Lamento, mas como português sinto-me envergonhado


Rui Rocha,

maximo.jpg 

Ouvi as palavras do Presidente da República sobre a tragédia de Pedrógão Grande. São uma vergonha. O Senhor Presidente afirma peremptoriamente que era impossível ter feito mais. Ora, numa situação destas o que é impossível é saber já se podia, ou não, ter sido feito mais. Dizer o que o Senhor Presidente diz tem o único objectivo de paralisar qualquer investigação séria. E o que um país sério faria numa circunstância destas seria apurar integralmente as responsabilidades, se existem, e promover um plano estratégico de prevenção e combate a situações futuras. As palavras do Presidente deveriam ser neste sentido e não no de encerrar apressadamente o tema. Mais tarde ou mais cedo há um preço de irresponsabilidade a pagar por ter um país dirigido por pantomineiros.

 

Leitura complementar: este post lapidar do Henrique Pereira dos Santos.

0 comentários em “Lamento, mas como português sinto-me envergonhado”

  1. Também eu! Uma vergonha. A maior vergonha a que assisti. Desculpe-me o DO mas Marcelo para mim tem-se revelado um palhaço demagogo com laivos de um paternalismo bafiento. Confesso que lhe dei o voto, mas não o voltarei a fazer. Imagino os familiares das vítimas perante estes comentários do PR.

  2. “Ouvi as palavras do Presidente da República sobre a tragédia de Pedrógão Grande. São uma vergonha.” Esta frase é que é uma vergonha neste contexto. Penso que se precipitou, ainda pode apagar e pedir desculpa.

    1. Meu caro, obriga a previdência que balanços só depois de um inquérito. Ou julga que morrem 70 pessoas e culpa-se a trovoada seca?

      Que pachorra!

      1. A trovoada seca? Claro que não. Nem o incêndio teve culpa. A culpa foi do Presidente da República e do comandante dos Bombeiros. Que se deviam demitir como fez Jorge Coelho no caso de Entre os Rios. Já no caso do incêndio do Funchal, Alberto João Jardim não teve qualquer responsabilidade. E ai de quem dissesse o contrário. Por isso (quase) todos se calaram.

        1. “A culpa foi do Presidente da República e do comandante dos Bombeiros”

          Bebeu Sumol? Quem diabo culpou alguém?

      2. O que é lamentável é que a vida é real, e os milagres são poucos e multidões creem que culpabilizando outros é que é bom… Sei que os familiares com estas palavras ou resultados do inquérito nunca estarão/ficarão satisfeitas, como é óbvio. Pelo livre arbítrio cada um resolveu-se no que considerou a melhor maneira de fugir do fogo, o que acontece é que muitos se enganaram, pois ninguém adivinha tal coisa. Depois, o vento era colossal, fugia-se e certamente tentava-se, mas as certezas da opção foram malogradas pela Natureza. E agora? Arranjam-se bodes expiatórios e fica tudo feliz, culpabilizando outros seres humanos que, na sua medida, fizeram o que puderam em tão difíceis circunstâncias??? Só mesmo de cérebros meio tolos, egoístas e descuidados com o que fazem sobre quem culpam… Espera-se que a vida vos ensine, numa das suas curvas bem fechadas…

    2. Comentário tão esclarecido e oportuno que quem o fez teve vergonha de o assinar. O PR teria tido razão se tivesse dito que não era (ontem à noite) o momento de assacar responsabilidades, mas, sim, de resolver problemas. Todavia, não foi isso que ele disse, pois não? O que ele afirmou foi, de facto, uma vergonha. Uma vergonha que muito tuginha já não sente desde que em pequenito o ensinaram a dizer “partiu-se” em vez de “parti”, e em que os papás e mamãs “dão tau-tau” nas paredes e nos móveis em que os seus petizes esbarram.

      1. “ez teve vergonha de o assinar.” Não foi por vergonha, foi por medo. Já tive muito más experiências com o pessoal do politicamente correcto. A partir daí, nome nunca mais. É uma questão de prudência.

    3. Se fosse antes Costa arranjava outros sócios para a desgraça e nem se lembrava de trovoadas secas.
      ISTO:
      As televisões anunciam em rodapé que Marcelo Rebelo de Sousa já se encontra no
      local.
      Não demorou muito ver o Presidente agarrar-se aos microfones
      para um discurso não só despropositado mas abusivo enquanto ainda se vivia o
      drama intensamente.
      Uma distinção entre festas e tragédias é o mínimo que se exige
      aos responsáveis da nação.
      Sem uma postura que atenue a febre de se mostrarem, mais que
      ajudar atrapalham quem está no terreno em nobre missão que lhes cabe..
      Para exibições mórbidas já chegam os jornalistas

      E MAIS ISTO (já pedi autorização para transcrever):
      “As TVs estão desfocados na cobertura da
      tragédia. Em vez de darem indicações e ouvirem as pessoas vitimas da tragédia,
      e o que sabe a polícia e os hospitais, passam o tempo a dizer: “Está a
      chegar fulado de tal”! “Está a chegar a senhora Ministra”!
      “Está a chegar o primeiro-ministro”!, “Está a chegar o
      Presidente!”. Depois, mostra-os a dar beijinhos uns aos outros! Isto é
      alguma informação útil para aquelas comunidades atingidas e em perigo e para o
      país?? Agora, um tragédia como esta dimensão está transformada numa espécie de
      reportagem de passarelle de estrelas políticas a dizerem generalidades??! E não
      se ouve as pessoas, as comunidades, o povo!?”

      1. Qual indignação? Quanta falta de sensibilidade, meu Deus! E os que morreram carecem de tudo!, do nosso respeito, do nosso Amor, carecem de um cantinho no nosso coração! O meu pai, tem 85 anos, está muito doentinho, está atento às notícias, chamou-me e perguntou, Filha, que podemos fazer por este povo? Como podemos ajudar? Estou tão aflito!, mas o nosso Presidente já está lá! – E deixou cair uma lágrima …
        Vou deixar-lhe mais umas letras que copiei, não pedi autorização ao próprio, é um testemunho público que me alagou o coração de Esperança!, afinal temos gente, do melhor que há! Força Pedrógão!

        “Rui Bebiano
        7 h ·

        62 VÍTIMAS
        (E TENTO NA LÍNGUA, ESTUPORES!)

        O número de vítimas mortais do incêndio da região de Pedrógão, Figueiró e Castanheira já vai em 62, para não falar dos feridos, incluindo bombeiros, e do grande número de desalojados que ainda está por conhecer. No meio desta desgraça colossal, é odioso o trabalho, por parte de algumas pessoas – a começar por certos idiotas, repórteres no terreno -, para encontrar e apontar «culpados». Claro que existe muita coisa a funcionar menos bem, mas há na região bombeiros treinados e bastantes meios.

        Só que um fogo desta dimensão, num terreno irregular como aquele, cheio de covas onde existem casas, não tem hipótese alguma de ser enquadrado por infalíveis mecanismos de prevenção. Já agora, para as pessoas que deveriam estar caladas ou ter tento na língua, pois não sabem do que falam: para interditar uma estrada são precisas pessoas e discernimento para o fazer, mas em aldeias recônditas, cercadas pelo fogo, a prioridade de quem lá mora é salvar-se, é fugir dê lá por onde der, não é cortar estradas que podem ser a sua única salvação.

        Já me encontrei cercado pelo fogo, quando apoiei bombeiros em alguns incêndios florestais nesta região, onde nasci e vivi e que conheço muito bem, e sei que nesses momentos é quase impossível ser-se racional. Habituei-me a isso em situações de catástrofe, embora nenhuma delas com esta dimensão, ou algo que se pareça. Aliás, em alguns casos, «ser-se racional» é mesmo perceber que o mais provável é que aconteça o pior. E ser-se suficientemente forte para o enfrentar.”

        1. esqueci-me de “assinar” 🙂 estava muito emocionada …
          Sabe, Sr. Einstürzende Neubauten , com poucas letras, por vezes diz-se tudo:

          Sobre ser humano
          Sendo humanos, todos almejamos o mesmo. Poucos, se é que alguns, sabemos o quê.

          Xilre

          (eu, “iluminava” este sentimento, com uma imagem. Cinco, mais cinco dedos, entrelaçados …)

          1. Se o tem, guarde-o! Pode fazer-lhe falta! E sabe do que precisa mais? O Sr. e nós todos, de SORTE! Que nunca lhe falte! É o meu mais sincero desejo, caso contrário, vai precisar muuuiito do carinho, do Amor, da bondade dos outros, dos que estiverem disponíveis, garanto-lhe que não são tantos assim …

          2. Deixo um beijo e a manifestação de uma admiração profunda a Ilda Gomes.
            Obrigada pelas suas palavras.

            Hoje DEIXO DE SEGUIR este Blogue.
            O que aqui li indignou-me e doeu-me tanto quanto me doem as mortes deste dia fatídico.

          3. “O que aqui li indignou-me e doeu-me tanto quanto me doem as mortes deste dia fatídico.”

            Condói-se com pouco e pouco…como pode comparar?!!

          4. “Hoje DEIXO DE SEGUIR este Blogue.” Boa, quando não se gosta da mensagem mata-se o mensageiro.

        2. “a começar por certos idiotas, repórteres no terreno -, para encontrar e apontar «culpados».”

          Não se preocupe com a idiotice da atribuição de culpas pela morte de quase 80 pessoas. Foi a trovoada. Negligência, na limpeza dos terrenos e na evacuação das populações, não houve, nem haverá. São os imponderáveis, o mato acumula-se, os caminhos descuidam-se e depois vem a maldita trovoada…afinal os blindados só em situações de guerra.

          Em Leiria:
          Regimento de Artilharia 4

          Cooperar, nos termos da lei, com as forças de segurança.
          Cooperar em missões de proteção civil.
          Colaborar em tarefas relacionadas com a satisfação das necessidades básicas e a melhoria da qualidade de vida das populações.

          Viaturas Blindadas Rodas PANDUR II 8×8 – capacidade para transportar 10 pessoas. Estacionadas em Leiria. Existem em Portugal cerca de 200 viaturas destas

          Maiores são os idiotas que se satisfazem como umas rezas e com a vontade de Deus, ou da Anateresa. Exijo culpados, pois é injustificável terem morrido 80 pessoas num fogo, com os meios técnicos e operacionais que existem em Portugal.

          “mas em aldeias recônditas, cercadas pelo fogo, a prioridade de quem lá mora é salvar-se, é fugir dê lá por onde der, não é cortar estradas que podem ser a sua única salvação.”

          As pessoas devem ser retiradas antes do fogo lá chegar. Nem que seja com recurso a blindados.

          “quase impossível ser-se racional”

          Um profissional é treinado para lidar com situações limite. Stresse e pânico podem ter os civis, não os profissionais treinados, daí as formações que esta gente faz ao longo do ano. Não vai para bombeiro ou para militar quem quer, mas quem pode.

          1. “Um assombro antigo
            (…) o fulgor do fogo / Que nenhum ser humano pode olhar sem um assombro antigo (…)

            [Jorge Luis Borges]

            Assombro, horror, comoção: antigos sim, mas atuais, presentes, imediatos, como facas finas cravadas na nossa consciência coletiva.”

            Novamente Xilre. Cobertinho de razão.

    1. A mim ninguém me cala.
      Presidente da Republica Bombeiro e 1º Ministro Meteorologista a exercer funções de Estado fora do lastro das respectivas competências profissionais.

        1. Que falta de respeito do mais alto magistrado da nação quando descaradamente nos vem dizer que “devemos guardar as interrogações”. Contem comigo para promover a sua destituição por grosseira afronta a um dever e direito de exercício de cidadania consagrado na constituição. Imperdoável!

          1. O meu coração ainda chora. Eu preciso de paz, de consolo, para conseguir aliviar de algum jeito, quem sofre, quem muito sofre! E eu não sei o que fazer …
            Por favor, DESAPAREÇA do meu ângulo de visão!

          2. Proponho um sorteio para qual de nós deve desaparecer. Se lhe calhar sumir-se carregue com o seu lápis da censura. Em todo o caso deixo-lhe o simples conselho de não estabelecer regras numa casa que não é sua.

  3. Há diferença de estilo entre o PR português e o PR dos EUA. Um comenta, comenta, comenta na TV, o outro tuita, tuita, tuita na Net.
    Tentativas de persuasão com efeitos positivos ou negativos consoante a fé política.

  4. Senti o mesmo. Que falta de respeito e importância para com os que morreram. Sinto me numa espécie de ditadura política positiva, como se a vida não fosse mais do que uma comédia.
    Para salvar vidas pode e deve fazer se sempre mais. Mas já nem isso eles dizem.

  5. A nossa cultura eucaliptal criminosa e abrilista que substitui a agricultura salazarista “medieval” segundo os filósofos tugas modernos, é a principal responsável por este crime.

    Digo eu super-reaccionário!

    1. Meu caro pior que ser engraçado é pretende-lo ser sem piada alguma.
      Mas afinal o que quer dizer com esse emaranhado de ironia nauseante?

  6. O Presidente devia ter dito: podia fazer-se muito mais mas, infelizmente, os nossos bombeiros são uns nabos (assim como toda a população em geral e, principalmente os 60% que votaram numa anedota como eu em vez de votarem no Senhor Rui Rocha que nunca diria estes disparates).

    1. Tóni, perante uma tragédia deste calibre não seria sensato esperar por um inquérito? O PR deveria mostrar solidariedade com os familiares mas manter bico calado quanto às causas do morticínio. Não falo das causas do incêndio, pois pelo que se ouve foi uma trovoada seca. Bem gostaria eu de saber como se pode já aventar uma causa, quando ainda não houve tempo para uma investigação dos bombeiros/PJ do local….

  7. Miserável. O próprio secretário de estado a que Marcelo se abraçava ontem tão consternado está na televisão a dizer que “são fenómenos”, “não venham cá dizer que são os bombeiros ou isto ou aquilo”. Com esta atitude (o tipo será socialista?) percebemos logo o que temos pela frente.

    Quem mora nestes sítios observa todos os anos que a forma como estão a combater os fogos na montanha é ineficaz — quer nas regras de povoamento florestal e prevenção sazonal, quer na própria “metodologia” de atacar o fogo (que é deixar arder entre pontos de ataque em vez fazerem contra-fogos) e deixam fogos pequenos atingir dimensões incontroláveis. Vejam a história da progressão do incêndio em Segade (Miranda do Corvo) há 2 anos e vão perceber. Há falta de meios e sobretudo há falta de inteligência. Podem usar o jargão da polícia em toda a sua maravilhosa extensão lexical e contar “meios aéreos” aéreos à vontade (um substantivo de grupo não é um substantivo singular, seus estúpidos) mas as desgraças vão continuar a acontecer porque quem manda não sabe o que está a fazer e não têm espírito de investigação para solucionar problemas adequadamente: são só políticos sazonais.

    1. ” quem manda não sabe o que está a fazer e não têm espírito de investigação para solucionar problemas adequadamente: são só políticos sazonais.”
      Há algo de estranho neste país (na Inglaterra é pior): quem manda não sabe o que está a fazer e os que sabem o que fazer abraçam sempre a profissão de comentadores. Por que é que estes, que sabem e têm espírito de investigação, não tomam o comando das operações (aqui ou na Inglaterra, o mal é universal) em vez de comentarem?

      1. 2 problemas diferentes:

        1. Falta de cultura institucional e instituições “amadoras”: A onda de calor estava prevista há uma semana, as condições atmosféricas prefiguravam uma situação potencialmente explosiva. Avisos e monitorização? Reforço de vigilância? Meios de prevenção no terreno (não é nos armazéns, é no terreno) ANTES dos fogos começarem? Pre-antecipação das emergências?

        2. Falta de talento na administração do território: 1. povoamento urbano de má-qualidade (e mau gosto); barracas, barracões de alfaias e de animais sem regras mínimas de segurança ou salvaguarda de meios de socorro; povoamento selvagem da floresta com plantação de árvores de marco a marco sem espaço de guarda nem espécies para barreira; mau gosto e rebaldaria nas próprias instituições (J. de freguesia e CMs) que não impõe modelos físicos de habitações (como fazem em Inglaterra, por sinal) e povoamento do espaço urbano e agrícola. É tudo feito à balda, tipo acampamento de saltimbancos mas com cimento que é para durar. Enquanto não meterem isto no fundo dos vossos cornos não vamos a lado nenhum. Já estou irritado. Só legislam para a merda das taxas e dos impostos, não para termos um país bonito, com bom-gosto e bem organizado. Legislam para a corporação, para se safarem, para o vosso próprio ordenado — sem realmente terem talento para os cargos que ocupam e que, ocupando-os, impedem outros melhores de lá chegar porque quem os ocupa são sempre os mesmos, das mesmas famílias, com a mesma cultura. Uma cultura de merda. Quem vive nestes sítios, como eu vivo, sabe bem o abandono a que estas regiões estão votadas ou como estão na mãe de meia dúzia de tipos que berram mais alto — e que os programinhas das associações municipais para gerir fundos de desenvolvimento foram um logro e foram aproveitados por doutores (de Coimbra e não só) para as mesmas coisas de sempre. Tomara que fosse só vox populi e treinadores de bancada. Mas não é. As pessoas queixam-se e com razão. Outras (as que fazem os barracões) queixam-se sem razão. Queixam-se mas tem culpa, porque são desleixadas e a natureza não é: são forças físicas, com causa e efeito, e nunca falham.

          1. Estou a falar de cultura paisagística e arquitectónica. Se os ingleses não são um bom exemplo nesse campo, então não sei quem poderá ser. Alguns minhotos também, mas são muito poucos (e devem estar todos concentradinhos em Vila Nova de Cerveira, empurrados pelo Pugresso para uma curva do rio)

      2. Ó Zé, mas quem diabo o obriga a ler e a responder aos comentários.

        E no “Há algo de estranho neste país (na Inglaterra é pior): quem manda não sabe o que está a fazer e os que sabem o que fazer abraçam sempre a profissão de comentadores.” Por que é que estes, que sabem e têm espírito de investigação, não tomam o comando das operações (aqui ou na Inglaterra, o mal é universal) em vez de comentarem?

        Permita-me, mas não é o supracitado, uma opinião? A sua? Abdique-se então de o fazer. Não se torne também um comentador rasca.

        Há pouco ouvi um boneco da RTP especialista em politica nacional, internacional e fogos….que cabeça, um Da Vinci do comentário

    2. V, pela Maia, juro-lhe, que dia sim, dia não, são largados foguetes às santinhas e aos santinhos….miseráveis ignorantes…miserável poveco borracho…até queimadas tenho visto sem ninguém por perto…

      1. Há muito descuido, tenho a certeza. Basta ir a fogos.pt para ver que o número de ocorrências é perfeitamente surreal — mesmo quando não está assim tanto calor. Normalmente os tipos das festas chamam os bombeiros na altura da morteirada, acho que de outro modo é proibido lançar “fodetes” p’ró ar.

        1. Isto dos fogos é como os acidentes de viação. Nunca é o excesso de velocidade ou o não cumprimento da distância de segurança do carro da frente. É do piso! Ou do traçado.

  8. Este palhaço abraçou o Secretario de Estado porquê? Morreu alguém ao Secretário de Estado? É só palhaçadas para a televisão com esta cambada.

    Não se pode abalar a “onda positiva”, meus caros. Os fogos são coisas que “acontecem” (todos os anos)! O Costa foi um dos piores Ministros da Administração Interna que Portugal já teve (e ainda estamos a pagar por isso), mas “acontece”.

  9. Em vários momentos tenho dito que é no momento difícil que veremos como se comporta, pois suspeitava que se nos momentos bons procura recolher louros de simpatia sem nada ter contribuído para isso, nos momentos maus tentaria suavizar a pílula amarga para não se queimar. Foi o que fez, não tenho complexo de assumir que votei nele e entre os que tinha à escolha também não tinha grandes alternativas, mas não estou surpreendido.
    Acredito que no combate se fez o que se podia, mas antes, ao longo de anos não se fez em matéria estratégia neste setor… e não é com afetos que se colmata o que não se faz na prática.
    https://cefariazores.wordpress.com/2017/06/18/pedrogao-grande-talvez-fez-se-tudo-durante-so-o-pais-nao-se-preparou-antes/

    1. Eu diria que o seu comentário é um Douradinho do Capitão Iglo. Sensaborão e para criancinhas

  10. O negócio dos fogos, ou a „Indústria dos Incȇndios“ ,que como toda e qualquer empresa capitalista tem como única finalidade o lucro, não respeita nem tem qualquer interesse pela vida humana, nem pelos prejuízos ecológicos que as suas actividades possam causar.

  11. Meu caro Rui Rocha desde ontem que (me) tenho repetido: não é o momento para canibalismo, para a caça às bruxas, apontar o dedo aos políticos em serviço actual, um auto-de-fé para a todos nós purgar dos pecados da desatenção, conivência, etc et al. Mas o que diz aqui é absolutamente certeiro, o que Marcelo diz é uma vergonha. E politicamente inadmissível.

  12. no final da década de 1930 até 1974
    havia trovoadas secas na zona do pinhal
    lamçavam foguetes e balões e nada ardia
    faziam queimadas e nada

  13. Passando a irritação inicial, não acho mal dar um desconto ao PR. Marcelo é assim, impulsivo, e imagino que perante uma desgraça daquelas haja algum desequilíbrio emocional na hora de exprimir a sua solidariedade. Até percebo a intenção de louvar e motivar as pessoas que estão a trabalhar no terreno. Mas isso não deve impedir a necessidade de olhar para um problema de forma mais racional e identificar coisas que devem ser melhoradas. E o número de fatalidades indica que houve algo de muito errado que se passou ali. Não foi só um “fenómeno” como dizia o Secretário do não-sei-quê, isso é nos filmes do Shyamalan (bastante porreiros, por sinal).

  14. Pela primeira vez, concordo com uma crítica importante ao PR.
    O que não concordo é nada com os que, por respeito às vítimas (que são muitas mais que os mortos), acham que a crítica não é oportuna.
    Considerar a tragédia uma fatalidade da natureza e que todas as entidades envolvidas fizeram os possíveis e que são uns heróis, isso sim, é que é uma tremenda falta de respeito pelas vítimas e pela inteligência das pessoas mais atentas, além de ser a potenciação de futuras tragédias que se somarão às passadas.
    É endémica a nossa falta de organização e planificação a longo prazo.
    A partidocracia faz o resto: acrescenta-lhe a corrupção e o compadrio, que coloca, nos lugares-chave dos processos e de decisão, em vez dos mais preparados e competentes, os amigalhaços e os caçadores de votos, por norma e por ofício, gente impreparada, incapaz e corrupta.
    Até quando?!…
    João de Brito

  15. Só a título de exemplo:
    -Já repararam que os pinheiros chegam aos rails da estrada fatídica?!
    -Já ouviram alguém falar nisso?!
    Eu não!
    João de Brito

  16. Outra questão é saber quantas cabeças os jornalistas, os partidos de esquerda e os donos disto tudo do PS já estariam a pedir se o governo fosse um governo do PSD ou de Passos Coelho. Muitas.

  17. Qual será a ideia sobre o assunto, da mulher de todas as ideias, Catarina Martins?

    Catarina Martins está em todos os sucessos da geringonça e ainda não deu a cara sobre o problema! estranha a ausência!

    1. Sei lá, aposto que a ideia de Catarina Martins é chamar todas as velhinhas de lencinho e avental do Pinhal Interior Norte ao Parlamento e dar-lhes um raspanete por não limparem o quintal e depois vem o PS e pimba toma lá uma taxa de eucaliptos no campo visual.

  18. Um tipo informado, lógico, assertivo e irónico que dava gosto ler, deu um traque um traque ruidoso daqueles que saem por reflexo, assim como que a jato e deixa um cheiro nauseabundo, um cheiro que atrai abutres a quilómetros de distância, daqueles bichos que pairam e pairam enquando lhes cheirar apodre para debicar.
    O Rui Rocha, escreveu, escreveu mal, mal informado, fugiu e deixou a caixa de comentários entregue aos bichos. Alguns bichos nem animais são,são qualquer coisa.
    Sem moderação , sem resposta, sem explicação. Rui Rocha, nunca mais.

      1. Abutres, lá está, não só a aproveitar -se do morticínio para se por em bicos de pés, como a apropriar -se proletriamente do traque do outro… um Slava sem piada.

        1. Mas agora querem ver que o Anónimo tem uma aplicação que lhe permite detectar a proveniência da bufa? Estou-lhe a dizer, fui eu…até lhe mostrava o cuecame, só para ver a nódoa que por lá ficou…Não estou a brincar….é como diz, foi um reflexo e todo o reflexo é inconsciente e inconsistente.

          1. Olhe que não, passou a tarde toda a debitar flatulência com lastro tal que não há kevlar que lhe resista, um super heroi, é o que é, isto já a pensar no caso de reivindicar como seus os traques dos outros, mesmo os de péssima qualidade, só para armar em demagogo e chamar a atenção de todos os comentadores para a sua incontestada genialidade.
            O putativo revolucionário intestinal.

  19. E aposto que a GNR fechou todas as estradas e empurrou toda a gente para a estrada 236 e do nó do IC8 já ao cair da noite — o que explica o absurdo de que toda a gente tenha fugido ao mesmo tempo na mesma direcção e fora de horas por ali a cima — e lá chegados estava escuro, tudo cheio de fumo e a arder, não se via nada, começaram a bater uns nos outros ou encostaram os carros para tentar fugir e ficaram lá todos no meio de uma recta sem refúgio nenhum.

  20. Boa noite,
    Eu tenho vergonha, ou melhor dizendo, raiva por, ao longo destes anos, não se ter apostado na prevenção dos fogos.
    Esta era uma tragédia, há muito, anunciada.
    A migração das populações rurais para as cidades, o isolamento, envelhecimento e empobrecimento dos que ainda vivem nos campos,o aquecimento global, o efeito de estufa, a extinção dos Guardas Florestais, a má gestão florestal, a falta de desmatação equilibrada, a não existência ou falta de manutenção de aceiros, a não vigilância do Portugal rural são todos fatores que indicavam de forma inequívoca que esta tragédia se iria dar.
    Contudo, discordo em absoluta da forma como analisou o comportamento e palavras do Presidente da República.
    Primeiro, quem chorou foi o Secretário de Estado, só prova que tem alguma humanidade dentro dele.
    Segundo, o Presidente quando disse que tinha sido feito tudo o que era possível, estava a referir-se à atuação dos Bombeiros e outros, nesta situação específica. Não estava a referir à má gestão florestal e rural, nem à falta de prevenção.
    Não sou uma defensora do presidente atual, mas serei sempre defensora da justiça.
    Há muitas culpas e muitos culpados, mas não me parece que o Presidente seja um deles, ou pelo menos um dos principais.

    1. Concordo consigo, Teresa. Todavia, esta tragédia deve servir para alterar a forma como os nossos governantes têm encarado este problema dos fogos florestais, apostando quase exclusivamente no combate – neste capítulo estamos ao nível do que há de melhor -, descurando a prevenção. Como se deve lembrar, o nosso actual PM, quando era ministro da Administração Interna, também deu um grande impulso ao combate em desfavor da prevenção e, há pouco tempo, já andou a dizer que era necessário fazer mais pello ordenamento da floresta, mas até agora nada.
      Quanto à actuação do nosso Presidente, só lhe quero lembrar o que diz o nosso povo: pela boca morre o peixe. E que, no meu entender, um PR não deve fazer de comentador, como por aqui acontece quase todos os dias, várias vezes por dia.

      1. Tem razão, Tiro ao Alvo, os diversos Ministros o que fizeram foi quase só asneira, quer fosse por serem incompetentes, por não perceberem nada do assunto ou porque “valores mais altos se alevantavam”.
        Acho que está mais do que na hora de exigirmos o regresso dos Serviços Florestais. E tem que ser já, porque, caso contrário, dentro de duas semanas ou três já ninguém se lembra do fogo, dos mortos, da floresta ardida e de todas as outras óbvias consequências.

  21. Eu tinha por este senhor uma admiração enorme mas infelizmente já não tenho.Este ator só quer aparecer em todos os palcos e deixou-se levar pelo folclore para ele é mais importante os beijinhos e abraços do que o resto.Mas o povo gosta.

  22. pantomineiros não gatinhos cortadores de fitas e uma geringonça mas o povo está feliz e verão depois o Natal e povo está contente viva Portugal ladrões o lugar deles e na cadeia

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *