«A tragédia de Pedrógão Grande, o enorme número de vítimas mortais num incêndio, expõe de forma dramática o abandono a que está votado Portugal. Vimos no fogo e nas mortes o fosso entre um país urbano, pendurado nos direitos e desabituado a ter deveres, e um país que vive entregue a si próprio, esquecido. Foi-nos mostrado, de forma terrível, como são ocas são as palavras e os discursos contra a desigualdade. Desigualdade é isto, é um Estado não ser capaz de proteger aldeias de um incêndio.»
Helena Garrido, no Observador

conversa fiada! claro que na cidade não aconteceria o mesmo porque não temos floresta. até parece que o que aconteceu foi um “incendiozito normal”. e quanto a direitos, deve haver aí uma confusão….
Exatamente. Em situações de excepção o Estado português só responde à superficie de um Portugal profundo.
Um Estado que tributa os mortos e come-nos vivos. E dele o que recebemos?
Na saúde :
Os engarrafamentos das consultas externas devem-se a uma atípica virulência gripal.
Nos incêndios :
Fenômenos atmosféricos imprevisíveis.
Na crise bancária :
Viveu-se acima das possibilidades
E assim por diante. As fardas das autoridades luzem, e as medalhas ofuscam. Mas a competência é cega. E a culpa já muito velha para que dela esperemos expiação
Também notei que numa situação de emergência o Estado dependeu da cooperação de privados, como a EDP e a PT ( muitas destas empresas asseguram serviços fundamentais através de empresas subcontratadas sem meios para actuarem nestas situações )Não deveria ser assim. Tal como o combate aos fogos deveria estar totalmente nas mãos do Estado.
Outra coisa ficou clara para mim. Se o Estado é inoperante em situações de emergência vou adquirir uma caçadeira pois sinto que a minha segurança não está garantida pelo Estado (uma das justificações da NRA para a venda livre de armamento ).
Comentário da semana pelo menos para mim.
Quanto ás apreciações da “jornalista” Helena Garrido são similares á dos politicos que diziam (e ela também) que o BES era sólido…
O meu? Envie-me o seu NIB, WW
Falta na opinião de Helena Garrido apontar as causas do estado do Estado. E para mim os interesses dos Privados são muitas vezes satisfeitos com a inoperância, a falência ,desde mesmo Estado. Pois assim conquistam a opinião pública para a privatização de muitos serviços que deveriam ser do Estado. Veja-se o Metro de Lisboa- o caos que por lá anda não é inocente. É sempre assim. Os politicos destroem os serviços para justificarem a sua posterior venda. E no final vão para para o Privado recompensados.