Reflexão do dia


Pedro Correia,

«É grave o facto de o Partido Socialista ter vindo a adoptar clichés da extrema-esquerda, com os quais se entretém a substituir o pensamento. Em particular, tudo o que respeita à liberdade e à igualdade. O PS prefere a igualdade e o Estado. Se o PS envereda por este caminho suicida, não só se prepara para se afastar da área do poder por muitos anos, como está a fazer que Portugal fique privado de soluções de governo que tenham inspiração no universo da esquerda democrática. O melhor da esquerda consiste em ganhar o centro e convencer parte da direita às suas ideias e aos seus programas. O pior da esquerda consiste em transformar-se em porta–voz do jacobinismo e da longa tradição antidemocrática de uma parte dessa esquerda.»

António Barreto, no Diário de Notícias

0 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Grave? Que mal fez a extrema esquerda aos portugueses? Somos ou não, todos iguais? Na realidade somos, mas para a extrema direita não. Para a extrema direita, uns têm direito a esconder os seus dinheiros em off shores, pagarem impostos noutros países, tudo lhes é permitido, até destruir empresas e ainda receberem bonus, pelo mal que fizeram, enquanto os outros, o único que têm, é direito a trabalhar para os favorecidos. Isto sim, pode ser. O PS sempre foi um partido de esquerda, embora todos saibamos que houve tempos, em que se desviou para a direita e o resultado foi o que todos sabemos. Quanto ao preferir o Estado é o seu dever, senão é vermos que um estado sem nada, apenas pode pedir empréstimos e obrigar a classe média a pagar porque os outros fogem como bem sabemos. Que beneficiaram os portugueses com as vendas que fez o anterior governo? Nada de nada, só pioraram. Caminho suicida, foi onde nos levou a direita que não nos levou a lado nenhum, a não ser à pobreza. O melhor da esquerda é querer restituir o furtado aos portugueses, enquanto o António Barrete com comentários destes, só mostra ser alguém sem personalidade, em que só tem teoria e que nunca valeu nada como político. Não presta e ouvi-lo ou ler algo seu é pura perda de tempo.

    1. Eis a forma típica que a extrema-esquerda usa para “debater”: em vez de procurar rebater ideias, tenta achincalhar a pessoa. Foi o caso deste anónimo, que veio aqui só para deturpar o nome de António Barreto.
      Ora goste-se ou não dele, concorde-se ou não com o que pensa, António Barreto é uma pessoa que dá a cara e assina opiniões, com nome próprio.
      Precisamente ao contrário de quem procura contestá-lo omitindo nome e apelido. Como se tivesse motivos para se envergonhar de ambos.
      E se calhar tem mesmo.

      1. Para si, dizer mal de António Costa, da geringonça, como tanto gosta de apelidar o governo, está perfeito, é digno e não achincalha ninguém, mas dizer-se o que se pensa de António Barreto, é vir aqui, deturpar o nome do senhor. Quantas e quantas deturpações faz o Pedro Correia, aqui e quantas vezes, deita abaixo quem discorda da sua direita, mas isso para está si é correcto, já os outros deturpam. Que diria o Pedro se o António Barreto dissesse o oposto… Na hora de contabilizar, os que por aqui passam, não conte os anónimos porque incomodam-no que se farta, só não o incomodam na hora da contabilização.

    2. “Somos ou não, todos iguais?”

      Não não somos todos iguais.

      Vocês querem obrigar quem não é de Extrema Esquerda sê-lo.
      Já eu não importo se vocês fizerem uma Comuna com quem concorda com vocês.

      Esta é a diferença e a razão porque vossa História está cheia de milhões de mortos.

      Esquerda, algo tão bom que tem de ser imposto.

      1. Olhe você para a história, bem recente “70 anos” e recorde se conseguir, a carnificina da direita. Há muitos mais, mas ficamos por aqui que é quanto basta para lhe mostrar que não deve andar por cá, mas no além.

        1. Já não podemos ser donos das nossas convicções, portanto para os apaixonados da extrema esquerda, ser democrata não é de todo conveniente, pelo contrário. Assim, quem não perfilha a vossa doutrina deve ser apagado e enviado para o além …
          Não imaginava ler tamanha imbecilidade.

  2. Curioso como se considera uma discussão séria uma discussão que é feita considerando que chamar jacobinos aos outros é argumento.
    Mas tem toda a razão. A esquerda socialista tentou a 3ª via, desde Toni Blair. Vendeu a alma pelo poder e o que conseguiu foi o crescimento do liberalismo económico com os excelentes resultados que se vêm: aumento do poder dos grupos financeiras, crise financeira permanente, aumento das desigualdades, aumento da pobreza, desmantelamento do Estado Social, desaparecimento da classe média, aumento do extremismo, etc.
    Mas protestar contra este estado de coisas é jacobinismo e prejudica a nova ordem estabelecida. Além de não vender bem no Pingo-Doce.
    Claro que o mentores da mudança não se saíram mal. Criaram um mundo onde pessoas como Toni Blair, além de milionários, conseguem ser simultâneamente mentores da guerra do Iraque e nomeados responsáveis pelas negociações de paz entre Israelitas e Palestinianos. Quanto ao resto do mundo: alguém tem de perder para que outros ganhem.

    1. “desmantelamento do Estado Social”

      O Estado incluindo o Social é a razão Política para a crise financeira, só a especulação que levou à valorização exponencial permitiu Blair e companhia de aumentar os gastos sem aumentar comparativamente os Impostos.

      O espantoso é como o Jo gostou tanto dessa fase que quer voltar para ela.

      Foi o crescimento artificial da valorização de vários produtos : essencialmente o imobiliários e financeiros é que permitiu fazer com que os Políticos não tivessem de aumentar os Impostos de acordo com os cada vez mais gastos do Estado.
      Quando o Esquema ruiu ficou um buraco colmatado parcialmente com outros buracos: intervenções do BCE, FMI

      Adicionar:
      Dando tiros nos pés a Mariana Mortágua colocou este quadro no Twitter.
      Veja lá se o entende…
      https://twitter.com/lmarado/status/765329763925913600

      O extraordinário aumento de eficiência da economia capitalista permitiu um abaixamento generalizado de preços dos produtos, ao contrário o que fornece a economia estatizada piorou.

      Há 10 anos um computador custava 2 ou mais ordenados de um Funcionário Publico. Hoje custa igual ou menos. A isto se podem considerar muitos mais produtos.
      Note-se que nem estou a valorizar o aumento de desempenho.

      Ou seja há 10 anos tínhamos uma economia onde o estado era mais reduzido porque os preços do privado eram mais altos.
      Com o privado a baixar preços o Estado terá de necessariamente de custar menos e de acompanhar essa eficiência?

      1. Está-se a esquecer da concentração de rendimentos numa franja estreita da população, que é precisamente o que se pretende impedir através do Estado Social.

        Está a dizer que o crescimento artificial do preço do imobiliário ficou a dever-se à assistência na doença e à educação paga, a finança capitalista que parece venerar não teve nada a ver com isso.
        Com a população do mundo a estabilizar e a produção a aumentar deveria haver mais bens para distribuir e não menos, mas dizem que temos de reduzir os gastos, porque a parte que fica depois de satisfazer os famosos1% é cada vez menos.

        Para fazer comparações de preços através dos tempos é melhor utilizar produtos que existam ao longo dos tempos. No século XIX um computador era caríssimo ou era de borla?
        Já agora a que funcionário público e a que computador se refere?

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