De facto inaceitável.


Luís Menezes Leitão,

Dou inteira razão à Ministra sueca. É de facto inaceitável que um país se proponha isentar reformados estrangeiros de imposto sobre as pensões ao mesmo tempo que sangra os seus nacionais com taxas de imposto sobre o rendimento expropriatórias e, não contente com isso, ainda vem a seguir lançar mais impostos sobre o património que os desgraçados ainda conseguiram poupar, apesar da sangria fiscal sobre o seu rendimento. Se os reformados suecos estão cá a residir, e beneficiam dos nossos serviços públicos, então que paguem impostos como toda a gente. Basta o que basta!

0 comentários em “De facto inaceitável.”

  1. Luís, peço desculpa!

    O Luxemburgo e a Holanda são dois paraísos fiscais, correcto?
    Tornemos Portugal, uma paraíso,não só para os reformados suecos, no geral, mas também para as suecas, em particular.

      1. Caro Luis,
        como por certo saberá, a sueca na política portuguesa sempre foi de outra natureza:

        «O que era o “grupo da sueca”?
        Homens do Norte, muito influentes durante a década de Cavaco (1985-1995). Encontravam-se para discutir política e… jogar à sueca: Eurico de Melo, empresário, várias vezes ministro e vice-primeiro-ministro, conhecido como o “vice-rei do Norte”; Vieira de Carvalho, presidente da câmara da Maia antes e depois do 25 de Abril de 1974; António Marques Mendes, advogado, presidente da câmara de Fafe, várias vezes deputado e eurodeputado; Luís Marques Mendes, filho do anterior, ministro por duas vezes, antigo líder do PSD (2005-2007) e atual comentador político na SIC; e Silva Peneda, antigo ministro do Emprego e, até maio do ano passado, presidente do Conselho Económico e Social. Os três primeiros já faleceram.»

        in: http://www.dn.pt/portugal/interior/-social-democracia-sempre-tem-dias-5018966.html

  2. A primeira preocupação e ocupação dos Ministros das Finanças da Suécia e de Portugal deveria ser a de tudo fazer para reduzir … a carga fiscal !
    A competitividade fiscal entre paises ainda é um dos factores de pressão sobre os governos nacionais para não continuarem a aumentar impostos e até para os diminuirem.

  3. Aí está! Esta Srª vem do frio com um discurso que devia ser ouvido e mastigado por aqueles que se arrogam de governantes.
    Na verdade, a política fiscal, melhor dizendo, a ditadura fiscal imposta pela Geringonça é invasiva e perversa.

  4. Está-lhes no sangue…
    Por cá, os partidos são invariavelmente fortes com os fracos e fracos com os fortes.
    À boa maneira dos capatazes do antigamente.
    É assim com os suecos, com os chineses, com os angolanos endinheirados, com os milhares de milhões que vão para o paraíso clandestinamente, com os banqueiros que não querem revelar o património…
    Eu sei… eu sei… estou a ser demagogo.
    Antigamente, seria comunista.
    Conforme as coisas estão é que está bem.
    Ah!… é preciso dar tempo ao tempo.
    Pois! As coisas ainda não estão suficientemente claras…
    Façam favor de desculpar!
    João de Brito

  5. O meu comentário tem outro propósito, é anexar para seu conhecimento, em sequência aos comentários no seu anterior post, a 2ª surpresa em França:

    https://sol.sapo.pt/artigo/550788

    Le Pen está cada vez mais distante da suposta vitória que se apregoava. Macron será chamado a esta mesa, a seu tempo e conforme os resultados.

    Estou convencido que em França não se repetirão os erros das negociações em Espanha. Rapidez e determinação impõe-se.

    1. A negociação à esquerda é um favor a Marine Le Pen. Se for Hamon a passar à segunda volta, será trucidado na eleição.

      Fillon ou Macron podem ter hipóteses de vitória na segunda volta. Hamon não tem hipótese nenhuma.

      1. Com o acordo de esquerda, e com a possibilidade de um candidato de esquerda disputar as eleições com Marine, verificaremos o êxodo de muito do eleitorado de Macron e Fillon para esse candidato.
        Encerro este tema sobre a derrota de Le Pen, que está garantida. Mas não encerrarei sobre as surpresas que surgirão ainda.

        Luís, o mundo em que vivemos já não é o mesmo que surgiu da primeira metade do século XX. Os bipolarismos terminaram.

        1. Terminaram, para mais tarde recomeçarem – veja o que se passou entre as Grandes Guerras e após a IIGG ….é um ciclo, Vento.

          Estou de acordo, Trump é a vacina contra a Lepenite

          1. Os ciclos estiveram aí enquanto as sociedades estavam a eles moldadas, Neubauten. O “organograma” presente supera em tudo esse fatalismo que se viveu mais intensamente a partir da 2ª. metade do século XX até à crise de 2008/9. Contando certamente com o interregno entre a queda do muro de Berlim e Yeltsin, que foi quem lançou Putin.
            Isto para não falar na interdependência capital do mundo actual, com várias potências económicas, tecnológicas e militares emergentes.

            O mundo externo é o reflexo do mundo interno que vivemos em cada nação.

            Repare que Putin acaba de dar mais uma machadada com o acordo que estabeleceu com a Líbia.

  6. É preciso saber pesar as coisas.
    O suecos beneficiam dos nossos serviços públicos, certo; mas trazem com eles dinheiro fresco, que gastam e investem, fazendo respirar a economia.
    A questão é de encontrar o ponto de equilíbrio ente o que se lhes pode (e deve) exigir sem que Portugal deixe de ser atractivo para eles.
    Antepôr as necessidades de receita fiscal do Estado às necessidades de capital por parte da economia é a habitual estupidez socialista.

    1. “Antepôr as necessidades de receita fiscal do Estado às necessidades de capital por parte da economia é a habitual estupidez socialista.”

      Wrong!! É a habitual estupidez “austeritária” da toika

    2. É verdade que trazem dinheiro.
      Só que esse dinheiro não vai para os homólogos portugueses.
      Mais tarde ou mais cedo, de uma maneira ou de outra, vai parar a um qualquer paraíso fiscal.
      Esse é que é o drama!
      João de Brito

      1. Claro que sim. Os reformados suecos, se vêm para cá, é para viverem num T0 na Damaia e fazerem uma refeição por dia com meia lata de atum e meterem o dinheirinho todo em paraísos fiscais para deixar para os queridos netinhos.
        Dramático mesmo!

  7. Não é bem a mesma coisa, grande parte do que os reformados recebem do Estado é a reforma, e não descontaram para ela cá. Gastando-a cá há transferência de dinheiro lá para cá. Se o problema fossem os serviços públicos portugueses a ministra sueca não se importava.

    Claro que parar isso implicava harmonização fiscal e o fim da atual concorrência.

    Se o Luxemburgo, a Holanda e a Irlanda por ex. não funcionassem na prática como paraísos fiscais talvez a indignação fizesse sentido.

    Não se pode é dizer que é legítimo atrair as empresas com descontos e não é legítimo atrair os reformados.

  8. Coisa curiosa dos nossos amigos suecos: andam actualmente a pagar os seus impostos em excesso de forma propositada. Ao que parece, o fisco sueco faz as devoluções pagando uma pequena taxa de juro que é bem mais atractiva que as oferecidas pelos bancos (actualmente negativas). Que país tão giro…

  9. Não concordo com a ministra, acho mal é não serem cobrados impostos na Suécia que é quem lhes paga. Além de que não pagarem impostos de rendimentos, pagam todos os outros, o que em Portugal representa aproximadamente metade dos impostos colectados.

    Os serviços que fala são pagos, diga-me um serviço do estado que hoje em dia não é cobrado? Desconheço.

      1. Estão isentos de multas também? Isso sim já é grave…
        SNS? Os meus vizinhos “franceses” também usam muito, quando estão doentes voltam para a “sua” França.

  10. Eu não concordo com a ministra sueca.
    Portugal considera estes suecos como “residentes não habituais”, o que quer dizer que considera que eles não residem permanentemente em Portugal. Portanto não os tributa, o que é razoável.
    O que a ministra sueca tem a fazer é simples: já que Portugal considera os suecos como “residentes não habituais”, então a Suécia deve considerá-los como “residentes habituais” na Suécia e tributá-los lá.
    A ministra sueca deve apertar os tomates a Centeno para que ele lhe revele quem são os suecos residentes não habituais. E depois, passar a tributá-los.
    E isto nada tem de especial – os cidadãos norte-americanos que residem em Portugal, seja habitualmente seja não habitualmente, têm sempre que pagar impostos aos EUA. O facto de os suecos residirem em Portugal não deve impedir a Suécia de os tributar.

    1. “A ministra sueca deve apertar os tomates a Centeno para que ele lhe revele quem são os suecos residentes não habituais.”

      Lavoura, é por isso que se diz, ser ministro das finanças um cargo de muita pressão? Grabed by the balls?

  11. Era bem feito que os reformados portugueses não fossem viver para a Suécia e abolissem o jogo da sueca… só bisca lambida.

    A propósito de lambida: – A Oceanea Basilia é boa que se farta…

  12. Está na hora de começar a ser discutido, a sério, este ROUBO de 25% que, desde Maio de 2013, Portugal e Brasil aplicam às “reformas” (aposentadorias) que cada um destes países está obrigado a transferir para residentes no outro país.
    O fisco do Brasil chama, a esta “COISA”, “IR no exterior”.
    O lusitano fisco dá, a este ROUBO, o nome de “TAXA LIBERATÓRIA”.
    Dizem que este ROUBO é legitimado por um certo “ACORDO PARA EVITAR DUPLA TRIBUTAÇÃO E EVASÃO FISCAL”.
    O mais curioso, quanto a esta “PROTECÇÃO CONTRA A DUPLA TRIBUTAÇÃO”, é que a mesma também “PROTEGE” as pessoas que tinham a receber uma “aposentadoria” igual ou inferior a um salário mínimo…!
    Estes fiscos “PROTEGEM QUE SE FARTAM…!”

    Na Espanha também teve início este modelo de ROUBO, em Maio de 2013.
    Porém, na Espanha as coisas “CHIARAM MAIS FINO”, a saber:
    1.- Perante reclamações dos lesados, em Setembro de 2013, os residentes em Espanha ficaram livres desta PALHAÇADA.
    2.- Em Outubro de 2013, os lesados, residentes em Espanha, tiveram devolvidos os valores ROUBADOS desde Maio de 2013.

    Neste belo jardim, à beira mar plantado, tudo continua como era dantes… Os aposentados do Brasil, que por aqui residem, continuam a ser ROUBADOS INDECENTEMENTE, sem que apareça alguém, a “pôr a boca no trombone”, para denunciar a indiferença dos nossos políticos, para quem pagamos, sem receber nada em troca.

  13. É realmente escandaloso o seguinte conjunto de situações discriminatórias:
    >> 1.- Aos “REFORMADOS” de muitos países da Europa, estende-se um luxuoso tapete de facilidades, para que venham gastar, em Portugal, os valores que têm a receber nesses países. “GENTE FINA É OUTRA COISA…”
    >> 2.- Aos aposentados pelo INSS (Brasil), residentes em Portugal, nem uma simples vénia de agradecimento é feita, quer pelos nossos adoráveis legisladores, quer pelos nossos queridos governantes.
    >> 3.- A maior parte desses residentes em Portugal é composta por emigrantes portugueses, que, após muitos anos de trabalho no Brasil, resolveram regressar à Pátria, onde os prendem diversos laços afectivos, como é óbvio.
    >> 4.- Esses ex-emigrantes, enquanto permaneceram no Brasil, foram enviando, para Portugal, todas as poupanças que logravam conseguir.
    >> 5.- Finalmente, regressados a Portugal, solicitaram que o INSS (Brasil) lhes transferisse para cá o valor das “aposentadorias” a que têm direito.
    >> 6.- Portanto, legisladores e governantes concluíram que estes “ETERNOS IMPORTADORES DE DIVISAS” não carecem de qualquer incentivo para residirem em Portugal. “SÃO FAVAS CONTADAS…!” Ninguém perde tempo na tarefa de pescar o peixe que já está na rede…

    Até aqui, tudo parece encaixar bem, no mais iluminado recanto da Lógica…
    O que os seres racionais não alcançam é o seguinte:
    >> A)- Portugal celebrou com o Brasil uma coisa chamada “ACORDO PARA EVITAR DUPLA TRIBUTAÇÃO e evasão fiscal”.
    >> B)- Com base neste acordo maquiavélico, a partir de Maio de 2013 as “coisas” passaram a funcionar do seguinte modo:
    >>>> B.1)- O Brasil iniciou um autêntico ROUBO de 25% sobre os valores das “aposentadorias” que deve transferir para residentes em Portugal. Ainda que, por hipótese, o valor da “aposentadoria” seja inferior a salário mínimo (por exemplo, 200,00 Euros), nem assim escapa a esse ROUBO INFAME…!
    O infeliz aposentado passou a receber apenas 150,00 Euros.
    >>>> B.2)- Em vez de tomarem a defesa destes lesados, aqui residentes, tal como fez o Governo de Espanha, os nossos queridos governantes aproveitaram os termos desse tal ACORDO MAQUIAVÉLICO e resolveram, também e reciprocamente, passar a ESBULHAR 25% dos valores das reformas (“aposentadorias”) que Portugal deve transferir para residentes no Brasil.
    O nosso amado fisco dá, a este ROUBO, o nome de “TAXA LIBERATÓRIA”
    Veio mesmo a calhar, para o adorável fisco lusitano.
    Como diz o Povo: – “Uma das mãos lava a outra”.

    >> Os ricos, que transferem divisas para os “PARAÍSOS FISCAIS”, são tratados com especial deferência. O dinheiro deles é SANTO, porque reside no CÉU.
    >> Os pobres, que sempre importaram divisas para dentro do “TERRITÓRIO NACIONAL” (tal como continuam a fazê-lo), são tratados conforme o que ficou acima explicado.

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