Sugestão: um livro por dia


Pedro Correia,

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O Rei Lear, de William Shakespeare

Tradução, introdução e notas de M. Gomes da Torre

Teatro

(reedição Relógio d’ Água, 2016)

0 comentários em “Sugestão: um livro por dia”

  1. Mas que diabo — porquê o “O”? Será que traduzem “Richard III” para “O Ricardo Terceiro”? O “o” é um familiarilismo que só é usado na voz coloquial.

  2. Pensando melhor, não é absurdo — mas mais porque ao contrário parece que falta qualquer coisa que o Inglês não precisa. Talvez porque é uma figura mitológica? não diríamos “O Afonso Henriques” mas diríamos “O Prestes João”. Há aqui qualquer coisa de intangível que escapa ao raciocínio.

    1. V, como sabe, o inglês é incomparavelmente mais simples que o português e apesar disso ou por causa disso tem produzido os maiores artificies da palavra.

      O que me chateia nos opositores ao AO é parecer-me terem eles mais ensejo em proteger o segredo de se falar e escrever bem o português e não tanto a defesa do idioma (mais ou menos como todo o especialista que defende o segredo do seu oficio, através de um jargão e regras técnicas, que isole o seu saber dos demais – conservar a informação é conservar o poder)

      1. Defesa contra quê? Se estivessem preocupados com o Português não deixavam a Adobe impôr tudo em Brasileiro. A questão é de princípio: não se legisla sobre a língua e ponto final.

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