![9789725648988[1].jpg 9789725648988[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2017/20187378_WgbG3.jpeg)
As Aventuras de Augie March, de Saul Bellow
Tradução de Salvato Telles de Menezes
Romance
(reedição Quetzal, 2.ª ed, 2017)
“Este livro mantém a grafia anterior ao Acordo Ortográfico”
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As Aventuras de Augie March, de Saul Bellow
Tradução de Salvato Telles de Menezes
Romance
(reedição Quetzal, 2.ª ed, 2017)
“Este livro mantém a grafia anterior ao Acordo Ortográfico”
“Conheci” Saul Bellow (Herzog), por intermédio de Alan Bloom, aquando da leitura de A Cultura Inculta – Ensaio sobre o Declínio da Cultura Geral (Allan Bloom dedicou-lhe este livro). Reli esse livro, pois da primeira vez destapei algumas ideias, que precisava de limpar numa segunda vez. Também por lá achei a justa e intolerante defesa de determinados valores morais, bem de acordo com a Ética Clássica, e em desacordo com a esta “ética” relativista (paradoxalmente a de Nietzsche), que tem a solidez da lama e o bom senso da insensatez.
Mais tarde vim a saber que Allan Bloom era homossexual, o que por si mesmo não tem mal nenhum, mas desacreditava tudo o que Alan Bloom propunha ensinar. Como se pode fazer a defesa da família e ter preconceitos quanto a determinados comportamentos, ditos liberais, e ao mesmo tempo ser um Conservador?
Alan Bloom fez-me então lembrar os neófitos, que para demonstrarem o seu compromisso com a Causa, obsessivos com o Parecer (atentos às manifestações exteriores e não com o Espirito da Ideia), ser tornam mais intolerantes que a doutrina dada pelos mestres. E esta é a forma mais comum de dar cabo de boas ideias. A de desacreditar uma doutrina, pelo mau exemplo da praxis dos seus ideólogos – cristianismo, comunismo, capitalismo, tudo e tudo e tudo…
https://www.wook.pt/livro/a-cultura-incu lta-alan-bloom/65910
Conheço bem ‘A Cultura Inculta’, que li logo após a publicação original e que na altura funcionou como um poderoso manifesto contra o relativismo cultural, abrindo caminho ao que outros viriam a teorizar depois – incluindo George Steiner e Harold Bloom.
Nunca mais o reli, mas na altura foi um livro que contribuiu bastante para me alargar horizontes. Se alguma coisa pedimos a um livro, é isso mesmo.
“Como se pode fazer a defesa da família e ter preconceitos quanto a determinados comportamentos, ditos liberais, e ao mesmo tempo ser um Conservador? “
Errata:
Onde se lê Conservador leia-se homossexual
Do Saul Bellow é tudo bom. O meu favorito é o Ravelstein.