NICOLAU SANTOS
Expresso, 20 de Fevereiro de 2010
«Vítor Constâncio foi eleito pelo Ecofin como o nome a apresentar ao Conselho Europeu de Março para ocupar o lugar de vice-governador do Banco Central Europeu. Foi uma escolha unânime, batendo os outros dois candidatos ao lugar. É uma grande vitória para o país e uma grande vitória para Constâncio, pois resulta essencialmente do prestígio nacional e internacional de que o governador do Banco de Portugal desfruta. (…)
Constâncio resistiu a todas as acusações e sai por cima para um cargo de grande responsabilidade e prestígio. Merece-o inteiramente. Foi um grande governador do Banco de Portugal. E a solidez com que o sistema financeiro português ultrapassou a crise é a prova disso mesmo.»

![8262298_tIFvi[1].jpg 8262298_tIFvi[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2017/20050933_b9qI4.jpeg)
Nunca desilude, o ilustríssimo Prof. Dr. Artur Baptista da Silva…
Nunca! É dos poucos portos seguros!!
“Foi um grande governador do Banco de Portugal. E a solidez com que o sistema financeiro português ultrapassou a crise é a prova disso mesmo”
Tudo o que se disser contra isto só serve para achincalhar a CGD para depois a privatizar!!
É evidente! O PPC, e o seu feudo de lacaios do capitalismo internacional, sabe-se, vai ordenar a privatização da CGD na próxima semana, depois da ordem executiva de Trump!!
Isto faz-me lembrar, noutro quadrante político, as opiniões expressas mais ou menos pela mesma altura pelo conhecido comentador e especulador financeiro Pedro Arroja, segundo as quais o sistema bancário português teria resistido particularmente bem à crise por todos os bancos terem uma liderança muito personalizada em “homens fortes”. Referia-se, certamente (presumo eu), a homens da estirpe de um João Rendeiro ou um Ricardo Espírito Santo.
Não se chega a director de gaita alguma sem chuchar muita espiga de milho.
E preciso pertencer a um clube…
Uma no meio de tantas e de tantos autores diferentes. Citando de cor:
A banca portuguesa é sólida segura e confiável.
“Ricardo Espírito Santo recebeu umas “liberalidades”, mas tem direito a elas e não deve ser impedido da gestão bancária porque não há indícios de fraude.”
“O resgate português é diferente do irlandês: O primeiro foi provocado por empréstimos excessivos e o segundo por especulação na banca, mas em Portugal a banca é sólida.”
O silêncio do BdP sobre o aumento de capital do BES em vésperas da sua resolução.
“O BES não recorreu aos COCOs porque é sólido e não precisa.”
“Existe uma cerca em volta do BES que impede que este seja contaminado pelo GES.”
“O Estado Português vai ganhar dinheiro com a resolução do BES.”
“O Banif vai devolver todo o dinheiro que lá foi metido e ainda vai dar lucro.”
Rendeiro publica um livro a contar a sua história de sucesso como banqueiro e no mesmo dia pede auxílio do Estado para o BPP.
Os diversos valores que são estimados sempre que um banco é intervencionado que são sempre multiplicados por dez no fecho de contas.
Na verdade, no que diz respeito à banca, há muito que andamos numa realidade alternativa.
O pastorinho dos amanhãs que cantam podia de vez enquanto ver-se ao espelho.
Melhorava um pouco o jornalismo .
Não se “deslumbre” camarada engraxador: “mais vale andar de baixa pela caixa do que de caixa pela baixa”.