos os banqueiros a corrupção, todos os funcionários públicos e professores a mandriões, com férias prolongadas na melhor altura do ano . Existe uma diferença não muito subtil entre politicamente incorreto – pensar fora da caixa- e o populismo – que por hoje é o politicamente correcto /aceitável

    2. Meu caro, Brito!
      Explique-me lá como chegamos até aqui pode ser que eu entenda…Júlio Cesar, Alexandre Magno, Marco Aurélio, Adriano, Oscar Wilde, Cesariny, etc…tudo panascas…Tchaikovsky….

  15. depois de dois dias a meditar, cheguei à conclusão de que estamos todos enganados. Afinal A. Ventura não é candidato do PSD, é candidato do Correio da Manhã. Nem o PSD se deu conta ainda do logro

  16. Venho cá esporadicamente comentar, mas desta vez não resisto, até porque tenho “interesses” no concelho em apreço, sou trabalhador da autarquia a que se candidata André Ventura.
    E conheço melhor que o candidato a realidade do concelho, por força da minha actividade profissional, não sendo de todo verdade o que diz em relação à habitação social, que é o assunto responsabilidade da autarquia, já que a atribuição e pagamento do RSI é da responsabilidade da segurança social a quem compete também a fiscalização da sua justificação (ainda que, mesmo assim, a média de atribuição do RSI no concelho de Loures seja de 100€)
    Conheço algumas pessoas, umas do concelho de Loures, outras não, que vivem desbragadamente à conta do orçamento e em absoluto estado de impunidade, vindo-me à memória assim de repente, Luís Filipe Vieira, José Sócrates (alegadamente, por enquanto), Duarte Lima, Dias Loureiro, Miguel Cadilhe e que eu saiba nenhum deles, pelo menos de raça, é cigano (há ainda um rol de grandes devedores à CGD, que se desconhecem porque (não) dá jeito e aposto que nesse rol não há nenhum cigano). Por outro lado conheço alguns indivíduos de raça cigana que ganham a vida honestamente, tal como a maioria dos “brancos”, uns nas feiras, outros em cartórios de advogados, outros como trabalhadores de recolha dos resíduos sólidos, outros como pedreiros, outros em lojas de pronto-a-vestir, já para não falar dos casos que exemplificas aí numa das tuas respostas.
    Ultrapassado o tema ciganos, salvo seja, há naquela entrevista de André Ventura uma declaração que está a ser esquecida, não sei propositadamente, e que confere um retrocesso civilizacional de mais de 150 anos e que é a defesa da aplicação da pena de prisão perpétua. No país que tem a medalha honrosa de ter sido o primeiro a abolir a pena de morte, ninguém ter comentado isto deixa-me preocupado tanto como com o populismo do assunto ciganos. E penso que deve merecer reflexão de todos nós.

    Abraço

    1. Certo, Edmundo. Essa bacorada não é menos censurável que a outra. Com a agravante de partir de um suposto professor de Direito, o que a torna ainda mais condenável.
      Abraço.

    2. Onde é que o Edmundo foi buscar essa ideia de que o dr. Miguel Cadilhe vive à custa do Orçamento do Estado? Olhe que se ele sabe e se o consegue identificar não lhe perdoa a ofensa. Ou perdoa por o considerar inimputável…

      1. Eu nestas coisas faço-me de maluco. É mais ou menos como nas capas dos desportivos, o Benfica manda, mas não manda, entende?
        Quanto ao dr. Cadilhe, eu só leio jornais, se o sr. se sentir incomodado, remeto-o para eles.

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