Com a realidade cada vez mais à porta, António Costa e demais «geringonceiros» intensificam os ataques à União Europeia. Não surpreende. Diogo Noivo já o referiu: arranjar um inimigo externo para disfarçar incompetências internas (ou, no caso, um descarado assalto ao poder, da única forma que se encontrava disponível) é manobra clássica para cerrar fileiras e calar dissidências. Na União Europeia, usa-a neste momento a «geringonça» como antes a usou o governo do Syriza. (E como a usam partidos, de direita e de esquerda, sequiosos de formas simples de ganhar votos – programas consistentes dão trabalho, obrigam a fazer escolhas e são frequentemente incompatíveis com a ideologia professada.) Na sequência disto, apenas ingénuos podem admirar-se de que os sentimentos anti-UE cresçam um pouco por todo o lado. Afinal, como estranhar que a vontade de um alemão médio (ou holandês, ou austríaco, ou luxemburguês, ou finlandês, ou polaco, ou checo, ou eslovaco, ou letão, ou lituano, ou estónio, ou esloveno, ou sueco, ou dinamarquês, ou britânico, ou belga, ou até mesmo francês ou irlandês), informado de que a situação económica de certos países piorou devido à acção dos mesmos políticos que, com a aparente concordância dos seus cidadãos, lhe surgem nos ecrãs televisivos e nas páginas dos jornais a imputar todos os problemas à União Europeia, seja mandar estes gajos à merda?
Os coveiros da União Europeia
escafandro,

“Afinal, como estranhar que a vontade de um alemão médio (ou holandês, ou austríaco, ou luxemburguês, ou finlandês, ou polaco, ou checo, ou eslovaco, ou letão, ou lituano, ou estónio, ou esloveno, ou sueco, ou dinamarquês, ou britânico, ou belga, ou até mesmo francês ou irlandês), informado de que a situação económica de certos países piorou devido à acção dos mesmos políticos que, com a aparente concordância dos seus cidadãos,”.
De quando em vez foge-lhe a mão para a verdade. O que acimo cito recorda-me os seus comentários favoráveis à acção dos confrades que anteriormente apoiava. Afinal nada era como você e eles propagandeavam. Mas não fica por aqui a conversa. Os cidadãos desses países que refere também estão preocupados com o papel de seus governantes na ruína que causam a outros países e aos seus países. Basta apoiar a Alemanha.
Os únicos que parece não terem consciência sobre esta matéria é o meu amigo JAA e aqueles que chama para o seu redil.
No fundo pensa o amigo que se balarem o mesmo balido acrescentam credibilidade ao discurso. A estratégia do meu caro para contrariar as massas é constituir-se em massa, julgando imprimir alguma credibilidade à acção.
Pensa o meu caro e alguns de seus companheiros, nesta matéria, que os tratados estabelecidos são fruto de uma nova revelação divina que define todas as realidades e comportamentos. Em suma, aceitaram uma nova bíblia e não querem assumir que outros usem as funções cerebrais para os efeitos que lhe competem.
No que respeita à sua interrogação, seria um acto inútil mandar à merda gajos e gajas que só fazem merda.
Um dia destes tentarei extrair sentido do que escreveu. Não será hoje.
Não faça esforço. O amigo teve uma revelação, e tudo quando foge a tal modelo é geringonça e não tem valor.
É incapaz de compreender que os acordos não são imutáveis e que as situações que a eles conduziram também não são.
E para continuar a extrair sentido a meu comentário, por favor acrescente também isto à resposta que enviei há pouco a este seu comentário:
é o JAA que se constitui como representante desses cidadãos (massas), mas entenda-se do cidadão Médio. Presumo eu que os restantes cidadãos, carenciados de representatividade, não são parte desta sua Europa e, enquanto tal, podem ser mandados à merda.
“informado de que a situação económica de certos países piorou devido à acção dos mesmos políticos que, com a aparente concordância dos seus cidadãos, lhe surgem nos ecrãs televisivos e nas páginas dos jornais a imputar todos os problemas à União Europeia, seja mandar estes gajos à merda?”
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não vá por ai…
José António,
Eu, que estou no teu redil (não sabia que eras proprietário) e que uno o meu balido ao teu (que bestas somos), considero que acertaste na mouche com este post. O tempo passa e palavras como “chantagem”, “batalha”, “ingerência” e “ataque” aparecem cada vez mais e com maior força. Já os fundamentos para uma guerra aberta com a Europa estão em parte incerta. Se isto não é preparar terreno para um confronto, não sei o que será.
Acima de tudo, sou proprietário de dívidas. E de uns quantos livros, discos e filmes. Mas és bem-vindo.
Os meus avós maternos tinham um pequeno rebanho. Andaria eu pelos cinco ou seis anos, um carneiro acertou-me uma marrada. Desde aí, sempre achei exagerado o grau de passividade que se atribui aos ovídeos. 🙂
A característica dos ovídeos não se prende com a sua agressividade ou passividade. Mas pela necessidade de não saberem orientar-se sem pastor. Portanto, são limitados.
Acontece que existe uma narrativa bíblica afirmando que “as minhas ovelhas entram e saem e encontrarão sempre alimento”. Significa isto que tais ovelhas adquiriram autonomia, em contraponto com aquelas outras que não dispensam pastores e suas doutrinas.
Continuo a pensar que o amigo JAA, e outros que dizem balir para fingir que o não fazem, deve rever a interpretação que faz dessa revelação que lhe dava conta.