Haja esperança nos miúdos que estão prontos a ser homens, haja mães que assim os ensinam. A ser feministas e cavalheiros. Quer se queira ou não, lutar pela paridade é – e sempre foi – uma causa comum, não uma causa das mulheres.
A mãe explicava ao filho adolescente que para ser feminista não é preciso ser mulher. O miúdo, 15 ou 16 anos, algumas borbulhas, o mesmo corte de cabelo padronizado desta época, calças de ganga do sítio do costume e ténis de uma das três marcas mais afamadas, olhava para a mãe com aquele ar que só os filhos têm e que podemos traduzir assim: eu-até-te-dizia-que-estás-maluca-mas-vou-só-revirar-os-olhos-para-não-te-ouvir.
Tudo isto se passava num café, cinco e meia da tarde, o jovem com a mochila, a mãe com um ar de quem já subiu aos Himalaias três vezes. E a mãe disse: “Portanto, se queres que haja igualdade entre homens e mulheres tens de te esforçar por isso e, se acreditas que essa é a melhor situação, pois é feminista.” Bom, o miúdo lá revirou os olhos, mirou os ténis, espreitou o smartphone, suspirou, considerou várias coisas que não suspeito e manteve-se calado.
A mãe insistiu como só as mães insistem, é um mecanismo já instituído: as coisas importantes repetem-se para ver se entram na cabeças dos infantes. O miúdo anuiu e, por fim, disse: “Ok, e se eu for feminista, dás-me a semanada mais cedo?” Por breves instantes consegui imaginar com exactidão as várias formas de tortura que a mãe terá congeminado, mas tudo se reduziu a um encolher de ombros e, lançando a mão à mala tirou a carteira e deu-lhe dez euros.
O miúdo sorriu e percebeu que estava na altura de se retirarem, a mãe já de costas em direcção à porta. Apressou o passo, ultrapassou a mãe pela esquerda, estendeu o braço e, gentil, abriu a porta pesada de vidro para a mãe passar. E o miúdo exclamou sorridente: “Claro que eu sou um feminista e um tipo como deve ser.” A mãe riu-se e eu sorri.
Haja esperança nos miúdos que estão prontos a ser homens, haja mães que assim os ensinam. A ser feministas e cavalheiros. Quer se queira ou não, lutar pela paridade é – e sempre foi – uma causa comum, não uma causa das mulheres. Como se sabe, de pequenino se torce o pepino e, neste caso como em outros casos, importa que os valores inerentes ao feminismo sejam aprendidos em casa. Dirão que muitas famílias não cumprem os requisitos e estarão certíssimos. Mais uma razão para que outras famílias possam promover o feminismo como algo que – infelizmente – ainda faz sentido e precisa de adeptos no século XXI.

O problema do feminismo é que há muitas feministas com ideias diferentes. Por exemplo, a Patrícia gosta de feministas cavalheiros que abrem as portas às mulheres, mas há feministas que têm a opinião exatamente oposta, querem ser elas a abrir as portas e acham que um cavalheiro é um machista.
Quando eu era novo as feministas faziam gala de se vestir de forma similar aos homens, o que se queria era moda unissexo, os sutiâs eram considerados um símbolo da opressão machista que muitas feministas dispensavam. Hoje em dia creio que poucas ou nenhumas feministas perfilharão tais ideias.
As mães sempre bem intencionadas. E alguns pais também. Mas depois vem a escola, a rua, o pátio, os amigos, “na casa do João, os pais deixam”, ou “a mãe do Toni diz que é de outra forma ” e assim se lixa tudo.
Sabes Patrícia, o pior é quando em casa há um Pai que não é feminista e cavalheiro…
Há mais de 20 anos que o número de mulheres em faculdades é signficiativo http://www.ufla.br/ascom/wp-content/uplo ads/2016/03/grafico-mulheres.jpg
Não há feministas, existem é grupos fascistas que querem privilégios, e dão-se um nome específico para poder arrastar um grupo definido por ter uma característica física.
Nunca se viu uma feminista a clamar “paridade” na recolha do lixo às 3 da manhã, ou trabalhar nas minas, etc…mas para lugares de administração e listas eleitorais já existe a Violência da Lei ao serviço.
Para outros está também o desejo eugénico, revolucionário, Marxista de homem novo. Homem novo onde não haja diferença alguma inclusive sexual.
Assim desaparecem as relações de poder…
https://www.nytimes.com/2014/02/09/magaz ine/does-a-more-equal-marriage-mean-less-s ex.html?_r=1
“The less gender differentiation, the less sexual desire.”
Obviamente.
Vai ser ainda mais “interessante” com a chegada do humano-biónico e humano-biónico.