Sugestão: um livro por dia


Pedro Correia,

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 Hotel, os Bastidores, de Inês Brasão

Investigação sociológica

(edição Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2017)

“A autora desta publicação não adoptou o novo Acordo Ortográfico”

0 comentários em “Sugestão: um livro por dia”

  1. Os não limites, ou a indefinição da estupidez humana.
    Sobre Rentes de Carvalho

    “E pacientemente explico que partilho a sua ideia de deportar os marroquinos que, na Holanda, encabeçam as estatísticas da criminalidade; que a Holanda teria vantagem em se separar da EU; que se deveriam ter fechado as fronteiras

    Alguns dados biográficos sobre Rentes de Carvalho:

     Devido a razões políticas foi obrigado a sair de Portugal. Mudou-se para Amesterdão, em 1956.

    Pergunto:
    São razões politicas o sair de um país para fugir à guerra, fome, e desejo de um futuro menos sombrio?

    Marroquinos=criminosos, tipo de analogia que pensava não ser possível num intelectual.

    Não leiam Rentes de Carvalho. Pois o que poderemos aprender com um homem que pensa rasteiro, cuja luz moral provem de um buraco?

    1. http://tempocontado.blogspot.pt/2017/03/o-meu-voto.html

      Seja honesto. Pense você o que pensar do autor, e é legítimo que o deteste, transcreva todo o texto em causa. Por uma elementar questão de enquadramento das palavras, mais não seja.

      Cabe perguntar, pegando nas suas palavras, entregando-se a práticas destas: o que poderemos aprender consigo? Há de facto limites…

      Costa

      Ps.: leitor de toda a obra de J. Rentes de Carvalho editada por cá desde a sua (re)descoberta entre nós.

      1. “E pacientemente explico que partilho a sua ideia de deportar os marroquinos que, na Holanda, encabeçam as estatísticas da criminalidade;
        que mesmo um país rico e bem organizado não tem capacidade para absorver a vaga de refugiados”

        Sobre os refugiados e a incapacidade dos países os receberem:

        https://www.youtube.com/watch?v=LtyC2DMg0w8

        Não deve existir incapacidade para receber quem foge da morte. Sobretudo crianças. Costa, não tem um quarto de hóspedes, vazio, em casa? A incapacidade muitas vezes é a da generosidade. Nada mais.

        “É uma barreira vergonhosa”, afirma a agência das Nações Unidas para os refugiados, no dia em que anunciou que um milhão de crianças já foram forçadas a abandonar a Síria. Isto é, cerca de metade do número total de refugiados daquele país. A esmagadora maioria delas tem menos de 11 anos. Apenas um quinto consegue ter acesso a apoio psicológico. Ted Chaiban, da UNICEF, de visita ao campo de Zaatari, na Jordânia, realçou: “Para nós, esta é uma crise que toca às crianças, primeiro que tudo, são elas que mais sentem e que mais são afetadas pela violência.”

        A ONU salienta que é a mais grave crise humanitária desde o genocídio no Ruanda, em 1994, e que continuam a faltar recursos financeiros para fornecer a ajuda necessária. Uma das crianças de Zaatari diz o seguinte: “Queria voltar à Síria para viver em paz e regressar à escola, brincar com os meus amigos, como dantes. Gostava que o país fosse seguro para voltar a viver lá.”

        Quase um décimo das cerca de 100 mil vítimas mortais que o conflito sírio já fez eram crianças.

        Quanto aos marroquinos:

        Porque não expulsar os holandeses criminosos? Ou não os há?

        Rentes pensa rasteiro. É rasteiro. E é um desavergonhado despudorado.

      2. A escória marroquina!

        https://www.youtube.com/watch?v=kxVPErNiIk8

        Se Rentes quer votar em protesto, vote em branco, ou escarre no boletim. Se Hitler fosse vivo, já o imagino a votar em” protesto”. Haja decência, haja coragem de assumir-se como um fascista xenófobo, que é o que Rentes me parece ser!

        Leia, Afonso Cruz, Lobo Antunes, Torga, Alves Redol….

        1. Insiste você em do texto em causa (e ainda por cima breve) só reproduzir o que lhe interessa. Seja.

          Mas suponho que, para si, se um voto de protesto o for num partido ou personalidade de esquerda – seguindo exemplos de civilidade como a ditadura do proletariado e afins -, então será perfeitamente digno, justificado, urgente e louvável exemplo de cidadania perante uma classe política em regra e na melhor hipótese venal e medíocre.

          Ainda que a esquerda tenha historicamente mais sangue nas mãos do que esse austríaco a que sempre se regressa em indignações como a sua (e por regra sempre e só a ele, ao se pretender invocar o Mal), mesmo que à revelia da mais elementar noção de proporcionalidade e liquidando qualquer perspectiva de desenvolver um debate racional, sereno, fundamentado.

          E quem não pensa como você é sem mais e inapelavelmente fascista e xenófobo.

          Quanto ao que leio, dispenso os seus conselhos e só referi a minha condição de admirador da obra de Rentes de Carvalho por uma questão de prévia clarificação. Em todo o caso, desses que aponta, tenho Torga como superior. Gostos, enfim.

          Se você não se importar…

          Costa

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