É o salário, assholes


Rui Rocha,

O salário base do Dr. António Domingues ronda os 420.000 euros anuais a que acresce seguramente outro tanto ou mais em compensação variável. Está bem. É preciso que a remuneração do gestor do banco público seja competitiva face ao que se pratica no sector privado. Entretanto, a remuneração total do Presidente dos Estados Unidos da América é de aproximadamente 375.000 euros anuais. Repare-se que o salário do POTUS não é sequer competitivo face ao do Presidente da Nossa Caixa. Depois admiram-se da fraca qualidade dos candidatos. Cada vez tenho mais pena dos americanos, coitados.

8 comentários em “É o salário, assholes”

  1. É espantoso como uma classe de trabalhadores causou uma crise económica sem precedentes, e ainda reclama que merece salários milionários.
    Quanta destruição terão as direções das finanças mundiais de provocar para se perceber que não é por pagarem estes salários que eles trabalham melhor.

    1. A questão mesmo é o que significa “trabalharem melhor”. Quando o mandato que têm é quase limitado a “criar valor para o accionista”, os melhores para os bancos serão sempre os piores para todos, incluindo os próprios bancos.

  2. Depois chamam-me radical e cheguem mesmo a censurar comentários meus.
    O problema não é eu ser radical, mas é sermos eternamente de brandos costumes.
    Quando vejo domingues e bavas e granadeiros… por aí, passo-me completamente. Indigno-me absolutamente. E indigno-me ainda mais com quem não se indigna nada e me acusa de excessivo.
    Não quero saber do conluio que colocou lá o figurão, porque já estou farto de saber como se fazem essas coisas. O que sei é que me sinto tremendamente ofendido com o descaramento com que me consideram estúpido.
    Então o geniozinho, primeiro, diz que não entrega; depois, diz que entrega, se for segredo. Isto é tão indigno, tão agressor da inteligência e da honra do povo, que me dispenso de mais comentários.
    Apenas acrescento que isto só é possível num regime de liberalismo selvagem que, para além de situações como esta, potencia, por exemplo (só por exemplo) que um inutilzinho qualquer, só porque é corrupto ou herdou um poço de petróleo, estoira mais dinheiro num qualquer casino de Las Vegas numa só noite, do aquele que a grande maioria das pessoas ganha numa vida inteira de trabalho árduo.
    Isto é que é mais obsceno do que todas as palavras ou expressões obscenas que eu aqui possa escrever.
    João de Brito

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