Deixem-me ver se eu percebi bem:
1) Vendemos 75% do Novo Banco a troco de nada.
2) Ficamos ainda com 25% do mesmo mas está estipulado que não podemos exercer os direitos correspondentes a esse capital.
3) Os 4.900 milhões que foram metidos no Novo Banco estão irremediavelmente perdidos.
4) Acessoriamente ainda damos ao comprador uma garantia de 4.000 milhões.
É assim, não é? Indubitavelmente um bom negócio.

BES faz disparar défice para 6%. Ministra havia garantido que não seriam usados dinheiros públicos 4vs
https://www.youtube.com/watch?v=vlZ0Q0eU
Cavaco Silva – Portugueses podem confiar no BES 4JU
https://www.youtube.com/watch?v=PKk0Zber
Aumento de Capital no BES – O Seu Dinheiro de 26/04/2012 cpU
https://www.youtube.com/watch?v=9uE31Nes
Conheça o que precisa fazer para exercer os direitos sobre as novas acções do BES. Como sempre, no seu dinheiro….obrigado, pá!
As espectativas são tão baixas, que se o banco que for vendido não for no futuro comprado de novo, já se pode considerar bom negócio.
Qualquer solução seria sempre um mau negócio.
Um bom negócio, só devidamente aconselhado por alguém que já não se encontra entre nós há muitos anos.
Vou a Santa Comba perguntar ao vento que passa!
E o vento nada me diz!
Bom negócio não acredito, mas engenharia financeira criativa, com os custos e os riscos por nossa (dos contribuintes) conta, sim.
… e permanence accionista até haver mais valias – ou seja, quando as coisas começarem a melhorar, deixa de o ser..
Parece aquela “visão” de Pacheco Pereira há um par de anos atrás – necessidade de convocar eleições “antes das coisas começarem a melhorar”…. :-))
O que se percebe, até agora e pela notícia que anexa, é o seguinte:
1 – O Fundo de resolução, isto é os bancos a operar no mercado, não é chamado a injectar novamente dinheiro no Novo Banco;
2 – Esse mesmo Fundo de Resolução mantém 25% do capital sem direito a voto. Significa isto que os resultados positivos futuros revertem a favor do mesmo na quota correspondente;
3 – O fundo de Resolução é responsável pela garantia de 4.000 milhões e tem direito a parecer e a aparecer na venda dos stocks no “side bank. Significa isto que a garantia diminui com a venda desses stocks”;
4 – Sendo o Fundo de Resolução uma espécie de sindicato financeiro bancário qualquer eventual empréstimo futuro por parte do Estado será sempre resolvido por tal sindicato;
5 – Depois de resolvida a situação tal sindicato possui um activo correspondente a 25% para vender ou manter tal participação.
Não me parece assim tão negro o negócio. Ainda que eu preferisse que a resolução do BES tivesse sido feita de outra forma.
Gostava de saber se diria o mesmo se fosse você a celebrar esse negócio. Mas como são os tansos dos contribuintes, até devem estar felizes por não entrarem com mais visto.
Eu comentei o negócio de acordo com a notícia que anexa. A sua percepção é errada, nesta matéria.
Num de seus posts tem a minha perspectiva de como devia ter sido resolvido o negócio, então os governantes eram outros.
O negócio, na forma como vem reproduzido na notícia, pretende precisamente evitar o surgimento de tansos a resolver o negócio.
Você fala em Estado e eu escrevo sobre a responsabilidade do sindicato bancário.
António Lobo Xavier felicita governo pela boa solução..
Quanto ao resto sobre o Estado não mandar nada, “pondo lá dinheiro”, são regras de Bruxelas, segundo dizem…e essa malta sabe…ó se sabe!!
Aposto que o Montepio aumentou, este ano, remunerações dos “gestores”
Vai, uma aposta?!
É como o BPN. Nesse caso a merda (= nacionalização) foi feita por um governo do PS. Neste caso foi feita por um do PSD-CDS.
E dizia a ministra que o BES não iria custar nada aos contribuintes…
Pos eu sempre disse aqui que iria custar e não seria pouco…
António Costa diz hoje o mesmo, não ?!…
Mas afinal qual era “boa” a alternativa ?… Deixar falir tudo ?… Nacionalizar ?…
Os males do sistema bancário vêm de trás, estão intimamente ligados ao modelo economico “expansionista” herdado do passado, não se resolvem fácilmente, rápidamente e sem custos, ainda menos enquanto o crescimento économico for fraco (eu até admito que não é por acaso que os problemas com o Banif, a CGD, o Novo Banco, o Montepio, etc, se têm vindo a agravar … porque se percebe que com o governo actual a economia do pais está de novo num impasse que pode durar …).
Que tudo isto possa servir de lição e inspiração para o futuro : os Estados não devem interferir no funcionamento natural das economias sob pena de favorecerem o aparecimento de “monstros” que depois são dificeis de controlar e neutralizar !…
Falta o n.º 5: houve um cidadão a quem o Banco de Portugal pagou 460 mil euros (à razão de 25.400 por mês) para gerir e promover a venda.
Face à excelência do negócio, esse dinheiro tem que se considerar como muito bem gasto…
Como não sou da área, há aspetos que me escapam nestas negociatas.
Mas eu é que não escapo a arcar com os prejuízos.
E nem sequer sou ouvido nem achado na questão.
Por isso pergunto:
– Aquilo que se passou na Islândia só se passou por ser uma população pequenina?
Então por que não dividimos os 10 ou 12 milhões que somos em parcelas de cerca de 400 mil e as distribuímos pelos bancos falidos ou candidatos à falência?!…
João de Brito
O BPN que era uma banqueta já nos custou mais de 7000 milhões e ainda não parou; se o BES que era o maior banco privado português nos custar 4 ou 5000 milhões já vamos com sorte.
Mas com uma diferença: no BPN os socialistas nacionalizaram os ossos, o passivo, e deixaram para os accionistas o filet-mignon, os activos. No caso do BES os primeiros a pagar foram os accionistas, depois os investidores e os contribuintes só virão a pagar, se vierem, no fim.
O 1ºministro Costa cada vez que diz uma verdade cai-lhe um dente e como anda sempre a rir dá para ver que mantém a dentadura intacta, disse há 15 dias no Parlamento que os contribuintes não ficariam com responsabilidades no Novo Banco, mas tanto quanto percebi desta história, a garantia dos 4000 milhões é do estado. Mas terá como contrapartida activos tóxicos no valor de 9000 milhões. Pode ser que a gente ainda se safe.
Em todo o caso, teria sido muito melhor para o país e para as próprias instituições, o estado nacionalizar o NB, integrá-lo na CGD, capitalizar esse banco novo, colocar o malparado dos dois num veiculo comum e depois vender em mercado 60% do capital, guardando para si 40% o que lhe daria uma posição de controle. O país ficaria assim com um grande banco com as contas arrumadas. Mas uma solução como esta seria pedir muito a quem só vê a árvore à frente do nariz, como é o caso da classe politica indigena.
Sustentamos políticos que fazem negócios para todos, incluindo UE, menos para nós que pagamos ordenados, subsídios variados, segurança, guarda-costas, viagens, motoristas, medalhas, almoçaradas, ainda hoje o Costa ofereceu mais uma à nossa conta, sem falar em veículos, combustível, material de papelaria, água engarrafada, computadores, até ao papel higiénico está tudo incluído, agora que começou a entrega do IRS, não era altura de começarmos a ter direito a umas deduções por todos estes Dependentes?
Estes custam muito mais a sustentar do que filhos e, está visto, nunca parece atingirem a idade adulta porque, por muito que rodem, nunca souberam gerir nada, só deram despesa e são peritos a fazer dívidas porque isto de andarmos a pagar juros de 264 euros ao Segundo e andarem a vender Bancos, sempre de borla, francamente, devemos estar todos à espera de um lugarzinho no Céu porque cá em baixo, está a ficar um autêntico Inferno, até a soberania do País se foi, sem nos perguntarem nada, só falta, mesmo, com tanta dívida presente e futura, venderem-nos à peça, ainda vivos, como dadores de órgãos.
Com tanto empenho no Turismo e nas exportações, já estou a ver a publicidade:
Europe’s West Coast – Good people, great nation – The sunny side of life – Where dreams come to life – Everything is here (Livers, Kidneys, Hearts, whatever you need)
Agora gostava de fazer uma perguntinha para ver se alguém me sabe dizer como podem fazer tal festa, pelo desemprego não estar a aumentar.
Mal o subsídio de desemprego acaba, saem da lista de desempregados, se a população está envelhecida, menos jovens procuram emprego ou têm chance de o encontrar, se nunca tiverem emprego nunca constarão no desemprego… não é óbvio que, mesmo sem fazerem nada, o desemprego diminui?
Até há-de chegar a altura do número de reformados diminuir porque morrem e, muitos, com tantas actualizações na idade, até vão acabar por morrer antes de receber a reforma.
Mas há pior, ainda hoje li que, lá fora, uma empresa de fast food já começou a substituir 1000 empregados por robotização, automatização, o que lhe queiram chamar, ora com tanta dívida e um futuro sem jovens, nem empregos para os que restarem, jovens ou adultos, como vamos nós ou os nossos filhos, pagar tanta despesa?
E, se alguns pensam não ter o emprego em risco, o melhor é pensarem duas vezes, de jornalistas, professores, médicos… a lista é interminável e, se pensam que falta muito tempo, é melhor pensarem, mais duas vezes.
Eu até sei o que nos está reservado mas, ainda há alguém convencido que isto vai melhorar?
Vai melhorar para os mesmos do costume, basta ouvir o Costa prometer mais 5 mil milhões para obras, só gostava de saber, para os imóveis de quem e, se é por estarem perto as eleições, podem crer que, apesar de sempre ter votado, desta vez, nem preciso ouvir campanhas… Voto BRANCO. Se é para continuarem a fazer o que querem e lhes apetece, pelo menos, ao fim de 40 anos e, finalmente, recuso o papel de trouxa.