A SIC decidiu mostrar-nos a faceta dos líderes partidários no seu dia a dia e dar-nos a conhecer o seu lado “humano”. Foi uma boa ideia.
Não tive oportunidade de ver, de início, o programa com o “retrato” de Jerónimo de Sousa. Quando cheguei já estava Luís Delgado a fazer o seu comentário. Abri a boca de espanto quando ouvi o tom elogioso, quase embevecido, com que ele se referiu a Jerónimo de Sousa e ao PCP.
Não é que discorde do que ele disse. Na verdade também simpatizo com Jerónimo de Sousa e não vejo no Partido Comunista aqueles papões com que é normalmente catalogado por Sócrates e pela direita em geral. Mas que diabo… o PC também não mudou assim tanto, para justificar a afirmação de Luís Delgado de que já não há militantes com passado de luta contra a ditadura. E deu mesmo o exemplo de Jerónimo de Sousa que, na sua opinião, nunca viveu em ditadura. Ora Jerónimo de Sousa nasceu em 1947, não foi em 1974! E já agora, Luís Delgado podia ler os editoriais do Avante! Percebia que, afinal, ainda há alguns tipos por lá que se mantêm fiéis ao passado estalinista, ajudando a alimentar algumas ficções sobre a História e a denegrir a imagem actual PCP.
Que diferença entre este Luís Delgado e aquele que sempre foi fanático admirador de Bush e acólito de Santana Lopes. Serão gémeos dizigóticos?

Caro CBO, aconselho-o a ouvir o contraditório na antena 1 ás sextas 19Horas.
abraço
Já fui ouvinte habitual desse programa mas, por razões várias, há meses que não consigo sintonizar-me com a Antena 1 a essa hora. Sei, no entanto, qie perco um bom momento da rádio.
São trizigóticos – Buch /Santana Luis Delgado, sendo que este último, é o mais inofensivo, afinal de contas não tivemos de levar com ele como político. Livra!. Há uma certa direita que fica fascinada com os comunistas, desde que não lhes “assaltem” a propriedade…
Sabe que tem sido muito recomendada, a menina?
???? :)))
Sim, sim. Por várias marcas de máquinas de lavar. Hehe…
Pois, também já reparei… :)))
Não era a Manuela Moura Guedes que fazia um desses anúncios?
Acertou, veja lá como são as coisas eheheh .Ela jurava que era o melhor que havia, sem margem para dúvidas, até deu uma entrevista em que comprovava por A + B a sua infalibilidade :))) Já não me lembro é se foi antes ou depois de ser deputada da Nação, ou antes ou depois de querer ter uma carreira como cantora, ou antes ou de pois de tentar ser jornalista. Agora o que sei, é que palco nunca lhe faltou :)))
Bem me parecia.
Versátil mais versátil não há.
Hehehe…
Muito versátil em tudo, esta MMG. E também muito despudorada na forma como, desde há muitos anos, ataca os seus colegas de profissão. Isto, claro, partindo do princípio que ela agora é jornalista. Já não é deputada, nem cantora, apenas continua a vender a banha da cobra e a arrastar atrás de si uma onda entusiástica de seguidores.
Interessante este diálogo eheheh
A Júlia Pinheiro também anunciou o produto. Mas, Ariel, também gosto da palavra lida ao contrário: Leira.
Cumprimentos lavadinhos a ambos.
:)))))))
Lavadinhos e escovados também para si Maria do Sol. :))) Já a Júlia Pinheiro parece-me que nunca tentou ser jornalista…
A JP tentar tentou e chegou a fazer o Praça Pública no início das emissões da SIC.
Mas concordo que a MMG é caso único. Multifacetada que só visto. Mas já há muito que penso isto da senhora. Nomeadamente quando resolveu ser deputada da nação pelo Partido Popular ex e acual CDS.
Olhe essa escapou-se-me :))) já nem me alembro :)dessa Praça Pública :)) não deve ter deixado grande memória..
Pois é Ariel… Não é por acaso que sempre que ouço elogios da direita aos partidos de esquerda, me lembro da história do “Capuchinho Vermelho”.
A direita mais ‘musculada’ (não é o caso do Luís Delgado) há muito vem exprimindo a sua simpatia pelo Partido Comunista, enquanto debita ódio pelo Bloco de Esquerda. Não é preciso sair do reino da blogosfera para perceber isso. Entre Jerónimo e Louçã, nem um segundo de hesitação: escolhem o primeiro. E o culto a Estaline bem patente no órgão oficial do PCP, até pela pena do seu chefe de Redacção, só contribui para esta atracção, não a atenua. Homens de ‘pulso forte’ continuam a ser uma tentação, numa certa esquerda e numa certa direita, nostálgicas de um tempo em que reinava a ‘ordem nas ruas’.
Ora bem, é isso mesmo Pedro. Jerónimo representa uma força política perfeitamente controlada, previsível, confiável, com ou sem Jerónimo. Tirem o Louçã do Bloco e vão ver o que acontece, e mesmo assim…
A grande questão que se coloca – e ontem o debate Portas/Jerónimo deixou isso bem claro- é se o PCP é um partido de esquerda. Não chega abnadar sempre na boca com os direitos dos trabalhadores e dos mais fracos para se ser de esquerda.
De qualquer modo, o que pretendia salientar com este post, era o facto de ter uma grande desconfiança quando a direita elogia o PCP. Jerónimo de Sous deixou-se enredar no cantop da sereia de Paulo Portas e não desmontou a hipocrisia. Correndo o risco de me repetir: não fez a psicanálise do discurso de Portas, que nos conduziria, inevitavelmente à história do Capuchinho Vermelho.
Boa.