Cinco Homens que Abalaram a Europa, de Jaime Nogueira Pinto
História
(Edição A Esfera dos Livros, 2016)
6 comentários em “Sugestão: um livro por dia”
Caro Pedro: Mais um livro com a qualidade a que o JNP nos habituou. Ainda bem que é, ao mesmo tempo, bastante prolixo na produção escrita. Obrigado por no trazer estas pérolas quase diariamente: serviço público e de qualidade. (Manuel Silva)
Obrigado eu, caro Manuel. Confesso-lhe que dá trabalho aguentar este ritmo (já lá vão três anos e meio de recomendações diárias de livros). Mas quem corre por gosto não cansa.
Não sei se (e como defende VPV algures) a portuguesa (ditadura) terá sido assim tão influente na Europa como o pinta o autor, que de resto, gosto muito de ler e principalmente de ouvir nas conversas à quinta do observador, acompanhado do outro competentíssimo e mais sereno Jaime. Também, nesta temática, valerá a pena avaliar estoutro com prefácio de António Costa Pinto e que pode ser mirado por dentro na página da almedina, que versa as ditaduras alemã, romena, austríaca, húngara, espanhola e italiana, que neste momento se encontra à venda com 40% de desconto e que eu já há algum tempo tenho na mira, porque o tema interessa-me. O do JNP está à flor do cunho. Se calhar justifica-se a compra de ambos. Eu, farei aquilo que faço impreterivelmente com a compra de qualquer livro, tenho que me sentar com tempo e avaliar os livros muito bem antes de os adquirir.
Fascistas Michael Mann
Editora: Edições 70 Coleção: História Narrativa Tema: História Ano: 2011 Livro de capa mole ISBN 9789724416403 | 479 págs.
Faz bem em manter essa avaliação como critério para a aquisição de livros. Eu, confesso, avanço logo sem hesitar para certos temas – como é o caso, neste caso facilitado por conhecer pessoalmente o autor e apreciar muito a elegância da sua escrita. Por mais que julguemos saber aprendemos sempre alguma coisa.
Sabe que a questão do critério para mim é bem mais premente do que se calhar para outros, não por qualquer arrogância, que julgo e desejo não a ter, mas muito pelo contrário, porque como já não vou para novo e em novo não li o que e quanto devia, tendo por isso acordado tarde e a más horas para a leitura, já não posso dar-me ao luxo de poder ler tudo o que me vier parar às mãos. Mesmo que a minha vida, para lá do trabalho fosse preenchida exclusivamente com a leitura e não pode sê-lo, como sabemos. Por isso, e no que toca aos dois grandes temas que vão ocupando o meu tempo de leitura, no ensaio, procuro e compro os assunto que me interessa ler/consultar, na ficção, o meu critério actual de procura é a forma e a qualidade da escrita. Uma belíssima história mal contada é para mim tempo perdido, enquanto que uma história mesmo que razoável, mas muitíssimo bem contada é alimento para a alma. É claro que isto é tudo uma questão de gosto e por isso, é discutível. Como diz o nosso amigo Mário de Carvalho, se alguém disser o contrário, está pleno de razão. Neste momento tenho-me deleitado a ler as aulas de literatura de Berkeley do Cortázar. Gosto muito.
Muito bem. Sublinho este seu raciocínio, que subscrevo: “Uma belíssima história mal contada é para mim tempo perdido, enquanto que uma história mesmo que razoável, mas muitíssimo bem contada, é alimento para a alma.”
Caro Pedro:
Mais um livro com a qualidade a que o JNP nos habituou.
Ainda bem que é, ao mesmo tempo, bastante prolixo na produção escrita.
Obrigado por no trazer estas pérolas quase diariamente: serviço público e de qualidade.
(Manuel Silva)
Obrigado eu, caro Manuel. Confesso-lhe que dá trabalho aguentar este ritmo (já lá vão três anos e meio de recomendações diárias de livros). Mas quem corre por gosto não cansa.
Não sei se (e como defende VPV algures) a portuguesa (ditadura) terá sido assim tão influente na Europa como o pinta o autor, que de resto, gosto muito de ler e principalmente de ouvir nas conversas à quinta do observador, acompanhado do outro competentíssimo e mais sereno Jaime. Também, nesta temática, valerá a pena avaliar estoutro com prefácio de António Costa Pinto e que pode ser mirado por dentro na página da almedina, que versa as ditaduras alemã, romena, austríaca, húngara, espanhola e italiana, que neste momento se encontra à venda com 40% de desconto e que eu já há algum tempo tenho na mira, porque o tema interessa-me. O do JNP está à flor do cunho. Se calhar justifica-se a compra de ambos. Eu, farei aquilo que faço impreterivelmente com a compra de qualquer livro, tenho que me sentar com tempo e avaliar os livros muito bem antes de os adquirir.
Fascistas
Michael Mann
Editora: Edições 70
Coleção: História Narrativa
Tema: História
Ano: 2011
Livro de capa mole
ISBN 9789724416403 | 479 págs.
Faz bem em manter essa avaliação como critério para a aquisição de livros. Eu, confesso, avanço logo sem hesitar para certos temas – como é o caso, neste caso facilitado por conhecer pessoalmente o autor e apreciar muito a elegância da sua escrita. Por mais que julguemos saber aprendemos sempre alguma coisa.
Sabe que a questão do critério para mim é bem mais premente do que se calhar para outros, não por qualquer arrogância, que julgo e desejo não a ter, mas muito pelo contrário, porque como já não vou para novo e em novo não li o que e quanto devia, tendo por isso acordado tarde e a más horas para a leitura, já não posso dar-me ao luxo de poder ler tudo o que me vier parar às mãos. Mesmo que a minha vida, para lá do trabalho fosse preenchida exclusivamente com a leitura e não pode sê-lo, como sabemos. Por isso, e no que toca aos dois grandes temas que vão ocupando o meu tempo de leitura, no ensaio, procuro e compro os assunto que me interessa ler/consultar, na ficção, o meu critério actual de procura é a forma e a qualidade da escrita. Uma belíssima história mal contada é para mim tempo perdido, enquanto que uma história mesmo que razoável, mas muitíssimo bem contada é alimento para a alma. É claro que isto é tudo uma questão de gosto e por isso, é discutível. Como diz o nosso amigo Mário de Carvalho, se alguém disser o contrário, está pleno de razão. Neste momento tenho-me deleitado a ler as aulas de literatura de Berkeley do Cortázar. Gosto muito.
Muito bem. Sublinho este seu raciocínio, que subscrevo: “Uma belíssima história mal contada é para mim tempo perdido, enquanto que uma história mesmo que razoável, mas muitíssimo bem contada, é alimento para a alma.”