Desse maluco genial, visionário do Estado ao serviço do mal burocrático, do mal científico, dos totalitarismos do final da década de 30, da absurdidade tornada normalidade, da solidão naagente na multidão estandarderizada, já li tudo. O livro América foi o que dele mais gostei.
Caro Jus! Uma obra acaba-se apenas quando lhe sabemos o fim. Assim exceptuando as que se fazem de braço , toda a obra do espírito é entendimento sem fim. Concorda?
Tenderia a concordar com o caro Eins, não fora o paradoxo do entendimento sem fim!! O entendimento tem, por pressuposto epistemológico, um determinado fim! É um exercício finalisticamente determinado! A não ser que estejamos a falar de um entendimento falho ou insuficiente, caso em que, realmente, poderemos firmar um entendimento sem fim!!
Mas fora isso, eu acabei de ler o que havia para ler da obra “O Castelo”, mas a obra, como tem um entendimento sem fim, não acabou!!
Falava que só o autor sabe o fim da sua obra. E quando falo em fim, não me refiro ao final. O que também acontece é o autor ser tomado pela obra. E possuído por ela ver apenas no fim forçado, que desvirtua o final pensado, o reganho da sua perdida e amada liberdade. Abraço
Desse maluco genial, visionário do Estado ao serviço do mal burocrático, do mal científico, dos totalitarismos do final da década de 30, da absurdidade tornada normalidade, da solidão naagente na multidão estandarderizada, já li tudo. O livro América foi o que dele mais gostei.
Dostoiévski, Pedro!! Está na hora.
A este, sim, podemos colar o banalizado adjectivo genial.
Diferente de O Processo, talvez menos evidente no modo de denúncia através do absurdo, mas não gostei menos deste O Castelo que do outro da justiça
Para quem ainda não tem, esta edição é muito recomendável. A Ítaca é uma boa etiqueta editorial.
Magnífica obra inacabada!
Caro Jus! Uma obra acaba-se apenas quando lhe sabemos o fim. Assim exceptuando as que se fazem de braço , toda a obra do espírito é entendimento sem fim. Concorda?
Tenderia a concordar com o caro Eins, não fora o paradoxo do entendimento sem fim!! O entendimento tem, por pressuposto epistemológico, um determinado fim! É um exercício finalisticamente determinado! A não ser que estejamos a falar de um entendimento falho ou insuficiente, caso em que, realmente, poderemos firmar um entendimento sem fim!!
Mas fora isso, eu acabei de ler o que havia para ler da obra “O Castelo”, mas a obra, como tem um entendimento sem fim, não acabou!!
Um bem haja,
Falava que só o autor sabe o fim da sua obra. E quando falo em fim, não me refiro ao final. O que também acontece é o autor ser tomado pela obra. E possuído por ela ver apenas no fim forçado, que desvirtua o final pensado, o reganho da sua perdida e amada liberdade.
Abraço
No caso, caríssimo. Acho que o autor finou a meio!! Tão abrupta quão inesperada que nem ele lhe sabe o fim!
Um abraço,