Liima, álbum ii.
ii é o primeiro álbum dos Liima, que não são do Peru, mas do norte da Europa. Trata-se de uma colaboração entre os dinamarqueses Efterklang e o percussionista finlandês Tatu Ronkko, desenvolvida entre Berlim, Helsínquia, Istambul e uma ilha obscura no Atlântico chamada Madeira (e depois gravada na capital alemã, ao longo de três dias). A música, baseada em sintetizadores e percussão, é uma mistura de paranóia e de alegria. Inclui, de facto, alguns apontamentos de sonoridade andina e, comparada com o que os Efterklang fazem habitualmente, parece mais solta, por vezes quase improvisada. Numa consequência talvez inevitável, também se me afigura menos precisa e coesa.

e depois gravada na capital alemã
Repare-se como a atividade de maior valor acrescentado fica reservada para um país desenvolvido. Até a Ana Moura já grava os seus discos em Nova Iorque.
A «geringonça» mudará tudo isso.
uma ilha obscura no Atlântico
Eu diria que, graças ao fortíssimo turismo e graças ao Cristiano Ronaldo, é uma ilha muito conhecido e nada obscura.
Quando eu há trinta anos cheguei à Alemanha e disse que era de uma (pensava eu, obscura) cidade portuguesa chamada Porto, tive a agradável surpresa de toda a gente perceber que essa era a notável cidade de onde provinha um grande clube chamado F.C.Porto.
“Eu diria que, graças ao fortíssimo turismo e graças ao Cristiano Ronaldo, é uma ilha muito conhecido e nada obscura.”
Wooooooooosh. Era um pássaro? Era um avião? Era a ironia.