Três semanas depois, cumpridas hoje, ainda não entrou em funções a comissão oficial que irá apurar as responsabilidades da tragédia ocorrida em Pedrógão Grande.
Três semanas depois, cumpridas hoje, ainda não tomou posse a comissão oficial que irá apurar as responsabilidades da tragédia ocorrida em Pedrógão Grande.
Três semanas depois, cumpridas hoje, ainda não está designado o presidente da comissão oficial que irá apurar as responsabilidades da tragédia ocorrida em Pedrógão Grande.
Três semanas depois, cumpridas hoje, ainda se desconhece o elenco completo da comissão oficial que irá apurar as responsabilidades da tragédia ocorrida em Pedrógão Grande.
Há três semanas, 64 pessoas foram vitimadas pelo trágico incêndio deflagrado em Pedrógão Grande. Nem uma só demissão nos organismos do Estado português ocorreu desde então – nem na GNR, nem na Protecção Civil, nem na PSP, nem no SIRESP, nem na Polícia Judiciária, nem nos bombeiros, nem no Instituto Português do Mar e da Atmosfera, nem nas autarquias locais, nem na Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Nem uma, para amostra.
Ninguém.
A culpa morreu solteira. Até quando?

Quem morreu infelizmente foram 64 infelizes que , por um bambúrrio da sorte, entraram numa ratoeira de fogo. A culpa, essa anda a monte. De momento está de sabática em parte incerta até às próximas eleições legislativas, onde será usada como arma de arremesso, apontada para a destruição maciça do programa do adversário. Por essas alturas sabem-se sempre coisas que estiveram encarceradas à espera de serem soltas no momento exacto.
Isto aqui não é Camelot, o hemiciclo não é redondo e cavaleiros não conheço, só algumas cavalgaduras.
Mas, Dulce, já se sabe de quem foi a culpa. Foi do governo anterior…
Obviamente que a Srª. tem toda a razão. Mas permita-me discordar, pois tudo se deve à incompetência do povo português em resolver problemas antigos. Já não digo o problema de Olivença, uma vergonha nacional, mas sobretudo esta questão da culpa, esta danada que nos consume as entranhas, nos enrodilha os neurónios, nos transforma em basbaques a olhar p’ró ar, do tipo “ó patego, olha o balão”. Alto, reparo agora que a culpa não é dela, da culpa, é nossa. Sim, porque se a culpa se farta de morrer solteira, é porque ainda não fomos capazes de andar da perna e de casá-la, a tempo, antes que morra. Será que não logramos arranjar noivo para essa despudorada? Não acredito. Temos mais que “bons partidos” para ela. Podia ser o João Galamba, eu sei lá! Já o Carlos César penso que não. Isso era para haver muita violência doméstica. Mas já estou a vêr o Costa a chegar de férias, a ler esta merda de comentário e a pensar lá com os seus caracóis de monhé que, se calhar, eu estou cheio de razão. E vai daí, manda a Catarina pôr a boca no trombone para espalhar aos quatro ventos que é preciso casar a culpa antes que morra e que o murcão do noivo até pode ser o Junker, porque tem nome de esquentador. Sim, porque a culpa é da Europa. Viva a peluda!
“O PS sobe nas sondagens”. Destroçar ou desertar e viva a peluda. Como se diz na minha terra: Só batendo na cangalha o burro entende.
Candidata-se a Comentário da Semana.
Faz-me alguma confusão o governo já andar a anunciar a reconstrução das casas quando não se sabe que dinheiro vão utilizar e como se vai processar essa reconstrução.
É o dinheiro que as pessoas deram para a conta e o dinheiro do concerto? Espero que não. Era trágico ver o governo a abotoar-se com esse dinheiro e depois fazer um ajuste directo com uma empresa que não se sabe qual é — sem se saber qual é o plano, os materiais, etc. Há aqui qualquer coisa que não bate certo.
E agora de cada vez que houver uma desgraça vão reconstruir casas às pessoas? Isto vai ser bonito.
Nada de novo. Há uns anos foram os bancos que se fizeram com o nosso dinheiro.
V, quanto à ideia do Nacionalismo Acádico não me parece mal. Dentro de ums anos vou tentar ser autosuficiente, para os lados do Côa, ou do Rodão. Abraço
O Côa conheço bem! Gosto da zona da Marofa e Castelo Rodrigo está um mimo. Há um vinho branco na Mêda que dá vontade de viver. Aquilo por ali é bestial. Um bocado afastado mas se a pessoa estiver entretida com algo de que goste nem dá por isso. A zona de Ródão (Castelo Branco?) não conheço.
Abraço.
“A indiferença a propósito de um princípio equivale, com efeito, à negação deste princípio, e não raras vezes o silêncio pesa mais que o erro.”
O inenarrável Lavoura também foi de férias ou enviaram-lhe um tweet para moderar ou parar por enquanto a prosa ?
Até ao próximo Outono/Inverno quando o titular da pasta da Administração Interna tiver novamente “o pior dia da sua vida” em consequência de um desabamento de terras que provocou danos materiais e pessoais. Todos aquelas 46000 campos de futebol (hectares) tiveram a sua capacidade de retenção das águas pluviais alterada, e quando começar a chover haverá reflexo disso se não forem tomadas já medidas adequadas para o atenuar ou pelo menos proteger pessoas e bens.
Até sempre, e como sempre! Demitirem-se? Estão todos tão bem instalados, uns de férias, outros fazerem nada, onde vão eles arranjar melhor vida? Nem no CÉU.
Até quando deixarmos de ser portugueses !!!!
Parece que as recentes inundações em Madrid, com imagens de estradas a abrir crateras e os automóveis a serem engolidos tiveram como principais responsáveis o SIRESP, a protecção civil, a GNR, e a titular do MAI, obviamente.
Demita-se toda a gente que o problema fica logo logo resolvidinho. Para o ano nem haverá um fogacho para amostra.
Disparate – mais um para a sua colecção privada.
Quantos mortos houve em Madrid?
É apenas para não o deixar sozinho a dizê-los/escrevê-los.
O número de mortos é que determina as demissões?
Não se preocupe: sou incapaz de rivalizar consigo, a taça é sua.
Eu jamais seria capaz de comparar umas inundações sem vítimas humanas em Espanha com incêndios florestais que provocaram 64 mortos e mais de 250 feridos em Portugal.