Pensando melhor, não é absurdo — mas mais porque ao contrário parece que falta qualquer coisa que o Inglês não precisa. Talvez porque é uma figura mitológica? não diríamos “O Afonso Henriques” mas diríamos “O Prestes João”. Há aqui qualquer coisa de intangível que escapa ao raciocínio.
V, como sabe, o inglês é incomparavelmente mais simples que o português e apesar disso ou por causa disso tem produzido os maiores artificies da palavra.
O que me chateia nos opositores ao AO é parecer-me terem eles mais ensejo em proteger o segredo de se falar e escrever bem o português e não tanto a defesa do idioma (mais ou menos como todo o especialista que defende o segredo do seu oficio, através de um jargão e regras técnicas, que isole o seu saber dos demais – conservar a informação é conservar o poder)
Defesa contra quê? Se estivessem preocupados com o Português não deixavam a Adobe impôr tudo em Brasileiro. A questão é de princípio: não se legisla sobre a língua e ponto final.
Aqui está uma obra que esperei alguns anos para ser reeditada e que eu desejo mesmo ler, um dos Shakespeare que me falta conhecer.
Já a vi exemplarmente representada em palco, no Teatro Nacional, com o grande Rui de Carvalho no papel principal.
Inesquecível.
Mas que diabo — porquê o “O”? Será que traduzem “Richard III” para “O Ricardo Terceiro”? O “o” é um familiarilismo que só é usado na voz coloquial.
A nossa língua pede – por vezes clama – o artigo definido a amparar os nomes próprios, V. Ao contrário da língua inglesa.
Pensando melhor, não é absurdo — mas mais porque ao contrário parece que falta qualquer coisa que o Inglês não precisa. Talvez porque é uma figura mitológica? não diríamos “O Afonso Henriques” mas diríamos “O Prestes João”. Há aqui qualquer coisa de intangível que escapa ao raciocínio.
“O” Velho do Restelo. Para termos a certeza de que é mesmo aquele. Até porque velhos do Restelo há muitos.
Nada mau, o m2 ali é de malucos.
Percebe-se.
V, como sabe, o inglês é incomparavelmente mais simples que o português e apesar disso ou por causa disso tem produzido os maiores artificies da palavra.
O que me chateia nos opositores ao AO é parecer-me terem eles mais ensejo em proteger o segredo de se falar e escrever bem o português e não tanto a defesa do idioma (mais ou menos como todo o especialista que defende o segredo do seu oficio, através de um jargão e regras técnicas, que isole o seu saber dos demais – conservar a informação é conservar o poder)
Defesa contra quê? Se estivessem preocupados com o Português não deixavam a Adobe impôr tudo em Brasileiro. A questão é de princípio: não se legisla sobre a língua e ponto final.