Moniz Pereira – Vida e Obra do Senhor Atletismo, de Fernando Correia
Biografia
(Reedição ampliada Guerra & Paz, 2016)
“A presente edição não segue a grafia do novo Acordo Ortográfico”
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Aquando da sua morte, questionando-me por que razão homens assim quase nunca estão na política, alguém pretendeu esclarecer-me, dizendo que, antes de tudo, teremos de admitir que não querem. Prosseguindo a questão: – Por que será que homens assim quase nunca querem estar na política?! João de Brito
Se ele tivesse tentado entrar na política, teria que acabar por deixar de ser treinador de atletismo. Nem ele nem (quase) ninguém seria capaz de praticar simultâneamente, de forma competente, ambas as coisas.
Uma das consequências da divisão do trabalho, advogada por Adam Smith, é que as pessoas só conseguem ser boas profissionais numa única profissão. Se tentam exercer mais do que uma profissão ao mesmo tempo, acabam por não ser competitivas em nenhuma delas e, portanto, por ter que se afastar de todas menos uma única.
Pode pôr-se a mesma questão a respeito de um político: por que será que homens assim não se interessam por desporto? A resposta parece simples: provavelmente se Mário Soares (ou qualquer outro) tivesse pretendido jogar futebol nunca chegaria ao nível de Cristiano Ronaldo. E, provavelmente, Moniz Pereira na política não passaria das segundas categorias. Cada um dedica-se àquilo de que gosta e para que tem jeito. No fundo estou de acordo com o que di Luís Lavoura. Embora reconheça que há quem tenha capacidade para vária coisas ao mesmo tempo.
Aquando da sua morte, questionando-me por que razão homens assim quase nunca estão na política, alguém pretendeu esclarecer-me, dizendo que, antes de tudo, teremos de admitir que não querem.
Prosseguindo a questão:
– Por que será que homens assim quase nunca querem estar na política?!
João de Brito
Se ele tivesse tentado entrar na política, teria que acabar por deixar de ser treinador de atletismo. Nem ele nem (quase) ninguém seria capaz de praticar simultâneamente, de forma competente, ambas as coisas.
Uma das consequências da divisão do trabalho, advogada por Adam Smith, é que as pessoas só conseguem ser boas profissionais numa única profissão. Se tentam exercer mais do que uma profissão ao mesmo tempo, acabam por não ser competitivas em nenhuma delas e, portanto, por ter que se afastar de todas menos uma única.
Pode pôr-se a mesma questão a respeito de um político: por que será que homens assim não se interessam por desporto?
A resposta parece simples: provavelmente se Mário Soares (ou qualquer outro) tivesse pretendido jogar futebol nunca chegaria ao nível de Cristiano Ronaldo. E, provavelmente, Moniz Pereira na política não passaria das segundas categorias.
Cada um dedica-se àquilo de que gosta e para que tem jeito.
No fundo estou de acordo com o que di Luís Lavoura. Embora reconheça que há quem tenha capacidade para vária coisas ao mesmo tempo.