Falho de sentido de posse como sou, nunca senti o edifício do DN como meu. Pelo menos não a magnífica fachada, não a porta giratória, não os painéis do Almada. Essas glórias e a memória delas serão sempre de quem trabalhou lá dentro, na redacção. Eu, que há 34 anos pela primeira vez entrei no edifício como colaborador, usava a entrada das traseiras, que dava para as máquinas e cheirava um pouco a óleo, sempre aberta às madrugadas; e depois dela a escada, com as suas paredes amarelas de fumo e um ar vagamente industrial.
Da posse
Bandeira,

Foi um dia muito triste, Zé. Para o Diário de Notícias e para o jornalismo português. Um virar de página muito significativo pelo seu simbolismo. Quis escrever alguma coisa sobre este assunto, que me toca tão de perto, mas hoje não consegui.
Hei-de conseguir no fim de semana. Nestes tempos “pós-verdade” em que vivemos.
Tristíssimo, Pedro. Acho que ficou patente no texto acima que estou sem palavras.
um grande abraço.