0 comentários em “As melhores praias portuguesas (92)”
Eu já há muitos anos que não vou a essa praia, mas a minha mais vívida recordação dela é a água do mar a brilhar com as cores do arco-íris, derivado a uma fina camada de óleo (dos barcos a motor) à superfície dela; e de sentir a pele claramente oleosa depois de lá tomar banho. É deveras nojento. Pode ser uma praia muito bonita, mas eu não a aconselharia para banhos.
Linda de morrer! Era a minha praia preferida em criança. O meu pai detestava os engarrafamentos para lá chegar, mas de quando em vez lá nos fazia a vontade. Adorava esta praia, apesar da água gelada. Não vou lá há séculos e foi muito bom vê-la agora aqui. 🙂 Antonieta
A água é muito fria, sim. Não tão fria agora – a temperatura do mar, em Portugal, subiu em média cerca de 2 graus na última década. Mas o cenário mantém a beleza de sempre. Só não pode – e nisso o seu pai tinha toda a razão, Antonieta – ser frequentada em Julho e Agosto, sobretudo aos fins de semana. Por excesso de congestionamento de carros: a procura é demasiado grande para a capacidade de oferta. A estrada é a mesma de há muitas décadas e não se adaptou ao século XXI. Mas entre Setembro e Junho a praia continua a ser um deslumbramento. De repente quase todos vão embora e deixam-na disponível só para os poucos que não desistem de procurá-la sabendo que serão recompensados.
Durante anos pensei que quem morava nesta casa devia ser muito feliz por poder acordar neste cenário paradisíaco, e nem me importava que o carro ficasse parado na fila… Quanto à imagem anterior (belíssima) pensei que era outra perspectiva da mesma praia. 🙂 Antonieta
Se calhar há vários anos que nem mora lá ninguém, Antonieta. Acontece muitas vezes nas casas junto às praias – até porque se desgastam imenso com a humidade e a maresia… A outra imagem, como bem assinalou o nosso amigo leitor, era de outra praia ali bem perto – e tão fotogénica como o Portinho. Aliás toda a costa da Arrábida é fotogénica.
Caro Pedro: Desculpe-me a impertinência (é já a 2.ª), mas esta praia em 1.º plano, com os barcos ancorados, é Albarquel, logo à saída de Setúbal. Ao fundo vê-se as chaminés da Secil, e, mais à frente, no final da linha de terra, o Hospital Ortopédico do Outão. O Portinho da Arrábida fica do lado de lá, numa enseada larga semelhante a esta, que comporta as praias dos Coelhos, Galápos e Portinho da Arrábida. Termina de forma semelhante, com um edifício no final da linha de terra, mais pequeno do que o do hospital – a Fortaleza de Sta. Maria da Arrábida – onde está instalado o Museu Oceanográfico, que alberga ricas colecções marinhas. Mas a beleza de Albarquel nada fica a dever à do Portinho, neste mar de azuis e verdes ímpares: e isso é o que conta. Parabéns pelo excelente trabalho de divulgação do que de bom temos, muito mais importante do que denegrir o país por tudo e por nada como faz quem não tem nada de melhor para nos oferecer. (Manuel Silva).
Tem toda a razão, caro Manuel. Fez bem em alertar-me: cá está o Portinho devolvido à sua fascinante imagem original (sem desprimor para Albarquel). A Arrábida é uma das zonas mais fascinantes do País, que infelizmente muita gente ainda não conhece. Já passou nesta série com a Figueirinha, vem agora com o Portinho. E virão mais praias. Agradeço as suas palavras. De facto a intenção desta colecção de postais é precisamente essa: divulgar aquilo que temos de bons contra o discurso dominante de que “isto é uma choldra” (há mais de um século que se generalizou esta moda) e que só o que é da “estranja” merece ser enaltecido. Estou farto dessa mentalidade até aos ossos.
Falta outra praia que é a praia dos coelhos, entre Galapos e o Portinho. É uma praia muito pequena que quando a maré vaza dá para ir a pé para o Portinho. É uma praia muito pequena e de difícil acesso e que sempre foi muito associada à praia onde se passava muita droga
Eu já há muitos anos que não vou a essa praia, mas a minha mais vívida recordação dela é a água do mar a brilhar com as cores do arco-íris, derivado a uma fina camada de óleo (dos barcos a motor) à superfície dela; e de sentir a pele claramente oleosa depois de lá tomar banho. É deveras nojento. Pode ser uma praia muito bonita, mas eu não a aconselharia para banhos.
Faz mal em não regressar lá.
Linda de morrer!
Era a minha praia preferida em criança. O meu pai detestava os engarrafamentos para lá chegar, mas de quando em vez lá nos fazia a vontade.
Adorava esta praia, apesar da água gelada.
Não vou lá há séculos e foi muito bom vê-la agora aqui.
🙂 Antonieta
A água é muito fria, sim. Não tão fria agora – a temperatura do mar, em Portugal, subiu em média cerca de 2 graus na última década. Mas o cenário mantém a beleza de sempre.
Só não pode – e nisso o seu pai tinha toda a razão, Antonieta – ser frequentada em Julho e Agosto, sobretudo aos fins de semana. Por excesso de congestionamento de carros: a procura é demasiado grande para a capacidade de oferta. A estrada é a mesma de há muitas décadas e não se adaptou ao século XXI.
Mas entre Setembro e Junho a praia continua a ser um deslumbramento. De repente quase todos vão embora e deixam-na disponível só para os poucos que não desistem de procurá-la sabendo que serão recompensados.
Durante anos pensei que quem morava nesta casa devia ser muito feliz por poder acordar neste cenário paradisíaco, e nem me importava que o carro ficasse parado na fila…
Quanto à imagem anterior (belíssima) pensei que era outra perspectiva da mesma praia.
🙂 Antonieta
Se calhar há vários anos que nem mora lá ninguém, Antonieta. Acontece muitas vezes nas casas junto às praias – até porque se desgastam imenso com a humidade e a maresia…
A outra imagem, como bem assinalou o nosso amigo leitor, era de outra praia ali bem perto – e tão fotogénica como o Portinho. Aliás toda a costa da Arrábida é fotogénica.
Caro Pedro:
Desculpe-me a impertinência (é já a 2.ª), mas esta praia em 1.º plano, com os barcos ancorados, é Albarquel, logo à saída de Setúbal.
Ao fundo vê-se as chaminés da Secil, e, mais à frente, no final da linha de terra, o Hospital Ortopédico do Outão.
O Portinho da Arrábida fica do lado de lá, numa enseada larga semelhante a esta, que comporta as praias dos Coelhos, Galápos e Portinho da Arrábida.
Termina de forma semelhante, com um edifício no final da linha de terra, mais pequeno do que o do hospital – a Fortaleza de Sta. Maria da Arrábida – onde está instalado o Museu Oceanográfico, que alberga ricas colecções marinhas.
Mas a beleza de Albarquel nada fica a dever à do Portinho, neste mar de azuis e verdes ímpares: e isso é o que conta.
Parabéns pelo excelente trabalho de divulgação do que de bom temos, muito mais importante do que denegrir o país por tudo e por nada como faz quem não tem nada de melhor para nos oferecer.
(Manuel Silva).
Tem toda a razão, caro Manuel. Fez bem em alertar-me: cá está o Portinho devolvido à sua fascinante imagem original (sem desprimor para Albarquel). A Arrábida é uma das zonas mais fascinantes do País, que infelizmente muita gente ainda não conhece. Já passou nesta série com a Figueirinha, vem agora com o Portinho. E virão mais praias.
Agradeço as suas palavras. De facto a intenção desta colecção de postais é precisamente essa: divulgar aquilo que temos de bons contra o discurso dominante de que “isto é uma choldra” (há mais de um século que se generalizou esta moda) e que só o que é da “estranja” merece ser enaltecido.
Estou farto dessa mentalidade até aos ossos.
Falta outra praia que é a praia dos coelhos, entre Galapos e o Portinho. É uma praia muito pequena que quando a maré vaza dá para ir a pé para o Portinho. É uma praia muito pequena e de difícil acesso e que sempre foi muito associada à praia onde se passava muita droga
É de facto muito pequena, embora deslumbrante. Talvez ainda passe por cá.